As orelhas do Tatu

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Um leitor, antes de tudo
Um leitor, antes de tudo

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Publicada em 23/07/2019 às 06:51:00

 

Rian Santos
riansantos@jornaldodiaase.com.br
Orelhas limpas não 
combinariam com 
o 'Tatu de Piraquê'. E coube a mim, um jornalista acostumado a enfiar os pés na lama, a divertida tarefa de alinhavar um texto de apresentação, com o fim de emporcalhar a ante sala do referido volume de contos, à guisa de advertência. Assim, ao encarar as cento e tantas páginas do livro, a melhor decisão de sua vida, um eventual leitor terá se aventurado por sua conta e risco. 
 Alguns desavisados acreditam que a literatura cumpre função edificante, é flor de propósitos elevados, um equívoco herdado de Platão. Nada mais falso. A prosa ligeira de Djenal Gonçalves Filho, uma nau sem rumo (como, aliás, ele cogitou batizar o volume), por exemplo, jamais fará do leitor uma pessoa melhor. E, no entanto, é uma delícia.  
Sem nota de gravidade, os contos de Djenal possuem um valor de autenticidade muito evidente. Apesar dos ecos do cânone literário - com acenos a Machado de Assis (Um homem célebre), Allan Poe (O barril de Amontilado) e o diabo a quatro -, o autor se revela um grande contador de causos. Aos invés das grandes questões da humanidade, a lorota, a galhofa e o chiste.  
 Por fim, convém mencionar que "Deus protege a quem ama das leituras inúteis", um voto de fé proferido por Charles Baudelaire. Pois eu li e reli 'O tatu de Piraquê' algumas vezes, às gargalhadas, rindo com todos os dentes, até o distinto fazer bico. Pelo visto, apesar de todos os meus pecados, tenho ainda algum crédito com o Nazareno.
O autor - Conhecido nas rodas culturais como advogado, compositor e jornalista, Djenal Gonçalves Filho conta os dias para o lançamento de seu primeiro livro. 'O tatu de Pirakê' reúne contos temperados a uma boa dose de humor, favorecidos pela sintaxe ágil, com a rara virtude de evitar arrodeios e ir sempre direto ao ponto.
Com ilustrações e projeto gráfico da designer e artista visual Gabi Etinger, a obra será lançada na inauguração do Sebo Xique, localizado no JFC Trade Center. O espaço pretende se firmar como um novo ponto de encontro à disposição dos apaixonados pelos livros em Aracaju. 
O autor explica que sempre gostou de contar histórias. O impulso da escrita não é novo, nasceu junto com o hábito da leitura, quase como um reflexo desta. 'O tatu de Pirakê' é o grande feito de um leitor contumaz, ele garante, além de um lançamento da Edise.
Djenal Gonçalves Filho lança 'O tatu de Pirakê' no Sebo Xique:
Local: JFC Trade Center (Av. Ministro Geraldo Barreto Sobral, 2100. Entrada B, loja 02).
Data: 26 de julho.
Hora: A  partir das 17h.

Orelhas limpas não  combinariam com  o 'Tatu de Piraquê'. E coube a mim, um jornalista acostumado a enfiar os pés na lama, a divertida tarefa de alinhavar um texto de apresentação, com o fim de emporcalhar a ante sala do referido volume de contos, à guisa de advertência. Assim, ao encarar as cento e tantas páginas do livro, a melhor decisão de sua vida, um eventual leitor terá se aventurado por sua conta e risco. 
 Alguns desavisados acreditam que a literatura cumpre função edificante, é flor de propósitos elevados, um equívoco herdado de Platão. Nada mais falso. A prosa ligeira de Djenal Gonçalves Filho, uma nau sem rumo (como, aliás, ele cogitou batizar o volume), por exemplo, jamais fará do leitor uma pessoa melhor. E, no entanto, é uma delícia.  
Sem nota de gravidade, os contos de Djenal possuem um valor de autenticidade muito evidente. Apesar dos ecos do cânone literário - com acenos a Machado de Assis (Um homem célebre), Allan Poe (O barril de Amontilado) e o diabo a quatro -, o autor se revela um grande contador de causos. Aos invés das grandes questões da humanidade, a lorota, a galhofa e o chiste.  
 Por fim, convém mencionar que "Deus protege a quem ama das leituras inúteis", um voto de fé proferido por Charles Baudelaire. Pois eu li e reli 'O tatu de Piraquê' algumas vezes, às gargalhadas, rindo com todos os dentes, até o distinto fazer bico. Pelo visto, apesar de todos os meus pecados, tenho ainda algum crédito com o Nazareno.

O autor - Conhecido nas rodas culturais como advogado, compositor e jornalista, Djenal Gonçalves Filho conta os dias para o lançamento de seu primeiro livro. 'O tatu de Pirakê' reúne contos temperados a uma boa dose de humor, favorecidos pela sintaxe ágil, com a rara virtude de evitar arrodeios e ir sempre direto ao ponto.
Com ilustrações e projeto gráfico da designer e artista visual Gabi Etinger, a obra será lançada na inauguração do Sebo Xique, localizado no JFC Trade Center. O espaço pretende se firmar como um novo ponto de encontro à disposição dos apaixonados pelos livros em Aracaju. 
O autor explica que sempre gostou de contar histórias. O impulso da escrita não é novo, nasceu junto com o hábito da leitura, quase como um reflexo desta. 'O tatu de Pirakê' é o grande feito de um leitor contumaz, ele garante, além de um lançamento da Edise.
Djenal Gonçalves Filho lança 'O tatu de Pirakê' no Sebo Xique:

Local: JFC Trade Center (Av. Ministro Geraldo Barreto Sobral, 2100. Entrada B, loja 02).

Data: 26 de julho.Hora: A  partir das 17h.