CORRUPÇÃO SEM LIMITES

Opinião

 

* Rômulo Rodrigues
As revelações das gravações do Site 
The Intercept estão deixando claro 
que a gana de Dallagnol por dinheiro era sem limites e sempre ancorada na permissividade do então Juiz Sérgio Moro.
A vontade de aparecer e faturar chegou ao ponto de: em Janeiro de 2016, antes do Impeachment ser consolidado o Procurador pediu ao então Juiz que financiasse um filme de publicidade do então pacote de "dez medidas contra a corrupção", na Globo, com dinheiro da 13ª vara de Curitiba e Moro respondeu que achava possível.
Com toda a cobertura de Moro o DD, para os íntimos, montou um plano de negócios para palestras, para lucrar e ter fama.
Há, no entanto, uma grande contradição na iniciativa de Dallagnol; pois, foi exatamente sob tal pretexto que ele acusou Lula, e Moro aceitou, de corrupção por dar palestras pagas.
Só que; esqueceu um detalhe muito importante: Lula foi palestrante pelo Instituto Lula quando não desempenhava nenhuma função pública e Dallagnol usava o prestígio de chefe da força tarefa da Lava Jato, utilizando, ao que tudo indica, informações com segredo de justiça.
Para carimbar como verdade o uso da prerrogativa, bastou saírem as notícias do fim de semana e vem a comprovação; Dallagnol cobrou Jabá para toda a família no Hotel Beach Park de Fortaleza, além de cachê de T$ 30 mil, em 2017, para uma palestra sobre honestidade para empresários cearenses e ainda tirou onda. Eu pedi e eles pagaram diárias de mil reais para minha esposa e filhos por todo o final de semana. Quantos deles sonegavam impostos; ninguém sabe.
Gostou tanto que no ano seguinte, 2018, repetiu a dose às custa do setor Saúde da Unimed do Ceará, suspeita de sonegação de impostos.
É bem possível que nesses cursos a sua "conja" tenha se capacitado para ser Laranja, na consultoria montada para arrecadar fundos e ganhar dinheiro.
Enquanto isso a Farsa Jato, ia de vento em popa impulsionando o prestígio inabalável da quadrilha de Curingá que é a fusão do que acumulou no caso Banestado com as extorsões da Lava Jato. Curingá é um feto nascido do cruzamento de Curitiba com Maringá.
Todo o mundo sabe que a mídia corporativa foi peça fundamental na construção do golpe, na criminalização do PT, na condenação de Lula, sem uma única prova, e na eleição de Bolsonaro. Mas, por mais canalhas que sejam seus donos e seus pistoleiros ideológicos, estão sendo obrigados a se renderem ao que é de sua natureza de escorpião; o Jornalismo.
E nesse ponto são obrigados a reconhecerem que o The Intercept é Jornalismo de Raiz mesmo que, para tanto, só se curvem à conjuração dos seus mortos.
É neste raciocínio lógico de já tendo perdido os anéis, que Folha de São Paulo, Veja e Bandeirantes vislumbram salvar os dedos fazendo parcerias jornalísticas com o Site de Glenn Greenwald, pela sua credibilidade no mundo inteiro.
A estratégia de Glenn, tem se revelado bem no rumo do que preconizou Sun Tzu; derrotar o inimigo sem lutar contra ele. E, não há nada que faça os lavajateiros tremerem mais, que a verdade dos fatos noticiados a conta gotas, todo final de semana.
Com segurança diante da mudança do quadro da conjuntura pós Intercept, é que o ex-superintendente da Odebrecht, Carlos Armando Paschoal disse à Justiça de São Paulo que foi "quase coagido" a fazer um relato sobre o que tinha ocorrido no caso do Sitio de Atibaia; tive que construir um relato, acusou.
Já a Desembargadora aposentada do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, Kenarik Boujikian, publicou em seu perfil em rede social: muita baixaria que a Folha de São Paulo revelou. Dallagnol, o paladino da moralidade pública: "vamos organizar congressos e eventos e lucrar, ok?"
Ele acha muito legal ter comissionamento (propina), para membros da comissão de formandos, porque assim amplia a clientela para seu negócio de palestras.
Quer colocar a mulher dele e de outro lavajateiro como laranjas. A empresa é deles mas as mulheres aparecem como donas. E pro aí, vai.
Mas, um Procurador da República que comprou casas do no projeto "minha casa minha vida", para lucrar, já tinha provado que não tem ética alguma, não é? Finalizou a co-fundadora da Associação Juízes para a Democracia.
O importante é que para a imensa maioria das pessoas corretas da sociedade, a escalação do pistoleiro ideológico Merval Pereira pelo Sistema Globo para agredir o Jornalista Glenn Greenwald identifica o desespero dos fascistas.
Como bem disse o Mestre Leonel Brizola: se a Globo for a favor, sejamos contra; se a Globo for contra, sejamos a favor. Então, mobilização total a favor de Glenn.
As rações da Sociedade Civil ainda são muito lentas, mas o cancelamento da participação de Miriam Leitão na feira do livro de Santa Catarina, pode ser um bom indicativo.
* Rômulo Rodrigues é militante político

* Rômulo Rodrigues

As revelações das gravações do Site  The Intercept estão deixando claro  que a gana de Dallagnol por dinheiro era sem limites e sempre ancorada na permissividade do então Juiz Sérgio Moro.
A vontade de aparecer e faturar chegou ao ponto de: em Janeiro de 2016, antes do Impeachment ser consolidado o Procurador pediu ao então Juiz que financiasse um filme de publicidade do então pacote de "dez medidas contra a corrupção", na Globo, com dinheiro da 13ª vara de Curitiba e Moro respondeu que achava possível.
Com toda a cobertura de Moro o DD, para os íntimos, montou um plano de negócios para palestras, para lucrar e ter fama.
Há, no entanto, uma grande contradição na iniciativa de Dallagnol; pois, foi exatamente sob tal pretexto que ele acusou Lula, e Moro aceitou, de corrupção por dar palestras pagas.
Só que; esqueceu um detalhe muito importante: Lula foi palestrante pelo Instituto Lula quando não desempenhava nenhuma função pública e Dallagnol usava o prestígio de chefe da força tarefa da Lava Jato, utilizando, ao que tudo indica, informações com segredo de justiça.
Para carimbar como verdade o uso da prerrogativa, bastou saírem as notícias do fim de semana e vem a comprovação; Dallagnol cobrou Jabá para toda a família no Hotel Beach Park de Fortaleza, além de cachê de T$ 30 mil, em 2017, para uma palestra sobre honestidade para empresários cearenses e ainda tirou onda. Eu pedi e eles pagaram diárias de mil reais para minha esposa e filhos por todo o final de semana. Quantos deles sonegavam impostos; ninguém sabe.
Gostou tanto que no ano seguinte, 2018, repetiu a dose às custa do setor Saúde da Unimed do Ceará, suspeita de sonegação de impostos.É bem possível que nesses cursos a sua "conja" tenha se capacitado para ser Laranja, na consultoria montada para arrecadar fundos e ganhar dinheiro.
Enquanto isso a Farsa Jato, ia de vento em popa impulsionando o prestígio inabalável da quadrilha de Curingá que é a fusão do que acumulou no caso Banestado com as extorsões da Lava Jato. Curingá é um feto nascido do cruzamento de Curitiba com Maringá.
Todo o mundo sabe que a mídia corporativa foi peça fundamental na construção do golpe, na criminalização do PT, na condenação de Lula, sem uma única prova, e na eleição de Bolsonaro. Mas, por mais canalhas que sejam seus donos e seus pistoleiros ideológicos, estão sendo obrigados a se renderem ao que é de sua natureza de escorpião; o Jornalismo.
E nesse ponto são obrigados a reconhecerem que o The Intercept é Jornalismo de Raiz mesmo que, para tanto, só se curvem à conjuração dos seus mortos.
É neste raciocínio lógico de já tendo perdido os anéis, que Folha de São Paulo, Veja e Bandeirantes vislumbram salvar os dedos fazendo parcerias jornalísticas com o Site de Glenn Greenwald, pela sua credibilidade no mundo inteiro.
A estratégia de Glenn, tem se revelado bem no rumo do que preconizou Sun Tzu; derrotar o inimigo sem lutar contra ele. E, não há nada que faça os lavajateiros tremerem mais, que a verdade dos fatos noticiados a conta gotas, todo final de semana.
Com segurança diante da mudança do quadro da conjuntura pós Intercept, é que o ex-superintendente da Odebrecht, Carlos Armando Paschoal disse à Justiça de São Paulo que foi "quase coagido" a fazer um relato sobre o que tinha ocorrido no caso do Sitio de Atibaia; tive que construir um relato, acusou.
Já a Desembargadora aposentada do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, Kenarik Boujikian, publicou em seu perfil em rede social: muita baixaria que a Folha de São Paulo revelou. Dallagnol, o paladino da moralidade pública: "vamos organizar congressos e eventos e lucrar, ok?"
Ele acha muito legal ter comissionamento (propina), para membros da comissão de formandos, porque assim amplia a clientela para seu negócio de palestras.
Quer colocar a mulher dele e de outro lavajateiro como laranjas. A empresa é deles mas as mulheres aparecem como donas. E pro aí, vai.
Mas, um Procurador da República que comprou casas do no projeto "minha casa minha vida", para lucrar, já tinha provado que não tem ética alguma, não é? Finalizou a co-fundadora da Associação Juízes para a Democracia.
O importante é que para a imensa maioria das pessoas corretas da sociedade, a escalação do pistoleiro ideológico Merval Pereira pelo Sistema Globo para agredir o Jornalista Glenn Greenwald identifica o desespero dos fascistas.
Como bem disse o Mestre Leonel Brizola: se a Globo for a favor, sejamos contra; se a Globo for contra, sejamos a favor. Então, mobilização total a favor de Glenn.
As rações da Sociedade Civil ainda são muito lentas, mas o cancelamento da participação de Miriam Leitão na feira do livro de Santa Catarina, pode ser um bom indicativo.

* Rômulo Rodrigues é militante político

 


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