Protesto evita que TCE analise suspensão da aposentadoria de ex-conselheiro

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SINDICALISTAS DURANTE PROTESTO NA PORTA DO TCE
SINDICALISTAS DURANTE PROTESTO NA PORTA DO TCE

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Publicada em 18/07/2019 às 23:11:00

 

Um rodízio de pizza foi realizado na manhã de ontem em frente à sede do Tribunal de Contas do Estado de Sergipe (TCE/SE), como forma de protesto contra o julgamento dos embargos impetrados pelo conselheiro aposentado Flávio Conceição pleiteando o retorno à Corte de Contas. Coordenado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), a mobilização contou com a participação de sindicatos associados à sigla, bem como populares que não compactua com a possibilidade de Flávio ser reintegrado ao colegiado do TCE. A alegação do então conselheiro afastado em 2008 é que os autos o incluindo na Operação Navalha foram arquivados esse ano pelo poder judiciário.
O manifestantes também distribuíram potes com doce de leite. Esta sobremesa, comum na culinária sergipana, em 2007 se tornou protagonista de um escândalo envolvendo o próprio Flávio Conceição e outros conselheiros. Na época, conversas telefônicas comprometedoras envolviam uma suposta doação 'compensatória' de "doce de leite". Em decorrência da crise envolvendo o Tribunal de Contas, em maio de 2009, diante da cadeira vaga e da perspectiva de se revitalizar a imagem da Corte, o advogado Clóvis Barbosa de Melo assumiu o posto o qual segue até hoje.
Mais de dez anos após Clóvis assumir, ontem o colegiado estava prestes a analisar o processo que reivindica o retorno de Flávio e consecutivo afastamento de Clóvis. Em virtude da ausência do presidente do TCE/SE, Ulices Andrade, a sessão foi suspensa pelo relator do processo e vice-presidente da Corte, Carlos Alberto Sobral de Sousa. Oficialmente o tribunal informou que, havendo quórum, este assunto será julgado na próxima quinta-feira, 25. Um novo rodízio de pizza deve ser realizado na semana que vem. É o que garante a direção da CUT.
"Aos que não se recordam, esse termo 'doce de leite' foi apresentado pelo setor de inteligência da Polícia Federal como uma espécie de senha usada para repassar o dinheiro da corrupção. O retorno de Flávio ao Tribunal de Contas contribui diretamente para que a imagem de transparência e moralidade da Corte seja desfeita. Não estamos aqui para defender ninguém, mas sim para evitar que o Tribunal de Contas de Sergipe volte a virar piada nacional", declarou o presidente da CUT, Rubem Marques, o Professor Dudu. A manifestação contraria a este retorno também tem sido publicamente realizada pelo senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE).
No último mês de maio o parlamentar deu entrada com uma Ação Popular contra o retorno de Flávio Conceição ao TCE. Já no mês seguinte, em junho, o advogado Antônio Fernando Valeriano também decidiu ingressar com uma Ação Civil Pública (ACP). Logo no início da manhã, sem se estender nas declarações, o advogado Rafael Martins , que atua na defesa do conselheiro Clóvis Barbosa, informou que até o final do processo apenas se manifestará com relação exclusiva às questões técnicas. Sobre as manifestações organizadas pela central sindical, o defensor declarou que os atos são: "democráticos e típicos de uma sociedade que busca sempre defender a ética e a coerência". (Milton Alves Júnior)
Próxima semana - De acordo com o Professor Dudu: "é bastante provável que estejamos aqui novamente defendendo, inclusive, a ACP que rejeita publicamente o reingresso de Flávio Conceição ao tribunal. Enquanto o processo estiver em tramitação nós nos manteremos atentos e defendendo os nossos ideais como pessoas contribuintes e defensoras de um órgão público limpo, sem manchas de irregularidades apresentadas em um passado nada distante."

Um rodízio de pizza foi realizado na manhã de ontem em frente à sede do Tribunal de Contas do Estado de Sergipe (TCE/SE), como forma de protesto contra o julgamento dos embargos impetrados pelo conselheiro aposentado Flávio Conceição pleiteando o retorno à Corte de Contas. Coordenado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), a mobilização contou com a participação de sindicatos associados à sigla, bem como populares que não compactua com a possibilidade de Flávio ser reintegrado ao colegiado do TCE. A alegação do então conselheiro afastado em 2008 é que os autos o incluindo na Operação Navalha foram arquivados esse ano pelo poder judiciário.
O manifestantes também distribuíram potes com doce de leite. Esta sobremesa, comum na culinária sergipana, em 2007 se tornou protagonista de um escândalo envolvendo o próprio Flávio Conceição e outros conselheiros. Na época, conversas telefônicas comprometedoras envolviam uma suposta doação 'compensatória' de "doce de leite". Em decorrência da crise envolvendo o Tribunal de Contas, em maio de 2009, diante da cadeira vaga e da perspectiva de se revitalizar a imagem da Corte, o advogado Clóvis Barbosa de Melo assumiu o posto o qual segue até hoje.
Mais de dez anos após Clóvis assumir, ontem o colegiado estava prestes a analisar o processo que reivindica o retorno de Flávio e consecutivo afastamento de Clóvis. Em virtude da ausência do presidente do TCE/SE, Ulices Andrade, a sessão foi suspensa pelo relator do processo e vice-presidente da Corte, Carlos Alberto Sobral de Sousa. Oficialmente o tribunal informou que, havendo quórum, este assunto será julgado na próxima quinta-feira, 25. Um novo rodízio de pizza deve ser realizado na semana que vem. É o que garante a direção da CUT.
"Aos que não se recordam, esse termo 'doce de leite' foi apresentado pelo setor de inteligência da Polícia Federal como uma espécie de senha usada para repassar o dinheiro da corrupção. O retorno de Flávio ao Tribunal de Contas contribui diretamente para que a imagem de transparência e moralidade da Corte seja desfeita. Não estamos aqui para defender ninguém, mas sim para evitar que o Tribunal de Contas de Sergipe volte a virar piada nacional", declarou o presidente da CUT, Rubem Marques, o Professor Dudu. A manifestação contraria a este retorno também tem sido publicamente realizada pelo senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE).
No último mês de maio o parlamentar deu entrada com uma Ação Popular contra o retorno de Flávio Conceição ao TCE. Já no mês seguinte, em junho, o advogado Antônio Fernando Valeriano também decidiu ingressar com uma Ação Civil Pública (ACP). Logo no início da manhã, sem se estender nas declarações, o advogado Rafael Martins , que atua na defesa do conselheiro Clóvis Barbosa, informou que até o final do processo apenas se manifestará com relação exclusiva às questões técnicas. Sobre as manifestações organizadas pela central sindical, o defensor declarou que os atos são: "democráticos e típicos de uma sociedade que busca sempre defender a ética e a coerência". (Milton Alves Júnior)

Próxima semana - De acordo com o Professor Dudu: "é bastante provável que estejamos aqui novamente defendendo, inclusive, a ACP que rejeita publicamente o reingresso de Flávio Conceição ao tribunal. Enquanto o processo estiver em tramitação nós nos manteremos atentos e defendendo os nossos ideais como pessoas contribuintes e defensoras de um órgão público limpo, sem manchas de irregularidades apresentadas em um passado nada distante."