Programa Vida no Trânsito reduz número de óbitos em Aracaju em quase 60%

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Publicada em 25/07/2019 às 00:12:00

 

Articulação intersetorial em rede, qualificação de dados, ações integradas e monitoramento e avaliação de ações. Esses critérios compõem a metodologia adotada pelo Programa Vida no Trânsito (PVT) para reduzir o número de óbitos e lesões causadas por acidentes. O Programa é coordenado pela Secretaria da Saúde da Prefeitura de Aracaju (SMS) e conta com a participação de outros órgãos. 
Lidiane Gonçalves integra a área técnica de Prevenção de Violências e Acidentes da SMS e é a responsável pelo Programa. De acordo com Lidiane, o Vida no Trânsito representa um modelo de gestão de segurança no trânsito, criado como uma das principais respostas à Década de Segurança no Trânsito, instituída em 2011, cuja meta era a de reduzir em até 50% os acidentes fatais e com lesões. 
"É uma estratégia de gestão intersetorial para prevenir lesões e mortes, a partir de um plano integrado de ações, orientado por evidências científicas e pelo perfil epidemiológico local", define Lidiane Gonçalves. O Vida no Trânsito surgiu como um projeto, por meio de uma iniciativa da Organização Mundial da Saúde (OMS) para propor estratégias para a redução considerável de lesões e mortes.
No Brasil, o então projeto ganhou o nome de Vida no Trânsito e foi implantado, como um projeto-piloto, em cinco capitais: Belo Horizonte, Campo Grande, Teresina, Curitiba e Palmas. "Esses locais foram escolhidos pela alta incidência de acidentes desse tipo e por serem mais estruturados à época. Como houve resultados, ele foi expandido para as demais capitais e municípios", revela Lidiane.
Hoje, o Vida no Trânsito já está implantado em 51 municípios brasileiros. "Em Aracaju, ele começou a ser implementado em 2013, com a visita de representantes do Ministério da Saúde. O processo foi concluído em 2014, quando houve a instituição do Comitê Gestor Intersetorial do Programa", lembra a coordenadora. 
Esse comitê é composto por diversos órgãos, entre eles, a Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT); o Departamento Estadual de Trânsito (Detran); a Secretaria Estadual de Saúde; o Conselho Municipal de Saúde; a Universidade Federal de Sergipe; a Empresa Municipal de Obras e Urbanização (Emurb); a Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb); a Guarda Municipal de Aracaju e a Secretaria de Estado da Segurança Pública, representada pelo Centro de Estatística. 
"Cada um tem um papal específico e trabalha o tema de alguma forma. É preciso pensar de forma integrada e executar ações também de forma integrada, porque cada órgão tem como contribuir", ressalta Lidiane. "As ações precisam ser estratégicas, alinhadas e integradas, inclusive com participação da população nesse processo", completa a coordenadora do Programa.
Lidiane acredita que os avanços do PVT vêm exatamente dessa integração entre os órgãos. E entre esses avanços, a redução de acidentes com óbito é a principal: o número de mortes caiu 58,1% em Aracaju entre 2010 e 2017. O índice de redução foi o maior em todo o país. Já entre 2017 e 2018, os registros caíram de 54 para 44 acidentes fatais no trânsito, representando uma queda de 18,5%. 
Para Lidiane, apesar de todos os esforços visando à redução do número de mortes no trânsito e de Aracaju ter tido bons resultados nesse sentido, o cenário ainda é preocupante em todo o país. Isso porque, segundo ela, os comportamentos que levam aos acidentes se repetem. "Muitos acidentes são fruto de imprudências no trânsito. E a gente trabalha para reduzir isso ao máximo, mas depende de uma série de fatores, como a educação para o trânsito", pondera.

Articulação intersetorial em rede, qualificação de dados, ações integradas e monitoramento e avaliação de ações. Esses critérios compõem a metodologia adotada pelo Programa Vida no Trânsito (PVT) para reduzir o número de óbitos e lesões causadas por acidentes. O Programa é coordenado pela Secretaria da Saúde da Prefeitura de Aracaju (SMS) e conta com a participação de outros órgãos. 
Lidiane Gonçalves integra a área técnica de Prevenção de Violências e Acidentes da SMS e é a responsável pelo Programa. De acordo com Lidiane, o Vida no Trânsito representa um modelo de gestão de segurança no trânsito, criado como uma das principais respostas à Década de Segurança no Trânsito, instituída em 2011, cuja meta era a de reduzir em até 50% os acidentes fatais e com lesões. 
"É uma estratégia de gestão intersetorial para prevenir lesões e mortes, a partir de um plano integrado de ações, orientado por evidências científicas e pelo perfil epidemiológico local", define Lidiane Gonçalves. O Vida no Trânsito surgiu como um projeto, por meio de uma iniciativa da Organização Mundial da Saúde (OMS) para propor estratégias para a redução considerável de lesões e mortes.
No Brasil, o então projeto ganhou o nome de Vida no Trânsito e foi implantado, como um projeto-piloto, em cinco capitais: Belo Horizonte, Campo Grande, Teresina, Curitiba e Palmas. "Esses locais foram escolhidos pela alta incidência de acidentes desse tipo e por serem mais estruturados à época. Como houve resultados, ele foi expandido para as demais capitais e municípios", revela Lidiane.
Hoje, o Vida no Trânsito já está implantado em 51 municípios brasileiros. "Em Aracaju, ele começou a ser implementado em 2013, com a visita de representantes do Ministério da Saúde. O processo foi concluído em 2014, quando houve a instituição do Comitê Gestor Intersetorial do Programa", lembra a coordenadora. 
Esse comitê é composto por diversos órgãos, entre eles, a Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT); o Departamento Estadual de Trânsito (Detran); a Secretaria Estadual de Saúde; o Conselho Municipal de Saúde; a Universidade Federal de Sergipe; a Empresa Municipal de Obras e Urbanização (Emurb); a Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb); a Guarda Municipal de Aracaju e a Secretaria de Estado da Segurança Pública, representada pelo Centro de Estatística. 
"Cada um tem um papal específico e trabalha o tema de alguma forma. É preciso pensar de forma integrada e executar ações também de forma integrada, porque cada órgão tem como contribuir", ressalta Lidiane. "As ações precisam ser estratégicas, alinhadas e integradas, inclusive com participação da população nesse processo", completa a coordenadora do Programa.
Lidiane acredita que os avanços do PVT vêm exatamente dessa integração entre os órgãos. E entre esses avanços, a redução de acidentes com óbito é a principal: o número de mortes caiu 58,1% em Aracaju entre 2010 e 2017. O índice de redução foi o maior em todo o país. Já entre 2017 e 2018, os registros caíram de 54 para 44 acidentes fatais no trânsito, representando uma queda de 18,5%. 
Para Lidiane, apesar de todos os esforços visando à redução do número de mortes no trânsito e de Aracaju ter tido bons resultados nesse sentido, o cenário ainda é preocupante em todo o país. Isso porque, segundo ela, os comportamentos que levam aos acidentes se repetem. "Muitos acidentes são fruto de imprudências no trânsito. E a gente trabalha para reduzir isso ao máximo, mas depende de uma série de fatores, como a educação para o trânsito", pondera.