ASL coberta de vergonha

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Mesuras e rapapés, para cortejar o poder político
Mesuras e rapapés, para cortejar o poder político

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Publicada em 26/07/2019 às 07:29:00

 

Rian Santos
riansantos@jornaldodiase.com.br
Há quem diga que a 
Academia Sergipa
na de Letras serve apenas à literatura. Eu duvido. Jamais se soube de cerimônia ou evento promovido pela tal associação de escritores com o potencial de fazer alguém abrir um livro. Sob a presidência de José Anderson Nascimento, entretanto, o colegiado desceu mais um degrau, rumo à completa obsolescência. A moção de solidariedade e apoio ao mentiroso Carlos Pinna cobre os acadêmicos de vergonha.
O documento divulgado no afã de bajular o todo poderoso conselheiro do Tribunal de Contas não mereceu a consideração de ninguém, passou em brancas nuvens. No entanto, episódios como a condenação de Carlos Pinna acabam se prestando à revelação de eventuais interesses em conflito. Sem querer, José Anderson Nascimento demonstrou o verdadeiro propósito do sodalício - para empregar uma palavra de seu gosto. As mesuras e os rapapés da ASL não têm nada a ver com o ofício de Machado de Assis.
Enquanto a ASL promove reuniões a portas fechadas, com o fim de cortejar a força da grana e o poder político, a literatura vinga no meio da rua, alheia aos bons modos dos intelectuais de meia tigela. As frases pichadas nos muros da cidade têm mais poesia do que os discursos proferidos sob uma toga cafona. O fardão dos imortais combina bem com o palavrório empoado da turma.
Se perguntar não ofende, qual o papel de uma Academia de Letras? A Sergipana, por exemplo, cujo cobiçado assento é disputado na base de muita politicagem, acoita talentos de qualidade diversa. Apesar da serventia pouca, no entanto, as associações se multiplicam aos montes, sempre com o mesmo perfil: o de uma instituição francamente elitista, sem nenhuma conexão aparente com os homens de carne e osso.
Antonio Carlos Viana não mereceu a imortalidade lavrada em cartório. Francisco J. C. Dantas jamais deixaria a fazenda Lajes Velha, no interior de Sergipe, em troca de tapinhas nas costas. Luiz Eduardo Costa e Amaral Cavalcante estão lá, para o meu desgosto, os únicos dignos do título. Por incrível que pareça, na ASL, a imaginação capenga de Albano Franco e o desembargador Edson Ulisses de Melo fica tão confortável como em suas próprias casas.

Há quem diga que a  Academia Sergipa na de Letras serve apenas à literatura. Eu duvido. Jamais se soube de cerimônia ou evento promovido pela tal associação de escritores com o potencial de fazer alguém abrir um livro. Sob a presidência de José Anderson Nascimento, entretanto, o colegiado desceu mais um degrau, rumo à completa obsolescência. A moção de solidariedade e apoio ao mentiroso Carlos Pinna cobre os acadêmicos de vergonha.
O documento divulgado no afã de bajular o todo poderoso conselheiro do Tribunal de Contas não mereceu a consideração de ninguém, passou em brancas nuvens. No entanto, episódios como a condenação de Carlos Pinna acabam se prestando à revelação de eventuais interesses em conflito. Sem querer, José Anderson Nascimento demonstrou o verdadeiro propósito do sodalício - para empregar uma palavra de seu gosto. As mesuras e os rapapés da ASL não têm nada a ver com o ofício de Machado de Assis.
Enquanto a ASL promove reuniões a portas fechadas, com o fim de cortejar a força da grana e o poder político, a literatura vinga no meio da rua, alheia aos bons modos dos intelectuais de meia tigela. As frases pichadas nos muros da cidade têm mais poesia do que os discursos proferidos sob uma toga cafona. O fardão dos imortais combina bem com o palavrório empoado da turma.
Se perguntar não ofende, qual o papel de uma Academia de Letras? A Sergipana, por exemplo, cujo cobiçado assento é disputado na base de muita politicagem, acoita talentos de qualidade diversa. Apesar da serventia pouca, no entanto, as associações se multiplicam aos montes, sempre com o mesmo perfil: o de uma instituição francamente elitista, sem nenhuma conexão aparente com os homens de carne e osso.
Antonio Carlos Viana não mereceu a imortalidade lavrada em cartório. Francisco J. C. Dantas jamais deixaria a fazenda Lajes Velha, no interior de Sergipe, em troca de tapinhas nas costas. Luiz Eduardo Costa e Amaral Cavalcante estão lá, para o meu desgosto, os únicos dignos do título. Por incrível que pareça, na ASL, a imaginação capenga de Albano Franco e o desembargador Edson Ulisses de Melo fica tão confortável como em suas próprias casas.