Huse registra mais de 600 casos de picadas por escorpião este ano

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Publicada em 18/07/2019 às 23:10:00

 

O Centro de Informação 
e Investigação Toxico
lógica (Ciatox) do Hospital de Urgências de Sergipe (Huse), gerenciado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), vem atuando como referência no estado no atendimento a intoxicações e acidentes com animais peçonhentos há 15 anos. De janeiro a junho deste ano, um fato que chama atenção é o quantitativo de 644 pessoas que foram vítimas de picada por escorpião. Desse total, a maioria foi do sexo feminino, 387 casos.
De acordo com a médica e toxicologista do Ciatox no Huse, Júlia Cardoso, a precisão no diagnóstico é fundamental para um resultado bem-sucedido. "Vale lembrar que algumas dicas são importantes para que o tratamento seja eficiente. Se a vítima foi picada por animais peçonhentos, o ideal é que o animal seja capturado e levado em um frasco para que o médico veja qual o procedimento adequado com a vítima. Isso ajuda na precisão do diagnóstico. Deve ser feita a soroterapia específica preconizado para os acidentes moderados e graves, pois vai inibir a ação do veneno naquele local, já que ele age no sistema circulatório e nervoso. Então, quanto mais rápida for feita essa soroterapia, a gente consegue ter um prognóstico melhor para esse paciente", informa a médica.
As principais vítimas são donas de casa que, ao realizarem tarefas domésticas, acabam sendo picadas por esses animais. Nesse caso, nenhum procedimento caseiro deve ser realizado, a exemplo de torniquetes, uso de álcool no local da picada ou até mesmo sucção do ferimento na tentativa de retirar o veneno. O paciente deve procurar imediatamente a unidade de saúde mais próxima.
Foi o que fez a servidora pública, Nadja Moura, 49. Ela relembra o dia em que foi picada por um escorpião depois de realizar uma limpeza na casa. "Eu estava deitada na sala da minha casa e brincava com meus cachorros, em um certo momento senti uma picada que doeu muito e quando fui ver era um escorpião que estava no chão da sala. Acho que ele apareceu depois de uma limpeza que fiz no fundo da minha casa para retirada de alguns entulhos e resto de madeiras. Eu não pensei duas vezes e capturei o animal, coloquei em um vasinho e corri com meu filho para o hospital. Tive febre e muita dor no local da picada, mas fui medicada e graças a Deus me recuperei logo sem nenhuma sequela", declarou.
Algumas medidas preventivas devem ser adotadas para evitar que o animal se esconda, dentre elas os entulhos, limpeza constante do jardim e da casa, tronco de árvore seco, telhas, ralos de banheiro, fresta de portas e aos alimentos deles que são os insetos. É importante a dedetização visando eliminar o alimento do escorpião já que a dedetização para o escorpião em si não tem muita eficácia.
O Ciatox funciona há 15 anos no Huse e conta com uma equipe multidisciplinar de médicos, farmacêuticos, médicos veterinários, enfermeiros e técnicos de enfermagem. O Ciatox faz parte da Rede Nacional de Centros de Informação e Assistência Toxicológica (Renaciat), coordenada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

O Centro de Informação  e Investigação Toxico lógica (Ciatox) do Hospital de Urgências de Sergipe (Huse), gerenciado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), vem atuando como referência no estado no atendimento a intoxicações e acidentes com animais peçonhentos há 15 anos. De janeiro a junho deste ano, um fato que chama atenção é o quantitativo de 644 pessoas que foram vítimas de picada por escorpião. Desse total, a maioria foi do sexo feminino, 387 casos.
De acordo com a médica e toxicologista do Ciatox no Huse, Júlia Cardoso, a precisão no diagnóstico é fundamental para um resultado bem-sucedido. "Vale lembrar que algumas dicas são importantes para que o tratamento seja eficiente. Se a vítima foi picada por animais peçonhentos, o ideal é que o animal seja capturado e levado em um frasco para que o médico veja qual o procedimento adequado com a vítima. Isso ajuda na precisão do diagnóstico. Deve ser feita a soroterapia específica preconizado para os acidentes moderados e graves, pois vai inibir a ação do veneno naquele local, já que ele age no sistema circulatório e nervoso. Então, quanto mais rápida for feita essa soroterapia, a gente consegue ter um prognóstico melhor para esse paciente", informa a médica.
As principais vítimas são donas de casa que, ao realizarem tarefas domésticas, acabam sendo picadas por esses animais. Nesse caso, nenhum procedimento caseiro deve ser realizado, a exemplo de torniquetes, uso de álcool no local da picada ou até mesmo sucção do ferimento na tentativa de retirar o veneno. O paciente deve procurar imediatamente a unidade de saúde mais próxima.
Foi o que fez a servidora pública, Nadja Moura, 49. Ela relembra o dia em que foi picada por um escorpião depois de realizar uma limpeza na casa. "Eu estava deitada na sala da minha casa e brincava com meus cachorros, em um certo momento senti uma picada que doeu muito e quando fui ver era um escorpião que estava no chão da sala. Acho que ele apareceu depois de uma limpeza que fiz no fundo da minha casa para retirada de alguns entulhos e resto de madeiras. Eu não pensei duas vezes e capturei o animal, coloquei em um vasinho e corri com meu filho para o hospital. Tive febre e muita dor no local da picada, mas fui medicada e graças a Deus me recuperei logo sem nenhuma sequela", declarou.
Algumas medidas preventivas devem ser adotadas para evitar que o animal se esconda, dentre elas os entulhos, limpeza constante do jardim e da casa, tronco de árvore seco, telhas, ralos de banheiro, fresta de portas e aos alimentos deles que são os insetos. É importante a dedetização visando eliminar o alimento do escorpião já que a dedetização para o escorpião em si não tem muita eficácia.
O Ciatox funciona há 15 anos no Huse e conta com uma equipe multidisciplinar de médicos, farmacêuticos, médicos veterinários, enfermeiros e técnicos de enfermagem. O Ciatox faz parte da Rede Nacional de Centros de Informação e Assistência Toxicológica (Renaciat), coordenada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).