67,8% das famílias sergipanas se encontram endividadas

Política

 

Em Sergipe, a condição de endividamento é uma realidade permanente para 133.608 famílias, ou seja, 67,8% das famílias do estado. Os dados foram apresentados pela Fecomércio Sergipe, após análise da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência, realizada pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), no mês de junho.
O número de famílias endividadas cresceu 5,7% entre os meses de maio e junho, de acordo com a pesquisa. No período de um ano, correspondente a junho do ano passado e junho deste ano, a elevação foi de 1,1%. Já a evolução da condição de endividamento das famílias sergipanas cresceu 6,8% entre janeiro e junho de 2019, segundo os dados apurados.
A pesquisa, entretanto, aponta que mesmo com a elevação do número de famílias endividadas, a condição de dificuldade de pagamento dos compromissos atualmente é mais flexível que em junho do ano passado. As famílias que estão com contas em atraso, atualmente são 53.589 no estado, sendo 27,2% das famílias endividadas, número 3,1% menor que há um ano, quando o total atingiu 59.185 famílias. A oscilação negativa também se caracteriza no número de famílias que estão em condição de inadimplência, sem conseguir pagar suas dívidas assumidas. Em junho deste ano, o número é de 21.736, 0,8% menor que as 23.150 famílias inadimplentes do mesmo período de 2018.
Historicamente, o mês de junho é o mês em que as famílias sergipanas mais se encontram na condição de endividamento, segundo a pesquisa. Isso se deve a compromissos assumidos diante do período de férias escolares, festas juninas e outros compromissos que implicam na elevação do consumo familiar, além da ausência de receita extra como no mês de janeiro, que habitualmente é o mês com menor endividamento familiar.
Renda comprometida - As famílias sergipanas que possuem endividamento, de acordo com a pesquisa, comprometem 28,7% do total de seus rendimentos, para o pagamento das dívidas contraídas. Na distribuição por valores percentuais, as famílias com baixo comprometimento de renda, que devem até 10% da sua receita mensal, atingiram o total de 30,8%. As que estão com parcela média deslocada para arcar com os compromissos, com valores entre 11 e 50% da renda, atingiram 45,6%. Já as famílias com alto comprometimento de renda para manutenção de custeio das dívidas, com mais de 50% destacados para isso, preenchem 23,3% do total. Entre os que não souberam responder ou não sabem, o índice é de 0,4%.
Principais dívidas - O cartão de crédito continua sendo o principal fator contribuinte para o endividamento familiar. As compras parceladas no crédito imediato são responsáveis por 84,3% das dívidas. Os carnês de compra atingiram o total de 20,7% dos compromissos familiares. O crédito consignado chegou a 17,3% dos débitos dos consumidores sergipanos. O percentual somado ultrapassa 100%, considerando que as famílias possuem mais de um tipo de compromisso que é considerado dívida, a exemplo dos citados acima e outros, tais como financiamento imobiliário, automotivo, cheque pré-datado, cheque especial, crédito pessoal, contas residenciais e outras dívidas menores.

Em Sergipe, a condição de endividamento é uma realidade permanente para 133.608 famílias, ou seja, 67,8% das famílias do estado. Os dados foram apresentados pela Fecomércio Sergipe, após análise da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência, realizada pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), no mês de junho.
O número de famílias endividadas cresceu 5,7% entre os meses de maio e junho, de acordo com a pesquisa. No período de um ano, correspondente a junho do ano passado e junho deste ano, a elevação foi de 1,1%. Já a evolução da condição de endividamento das famílias sergipanas cresceu 6,8% entre janeiro e junho de 2019, segundo os dados apurados.
A pesquisa, entretanto, aponta que mesmo com a elevação do número de famílias endividadas, a condição de dificuldade de pagamento dos compromissos atualmente é mais flexível que em junho do ano passado. As famílias que estão com contas em atraso, atualmente são 53.589 no estado, sendo 27,2% das famílias endividadas, número 3,1% menor que há um ano, quando o total atingiu 59.185 famílias. A oscilação negativa também se caracteriza no número de famílias que estão em condição de inadimplência, sem conseguir pagar suas dívidas assumidas. Em junho deste ano, o número é de 21.736, 0,8% menor que as 23.150 famílias inadimplentes do mesmo período de 2018.
Historicamente, o mês de junho é o mês em que as famílias sergipanas mais se encontram na condição de endividamento, segundo a pesquisa. Isso se deve a compromissos assumidos diante do período de férias escolares, festas juninas e outros compromissos que implicam na elevação do consumo familiar, além da ausência de receita extra como no mês de janeiro, que habitualmente é o mês com menor endividamento familiar.

Renda comprometida - As famílias sergipanas que possuem endividamento, de acordo com a pesquisa, comprometem 28,7% do total de seus rendimentos, para o pagamento das dívidas contraídas. Na distribuição por valores percentuais, as famílias com baixo comprometimento de renda, que devem até 10% da sua receita mensal, atingiram o total de 30,8%. As que estão com parcela média deslocada para arcar com os compromissos, com valores entre 11 e 50% da renda, atingiram 45,6%. Já as famílias com alto comprometimento de renda para manutenção de custeio das dívidas, com mais de 50% destacados para isso, preenchem 23,3% do total. Entre os que não souberam responder ou não sabem, o índice é de 0,4%.

Principais dívidas - O cartão de crédito continua sendo o principal fator contribuinte para o endividamento familiar. As compras parceladas no crédito imediato são responsáveis por 84,3% das dívidas. Os carnês de compra atingiram o total de 20,7% dos compromissos familiares. O crédito consignado chegou a 17,3% dos débitos dos consumidores sergipanos. O percentual somado ultrapassa 100%, considerando que as famílias possuem mais de um tipo de compromisso que é considerado dívida, a exemplo dos citados acima e outros, tais como financiamento imobiliário, automotivo, cheque pré-datado, cheque especial, crédito pessoal, contas residenciais e outras dívidas menores.

 


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