Indicadores da Educação Superior em Sergipe (Parte 1)

Opinião

 

Conforme dados do Instituto Nacional de 
Estudos e Pesquisas Educacionais Aní-
sio Teixeira - INEP, na base de 2017, última base disponível pela instituição, abordarei adiante algumas informações e reflexões sobre os indicadores da Educação Superior em Sergipe.
Sergipe possuía 18 instituições de Educação Superior, sendo 13 na capital e 5 no interior, sendo que somente duas são Universidades, uma pública - Universidade Federal de Sergipe (UFS) e  uma privada - Universidade Tiradentes (UNIT). Além disso, são mais 15 Faculdades (11 na capital e 4 no interior) e 1 Instituto Federal de Educação.
Do ponto de vista de matrículas nos cursos de Graduação, o Estado de Sergipe tinha em 2017, 83.289 alunos, distribuídos da seguinte forma: 61.122 em cursos de bacharelado, 16.743 em cursos de licenciatura e 5.424 em cursos tecnólogos.  Pode-se afirmar que aproximadamente 3,7% da população sergipana estudava um curso superior no Estado. Ainda temos muitas pessoas que ainda não possuem o ensino superior e que gostariam de acessar referida formação para melhorar a sua condição de vida.
Estratificando-se por faixa etária, os alunos do ensino superior em Sergipe, estavam distribuídos da seguinte forma: 0,75% - com menos de 18 anos; 4,34% com 18 anos; 7,07% com 19 anos; 8,43% com 20 anos; 9,10% com 21 anos; 8,95% com 22 anos; 7,77% com 23 anos; 6,34% com 24 anos - assim 52,75% dos estudantes do ensino superior sergipano tinham até 24 anos; 19,86% de 25 a 29 anos; e 27,39% acima de 29 anos. Podemos afirmar que o perfil do estudante universitário sergipano é de jovens com menos de 30 anos.
Dos alunos matriculados em cursos de graduação em Sergipe 33,78% estavam no ensino público e 66,22% no ensino privado. E a distribuição percentual entre público e privado por tipologia de curso era a seguinte: no bacharelado (36,12% no ensino público e 63,88% no ensino privado), na licenciatura (56,77% no ensino público e 43,23% no ensino privado) e nos cursos tecnólogos (14,60% no ensino público e 85,4% no ensino privado). A educação superior sergipana evoluiu mais recentemente nas duas últimas décadas em função do crescimento do setor público e mais ainda do setor privado, portanto a existência e a convivência de oferta do ensino superior pelos dois setores é uma contribuição significativa para a evolução das matrículas em Sergipe e para que tenhamos mais profissionais para atuação no mercado de trabalho com a devida formação e qualificação.  
Dos alunos matriculados em Sergipe no ensino superior em 2017, 69,71% estavam nas Universidades (sendo 55% destes matriculados na Universidade Tiradentes e 45% na Universidade Federal de Sergipe); 0,56% em Centro Universitário, 27,40% em Faculdades e 2,33% no Instituto Federal de Educação de Sergipe.
Analisando por gênero, a população universitária de Sergipe em 2017 era 58,30% feminina e 41,7% masculina. A distribuição da população sergipana por gênero é a seguinte: 51,8% mulheres e 48,2% homens. Então de forma absoluta e proporcional as mulheres estão mais presentes no ensino superior sergipano. Distribuindo-se por tipologia de curso da seguinte forma: bacharelado (56,7% feminina e 43,3% masculina), licenciatura (66,23% feminina e 33,77% masculina) e cursos tecnólogos ( 51,71% feminina e 48,29% masculina).
A distribuição por gênero nas Universidades Sergipanas se dá da seguinte forma: 57,26% mulheres e 42,74% homens, verifica-se que nas Universidades a predominância das mulheres é maior ainda. Entre as duas Universidades existem diferenças na distribuição: Na Universidade Federal de Sergipe (53,39% mulheres e 46,61% homens) e na Universidade Tiradentes (60,44%mulheres e 39,56 homens).   
Nas Faculdades a distribuição é a seguinte: 62,24% mulheres e 37,76% homens e no Instituto Federal de Educação a distribuição é a seguinte: 45,78% mulheres e 54,22% homens. Pela tipologia dos cursos existentes no Instituto Federal de Sergipe, o predomínio dos homens ocorre somente neste estabelecimento de ensino superior.
O número de cursos ofertados no Ensino Superior em Sergipe no ano de 2017 foi de 308 cursos, sendo 117 (37,99%) no setor público e 191 (62,01%) no setor privado. O curso mais ofertado em Sergipe é o de Administração: são 31 cursos ofertados, 2 no setor público e 29 no setor privado; o segundo curso mais ofertado em Sergipe é Pedagogia com 25 cursos: 1 no setor público 24 no setor privado; o terceiro curso mais ofertado é o de Letras com 20 cursos: 1 no setor público e 19 no setor privado; e o quarto curso mais ofertado é o de Ciências Contábeis com 19 cursos: 1 no setor público e 18 no setor privado.
Analisando o número de matrículas, os cinco cursos com mais alunos em Sergipe são: 1º - Direito (10.859); 2º - Administração  (7.802), 3º - Enfermagem (6.146); 4º - Pedagogia (5.265); e 5º - Engenharia Civil (4.381). E a distribuição de suas matrículas está assim: Direito (5,04% no setor público e 94,96% no setor privado); Administração (19,19% no setor público e 80,81% no setor privado); Enfermagem (8,73% no setor público e 91,27% no setor público); Pedagogia (15,82% no setor público e 84,18% no setor privado); e Engenharia Civil (23,87% no setor público e  76,13% no setor privado). Há, portanto um predomínio de oferta de matrículas no setor privado, que veio suprir uma demanda reprimida ainda relevante de pessoas que gostariam de acessar o ensino superior.
No ano de 2017 foram oferecidas 36.197 novas vagas no Ensino Superior de Sergipe e foram inscritos em processo seletivo para as novas vagas 106.848 candidatos. Das vagas ofertadas 18,24% foi no setor público e 81,76% foi no setor privado; porém do ponto de vista das inscrições para as novas vagas, 63,66% fizeram inscrição para o setor público e 36,34% para o setor privado. Vê se um predomínio de inscrições para tentar estudar o ensino superior no setor público, em face das dificuldades das famílias em honrar os compromissos com os investimentos na formação superior dos filhos. Continuarei a abordagem no artigo seguinte. 

Saumíneo Nascimento

Conforme dados do Instituto Nacional de  Estudos e Pesquisas Educacionais Aní- sio Teixeira - INEP, na base de 2017, última base disponível pela instituição, abordarei adiante algumas informações e reflexões sobre os indicadores da Educação Superior em Sergipe.
Sergipe possuía 18 instituições de Educação Superior, sendo 13 na capital e 5 no interior, sendo que somente duas são Universidades, uma pública - Universidade Federal de Sergipe (UFS) e  uma privada - Universidade Tiradentes (UNIT). Além disso, são mais 15 Faculdades (11 na capital e 4 no interior) e 1 Instituto Federal de Educação.
Do ponto de vista de matrículas nos cursos de Graduação, o Estado de Sergipe tinha em 2017, 83.289 alunos, distribuídos da seguinte forma: 61.122 em cursos de bacharelado, 16.743 em cursos de licenciatura e 5.424 em cursos tecnólogos.  Pode-se afirmar que aproximadamente 3,7% da população sergipana estudava um curso superior no Estado. Ainda temos muitas pessoas que ainda não possuem o ensino superior e que gostariam de acessar referida formação para melhorar a sua condição de vida.
Estratificando-se por faixa etária, os alunos do ensino superior em Sergipe, estavam distribuídos da seguinte forma: 0,75% - com menos de 18 anos; 4,34% com 18 anos; 7,07% com 19 anos; 8,43% com 20 anos; 9,10% com 21 anos; 8,95% com 22 anos; 7,77% com 23 anos; 6,34% com 24 anos - assim 52,75% dos estudantes do ensino superior sergipano tinham até 24 anos; 19,86% de 25 a 29 anos; e 27,39% acima de 29 anos. Podemos afirmar que o perfil do estudante universitário sergipano é de jovens com menos de 30 anos.
Dos alunos matriculados em cursos de graduação em Sergipe 33,78% estavam no ensino público e 66,22% no ensino privado. E a distribuição percentual entre público e privado por tipologia de curso era a seguinte: no bacharelado (36,12% no ensino público e 63,88% no ensino privado), na licenciatura (56,77% no ensino público e 43,23% no ensino privado) e nos cursos tecnólogos (14,60% no ensino público e 85,4% no ensino privado). A educação superior sergipana evoluiu mais recentemente nas duas últimas décadas em função do crescimento do setor público e mais ainda do setor privado, portanto a existência e a convivência de oferta do ensino superior pelos dois setores é uma contribuição significativa para a evolução das matrículas em Sergipe e para que tenhamos mais profissionais para atuação no mercado de trabalho com a devida formação e qualificação.  
Dos alunos matriculados em Sergipe no ensino superior em 2017, 69,71% estavam nas Universidades (sendo 55% destes matriculados na Universidade Tiradentes e 45% na Universidade Federal de Sergipe); 0,56% em Centro Universitário, 27,40% em Faculdades e 2,33% no Instituto Federal de Educação de Sergipe.
Analisando por gênero, a população universitária de Sergipe em 2017 era 58,30% feminina e 41,7% masculina. A distribuição da população sergipana por gênero é a seguinte: 51,8% mulheres e 48,2% homens. Então de forma absoluta e proporcional as mulheres estão mais presentes no ensino superior sergipano. Distribuindo-se por tipologia de curso da seguinte forma: bacharelado (56,7% feminina e 43,3% masculina), licenciatura (66,23% feminina e 33,77% masculina) e cursos tecnólogos ( 51,71% feminina e 48,29% masculina).
A distribuição por gênero nas Universidades Sergipanas se dá da seguinte forma: 57,26% mulheres e 42,74% homens, verifica-se que nas Universidades a predominância das mulheres é maior ainda. Entre as duas Universidades existem diferenças na distribuição: Na Universidade Federal de Sergipe (53,39% mulheres e 46,61% homens) e na Universidade Tiradentes (60,44%mulheres e 39,56 homens).   
Nas Faculdades a distribuição é a seguinte: 62,24% mulheres e 37,76% homens e no Instituto Federal de Educação a distribuição é a seguinte: 45,78% mulheres e 54,22% homens. Pela tipologia dos cursos existentes no Instituto Federal de Sergipe, o predomínio dos homens ocorre somente neste estabelecimento de ensino superior.
O número de cursos ofertados no Ensino Superior em Sergipe no ano de 2017 foi de 308 cursos, sendo 117 (37,99%) no setor público e 191 (62,01%) no setor privado. O curso mais ofertado em Sergipe é o de Administração: são 31 cursos ofertados, 2 no setor público e 29 no setor privado; o segundo curso mais ofertado em Sergipe é Pedagogia com 25 cursos: 1 no setor público 24 no setor privado; o terceiro curso mais ofertado é o de Letras com 20 cursos: 1 no setor público e 19 no setor privado; e o quarto curso mais ofertado é o de Ciências Contábeis com 19 cursos: 1 no setor público e 18 no setor privado.
Analisando o número de matrículas, os cinco cursos com mais alunos em Sergipe são: 1º - Direito (10.859); 2º - Administração  (7.802), 3º - Enfermagem (6.146); 4º - Pedagogia (5.265); e 5º - Engenharia Civil (4.381). E a distribuição de suas matrículas está assim: Direito (5,04% no setor público e 94,96% no setor privado); Administração (19,19% no setor público e 80,81% no setor privado); Enfermagem (8,73% no setor público e 91,27% no setor público); Pedagogia (15,82% no setor público e 84,18% no setor privado); e Engenharia Civil (23,87% no setor público e  76,13% no setor privado). Há, portanto um predomínio de oferta de matrículas no setor privado, que veio suprir uma demanda reprimida ainda relevante de pessoas que gostariam de acessar o ensino superior.
No ano de 2017 foram oferecidas 36.197 novas vagas no Ensino Superior de Sergipe e foram inscritos em processo seletivo para as novas vagas 106.848 candidatos. Das vagas ofertadas 18,24% foi no setor público e 81,76% foi no setor privado; porém do ponto de vista das inscrições para as novas vagas, 63,66% fizeram inscrição para o setor público e 36,34% para o setor privado. Vê se um predomínio de inscrições para tentar estudar o ensino superior no setor público, em face das dificuldades das famílias em honrar os compromissos com os investimentos na formação superior dos filhos. Continuarei a abordagem no artigo seguinte. 

 


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