O sobrenome Argollo

Compartilhar:
Imprimir Aumentar Texto Diminuir Texto
Quem herda não furta
Quem herda não furta

Clique nas imagens para ampliar

Publicada em 23/07/2019 às 23:10:00

 

Rian Santos
riansantos@jornaldodiase.com.br
Os sergipanos pouco 
sabem de si mes-
mos. Fosse diferente, o bom nome da família Argollo andaria em todas as bocas, pronunciado com grande admiração. Somente falta de educação e memória curta justificam o esquecimento finalmente remediado por iniciativa do violonista Diego Lima.
'A música sergipana para violão de Alvino Argollo', disco concebido no bojo de uma pesquisa de mestrado acolhida pela Universidade Federal da Bahia, resgata a trajetória de pelo menos duas gerações de instrumentistas na terrinha. Alvino Argollo é filho do mestre João Pires Argollo, que introduziu o ensino de violão clássico no Conservatório de Música de Sergipe. Segundo Diego Lima, a paixão pelo instrumento está inscrita no DNA da família.
"O pai, João Pires Argollo, fundou a cadeira de violão no Conservatório de Música de Sergipe e representou o estado em seminários internacionais de violão, presidiu a Ordem dos Músicos em Sergipe, além de ter deixado o legado educacional que se estende a todos os grandes nomes de professores de violão no estado. O filho compositor também ocupou a cadeira de violão no Conservatório de Música de Sergipe, presidiu a Ordem dos Músicos em Sergipe e hoje é professor do Instituto Federal de Sergipe. Seus irmãos, João Pires Argollo Filho e Eliana Argollo Quezada são também professores de violão. O primeiro exerce sua função no Conservatório Municipal de Guarulhos e a irmã na Escola de Artes Valdice Teles, em Aracaju". 
Além do valor documental evidente, o trabalho de pesquisa encampado por Diego ainda se presta à divulgação das composições de Alvino Argollo, guardadas no escuro de alguma gaveta, como algo de menor importância, sem real valor. A julgar pelos poucos vídeos à disposição dos curiosos no Youtube, entretanto, o pesquisador não poderia ter feito escolha mais certa. Peças como 'Cantilena de banzo' e 'Conversa de matuto' honram o sobrenome do compositor, reverberando o dito popular segundo o qual o fruto nunca cai longe do galho. Quem herda não furta.
Foi por pouco. As composições de Alvino Argollo corriam o sério risco de alimentar as traças. Alienados da sua história, os sergipanos estranham os semblantes de bronze devorados pelo tempo nas praças públicas, indiferentes ao próprio passado e o destino cumprido pelos filhos da terra - um desprezo que, não raro, também alcança os homens de carne e osso, firmes e fortes, ainda vivos.
Diego Lima lança 'A música sergipana para violão de Alvino Argollo':
Terça-feira, 30 de julho, às 19 horas, no Museu da Gente Sergipana.

Os sergipanos pouco  sabem de si mes- mos. Fosse diferente, o bom nome da família Argollo andaria em todas as bocas, pronunciado com grande admiração. Somente falta de educação e memória curta justificam o esquecimento finalmente remediado por iniciativa do violonista Diego Lima.
'A música sergipana para violão de Alvino Argollo', disco concebido no bojo de uma pesquisa de mestrado acolhida pela Universidade Federal da Bahia, resgata a trajetória de pelo menos duas gerações de instrumentistas na terrinha. Alvino Argollo é filho do mestre João Pires Argollo, que introduziu o ensino de violão clássico no Conservatório de Música de Sergipe. Segundo Diego Lima, a paixão pelo instrumento está inscrita no DNA da família.
"O pai, João Pires Argollo, fundou a cadeira de violão no Conservatório de Música de Sergipe e representou o estado em seminários internacionais de violão, presidiu a Ordem dos Músicos em Sergipe, além de ter deixado o legado educacional que se estende a todos os grandes nomes de professores de violão no estado. O filho compositor também ocupou a cadeira de violão no Conservatório de Música de Sergipe, presidiu a Ordem dos Músicos em Sergipe e hoje é professor do Instituto Federal de Sergipe. Seus irmãos, João Pires Argollo Filho e Eliana Argollo Quezada são também professores de violão. O primeiro exerce sua função no Conservatório Municipal de Guarulhos e a irmã na Escola de Artes Valdice Teles, em Aracaju". 
Além do valor documental evidente, o trabalho de pesquisa encampado por Diego ainda se presta à divulgação das composições de Alvino Argollo, guardadas no escuro de alguma gaveta, como algo de menor importância, sem real valor. A julgar pelos poucos vídeos à disposição dos curiosos no Youtube, entretanto, o pesquisador não poderia ter feito escolha mais certa. Peças como 'Cantilena de banzo' e 'Conversa de matuto' honram o sobrenome do compositor, reverberando o dito popular segundo o qual o fruto nunca cai longe do galho. Quem herda não furta.
Foi por pouco. As composições de Alvino Argollo corriam o sério risco de alimentar as traças. Alienados da sua história, os sergipanos estranham os semblantes de bronze devorados pelo tempo nas praças públicas, indiferentes ao próprio passado e o destino cumprido pelos filhos da terra - um desprezo que, não raro, também alcança os homens de carne e osso, firmes e fortes, ainda vivos.
Diego Lima lança 'A música sergipana para violão de Alvino Argollo':
Terça-feira, 30 de julho, às 19 horas, no Museu da Gente Sergipana.