PARA ONDE VAI O PT DE SERGIPE?

Opinião

 

* Rômulo Rodrigues
Eis aí, uma indagação corriqueira que o velho militante tem que responder diariamente, por onde anda, e ao encontrar conhecidos velhos e novos que o identificam como alguém que tem que dar respostas às suas inquietações, com justíssimas razões, seja tempo de eleições ou de pré-temporada.
Como o uso do cachimbo deixa a boca torta, o vicio do contato pessoal frequente faz com que esteja com respostas na ponta da língua, a depender de cada interlocutor.
Se fosse um político mineiro que agiria com a esperteza, não sabedoria, de quem estará sempre a favor da proposta que venha a ser vitoriosa; como o Presidente Antônio Carlos em relação à movimentação de Getúlio Vargas, para as eleições de 1930; que ao ser questionado sobre em qual lado estaria, respondeu; Minas estará onde sempre esteve e ou, Tancredo Neves que demorou a entrar na campanha das Diretas-Já, ainda viu impassível a sua Polícia a ser a única a reprimir uma manifestação, para depois ser o Presidente das Indiretas, fiel ao jeito mineiro de sempre sair por cima nas crises políticas inerentes a uma República proclamada por um monarquista, cada interlocutor aceitaria conforme sua simpatia.
Mas, o momento exige que sejamos todos Paraíba e Eu, velho observador da política maior digo; sou muito mais Epitácio Pessoa que marcou para sempre a Bandeira do seu Estado com a palavra NÉGO.
Por isso que, ao ser questionado, diariamente, se o PT vai novamente servir de andor para Edvaldo Nogueira ser carregado em procissão, pelas ruas de Aracaju, minha resposta de ponta de língua é a do paraibano e não a do mineiro: NÉGO.
E nego dentro de uma visão bem racional. Desde que foi se intensificando o cerco do Golpe de Estado que ele deu sinais de esperar que a saída da crise fosse a construção de outra "Nova República", onde se cacifaria para ser o novo líder popular de centro esquerda que reinaria sobre os escombros do PT e dos Movimentos Sociais soterrados, o que ficou patente no seu não protagonismo nas marchas contra o Impeachment e nas lutas do "Não vai ter Golpe".
Quando precisou, voltou a implorar o apoio do PT em 2016 e depois de eleito e empossado foi paulatinamente renegando a participação do PT como protagonista na vitória e parceiro de Governo. Mesmo sabendo que sem o partido e sem Eliane de vice, não teria vencido a disputa.
Aliás, somente Jackson Barreto e João Alves Filho foram capazes de vencer eleições sem o PT como aliado e, o que é mais significativo, tendo-o como adversário. Mas, não estiveram sozinhos.
Então, vamos falar de tijolo que é pau que boia. A conjuntura que, se tiver eleição para prefeito em 2020, só o PT em Aracajú terá condições de apresentar candidatura própria para ir com outro candidato, em coligação, ao segundo turno.
Quando digo, se tiver eleição, é com a convicção de que o cenário futuro desejado pelo prefeito é que os atuais mandatos sejam prorrogados e ele chegue em 2022, como Prefeito da Capital, cacifado para disputar o Governo do Estado. Aposto um caminhão de melancias que ele acorda e vai dormir pensando nisso.
Por isso é que parabenizo o senador Rogério Carvalho pela brilhante conclusão na entrevista de segunda feira ao jornalista André Barros, na Nova Brasil. Quem tem que dizer se vai querer o PT compondo um Governo que foi conquistado junto e se vai querer continuar a aliança de convivência no próximo ano; é ele.
O PT está tranquilo quanto a isso e a imensa maioria da militância petista quer candidatura própria. Antes, porém, o principal é não desviar o foco. O partido tem um PED pela frente e a prioridade, de setembro a Nnvembro, será eleger novas direções nos três níveis federativos, para reunir mais forças internas e aliados externos, para não deixar a Sociedade Civil Organizada sem respostas à única pergunta a ser respondida: O QUE FAZER?
Para atender ao desafio que está colocado, aqui no estado, mais importante do que um novo programa de "Gotha" é eleger uma executiva qualificada e um nome para presidi-la que não tenha mandato eletivo, que não vá disputar as próximas eleições, que tenha isenção, autoridade, liberdade, disciplina partidária, respaldo no partido e na sociedade, com capacidade para enfrentar e dar soluções aos impasses com Democracia, sem acarretar sobrecargas aos parlamentares e possíveis candidatos diante de um cenário de grandes turbulências.
A melhor solução poderá ser, no atual momento do processo, ver critérios e perfis, para que sejam apresentados nomes e, se for o caso, fazer um plebiscito.
Chegou o momento de dar resposta a conjuntura elevando o nível do debate do partido.
É preciso que uma nova direção, com bastante sintonia e capacidade política para estar sempre antenada com as principais variações e temperaturas dos conflitos naturais da sociedade, aponte respostas imediatas para um novo protagonismo no último trimestre do ano.
* Rômulo Rodrigues é militante político

* Rômulo Rodrigues

Eis aí, uma indagação corriqueira que o velho militante tem que responder diariamente, por onde anda, e ao encontrar conhecidos velhos e novos que o identificam como alguém que tem que dar respostas às suas inquietações, com justíssimas razões, seja tempo de eleições ou de pré-temporada.
Como o uso do cachimbo deixa a boca torta, o vicio do contato pessoal frequente faz com que esteja com respostas na ponta da língua, a depender de cada interlocutor.
Se fosse um político mineiro que agiria com a esperteza, não sabedoria, de quem estará sempre a favor da proposta que venha a ser vitoriosa; como o Presidente Antônio Carlos em relação à movimentação de Getúlio Vargas, para as eleições de 1930; que ao ser questionado sobre em qual lado estaria, respondeu; Minas estará onde sempre esteve e ou, Tancredo Neves que demorou a entrar na campanha das Diretas-Já, ainda viu impassível a sua Polícia a ser a única a reprimir uma manifestação, para depois ser o Presidente das Indiretas, fiel ao jeito mineiro de sempre sair por cima nas crises políticas inerentes a uma República proclamada por um monarquista, cada interlocutor aceitaria conforme sua simpatia.
Mas, o momento exige que sejamos todos Paraíba e Eu, velho observador da política maior digo; sou muito mais Epitácio Pessoa que marcou para sempre a Bandeira do seu Estado com a palavra NÉGO.
Por isso que, ao ser questionado, diariamente, se o PT vai novamente servir de andor para Edvaldo Nogueira ser carregado em procissão, pelas ruas de Aracaju, minha resposta de ponta de língua é a do paraibano e não a do mineiro: NÉGO.
E nego dentro de uma visão bem racional. Desde que foi se intensificando o cerco do Golpe de Estado que ele deu sinais de esperar que a saída da crise fosse a construção de outra "Nova República", onde se cacifaria para ser o novo líder popular de centro esquerda que reinaria sobre os escombros do PT e dos Movimentos Sociais soterrados, o que ficou patente no seu não protagonismo nas marchas contra o Impeachment e nas lutas do "Não vai ter Golpe".
Quando precisou, voltou a implorar o apoio do PT em 2016 e depois de eleito e empossado foi paulatinamente renegando a participação do PT como protagonista na vitória e parceiro de Governo. Mesmo sabendo que sem o partido e sem Eliane de vice, não teria vencido a disputa.
Aliás, somente Jackson Barreto e João Alves Filho foram capazes de vencer eleições sem o PT como aliado e, o que é mais significativo, tendo-o como adversário. Mas, não estiveram sozinhos.
Então, vamos falar de tijolo que é pau que boia. A conjuntura que, se tiver eleição para prefeito em 2020, só o PT em Aracajú terá condições de apresentar candidatura própria para ir com outro candidato, em coligação, ao segundo turno.
Quando digo, se tiver eleição, é com a convicção de que o cenário futuro desejado pelo prefeito é que os atuais mandatos sejam prorrogados e ele chegue em 2022, como Prefeito da Capital, cacifado para disputar o Governo do Estado. Aposto um caminhão de melancias que ele acorda e vai dormir pensando nisso.
Por isso é que parabenizo o senador Rogério Carvalho pela brilhante conclusão na entrevista de segunda feira ao jornalista André Barros, na Nova Brasil. Quem tem que dizer se vai querer o PT compondo um Governo que foi conquistado junto e se vai querer continuar a aliança de convivência no próximo ano; é ele.
O PT está tranquilo quanto a isso e a imensa maioria da militância petista quer candidatura própria. Antes, porém, o principal é não desviar o foco. O partido tem um PED pela frente e a prioridade, de setembro a Nnvembro, será eleger novas direções nos três níveis federativos, para reunir mais forças internas e aliados externos, para não deixar a Sociedade Civil Organizada sem respostas à única pergunta a ser respondida: O QUE FAZER?
Para atender ao desafio que está colocado, aqui no estado, mais importante do que um novo programa de "Gotha" é eleger uma executiva qualificada e um nome para presidi-la que não tenha mandato eletivo, que não vá disputar as próximas eleições, que tenha isenção, autoridade, liberdade, disciplina partidária, respaldo no partido e na sociedade, com capacidade para enfrentar e dar soluções aos impasses com Democracia, sem acarretar sobrecargas aos parlamentares e possíveis candidatos diante de um cenário de grandes turbulências.
A melhor solução poderá ser, no atual momento do processo, ver critérios e perfis, para que sejam apresentados nomes e, se for o caso, fazer um plebiscito.Chegou o momento de dar resposta a conjuntura elevando o nível do debate do partido.
É preciso que uma nova direção, com bastante sintonia e capacidade política para estar sempre antenada com as principais variações e temperaturas dos conflitos naturais da sociedade, aponte respostas imediatas para um novo protagonismo no último trimestre do ano.

* Rômulo Rodrigues é militante político

 


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