Homem que matou o filho bebê se enforca após ser preso

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Douglas Raeli Santos Góes cometeu o suicídio em delegacia
Douglas Raeli Santos Góes cometeu o suicídio em delegacia

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Publicada em 12/07/2019 às 22:55:00

 

Gabriel Damásio
Uma tragédia em 
dois atos foi selada 
com o desfecho da história que envolve a morte de um bebê de quatro meses em Areia Branca (Agreste), no começo desta semana. O pai do menino, Douglas Raeli Santos Góes, apontado como autor do crime, foi preso na noite desta quinta-feira em Aquidabã (Baixo São Francisco), após ser encontrado por policiais na casa de parentes. A surpresa veio na manhã de ontem, quando o acusado cometeu suicídio dentro da cela onde estava detido, na carceragem da Delegacia Regional de Itabaiana (Agreste). Por volta das 9h, pouco depois de os agentes servirem o café-da-manhã, Douglas se enforcou usando as ataduras de gaze que cobriam os curativos que tinha nas mãos.
Douglas era procurado desde terça-feira, quando foi visto saindo da casa da mãe do bebê, no povoado Junco, em Areia Branca. Segundo o enteado dele, um menino de oito anos, o eletricista estava embriagado e agrediu o menino para fazê-lo parar de chorar, arremessando-o contra a parede logo em seguida. Existiu uma suspeita de que a criança tinha sido morta por asfixia, já que havia sinais de agressão no corpo, mas foi constatado que ele morreu vítima de hemorragia em decorrer de Traumatismo de Crânio Encefálico. Após a morte do menino ser constatada, a polícia identificou Douglas como o responsável pela morte da criança e conseguiu que a prisão preventiva dele fosse decretada pela Justiça. 
Primeiro, os policiais das delegacias de Areia Branca e Itabaiana fizeram buscas na cidade serrana, onde o suspeito morava. Em seguida, eles apuraram várias informações repassadas através de ligações para o Disque-Denúncia (181). "Eram várias informações, mas uma delas, mais robusta e detalhada, dando conta de que ele estaria na casa de familiares, em Aquidabã", afirmou o delegado Hilton Duarte, responsável pelo caso. O local foi cercado pelos policiais e Douglas tentou fugir, pelos telhados da vizinhança, mas acabou alcançado e detido. Nesta fuga, o acusado sofreu cortes nas mãos enquanto segurava janelas quebradas. 
Um advogado que se apresentou para fazer a defesa dele pediu aos policiais que o levassem para o pronto-socorro do Hospital Regional de Itabaiana, para fazer um curativo nas mãos. Os médicos aplicaram sutura e medicamentos, liberando-o em seguida. Foram estas ataduras que acabaram usadas pelo eletricista para se matar, amarrando a corda improvisada na saída de ventilação da carceragem, antes de atá-la ao próprio pescoço. De acordo com o delegado, a polícia já vinha preocupada em garantir a integridade dele. "A situação dele era complicada. Ele estava muito perturbado, dizia a todo momento que iria se matar e que tinha sido acusado injustamente. E como esse crime teve uma repercussão muito grande, gerou muita revolta, ele passou a receber ameaças", explicou o delegado, ao informar que cintos, lençóis e roupas mais longas tinham sido retiradas do alcance dele. 
Antes de morrer, Douglas prestou depoimento e negou inicialmente ter matado o menino, mas admitiu ter "dado um cascudo" no bebê, ou seja, batido involuntariamente na vítima. Lembrou ainda que sua relação com a mãe do menino eles era extraconjugal e eles discutiam. A mãe da vítima demonstrava ciúmes e sempre discutiam o relacionamento. Ele também disse que a mãe da vítima era quem tinha jogado a criança e ele bateu sem intenção no rosto da criança. Por sua parte, a mãe da criança contou que eles beberam. "Na versão da mãe da criança, após ingerir bebida alcoólica e sentir um gosto estranho ela desmaiou e quando acordou a criança já estava morta. Já na versão da criança de 8 anos, que é apenas filho da mulher, presenciou quando Douglas tinha arremessado a criança contra a parede, irritado após a mamadeira da criança não encaixar direito" detalhou Hilton.
A morte do suspeito afetou os trabalhos de conclusão do inquérito policial, o qual, no entanto, irá continuar para esclarecer algumas dúvidas relacionadas à morte da criança. O delegado não descarta ouvir novamente a mãe da criança e outras pessoas ligadas aos envolvidos. Outra investigação foi aberta para apurar as circunstâncias da morte de Douglas. O Instituto de Criminalística e o Instituto Médico Legal (IML) foram acionados pela Delegacia Regional de Itabaiana, para periciar a cela onde o corpo do preso foi achado.

Gabriel Damásio

Uma tragédia em  dois atos foi selada  com o desfecho da história que envolve a morte de um bebê de quatro meses em Areia Branca (Agreste), no começo desta semana. O pai do menino, Douglas Raeli Santos Góes, apontado como autor do crime, foi preso na noite desta quinta-feira em Aquidabã (Baixo São Francisco), após ser encontrado por policiais na casa de parentes. A surpresa veio na manhã de ontem, quando o acusado cometeu suicídio dentro da cela onde estava detido, na carceragem da Delegacia Regional de Itabaiana (Agreste). Por volta das 9h, pouco depois de os agentes servirem o café-da-manhã, Douglas se enforcou usando as ataduras de gaze que cobriam os curativos que tinha nas mãos.
Douglas era procurado desde terça-feira, quando foi visto saindo da casa da mãe do bebê, no povoado Junco, em Areia Branca. Segundo o enteado dele, um menino de oito anos, o eletricista estava embriagado e agrediu o menino para fazê-lo parar de chorar, arremessando-o contra a parede logo em seguida. Existiu uma suspeita de que a criança tinha sido morta por asfixia, já que havia sinais de agressão no corpo, mas foi constatado que ele morreu vítima de hemorragia em decorrer de Traumatismo de Crânio Encefálico. Após a morte do menino ser constatada, a polícia identificou Douglas como o responsável pela morte da criança e conseguiu que a prisão preventiva dele fosse decretada pela Justiça. 
Primeiro, os policiais das delegacias de Areia Branca e Itabaiana fizeram buscas na cidade serrana, onde o suspeito morava. Em seguida, eles apuraram várias informações repassadas através de ligações para o Disque-Denúncia (181). "Eram várias informações, mas uma delas, mais robusta e detalhada, dando conta de que ele estaria na casa de familiares, em Aquidabã", afirmou o delegado Hilton Duarte, responsável pelo caso. O local foi cercado pelos policiais e Douglas tentou fugir, pelos telhados da vizinhança, mas acabou alcançado e detido. Nesta fuga, o acusado sofreu cortes nas mãos enquanto segurava janelas quebradas. 
Um advogado que se apresentou para fazer a defesa dele pediu aos policiais que o levassem para o pronto-socorro do Hospital Regional de Itabaiana, para fazer um curativo nas mãos. Os médicos aplicaram sutura e medicamentos, liberando-o em seguida. Foram estas ataduras que acabaram usadas pelo eletricista para se matar, amarrando a corda improvisada na saída de ventilação da carceragem, antes de atá-la ao próprio pescoço. De acordo com o delegado, a polícia já vinha preocupada em garantir a integridade dele. "A situação dele era complicada. Ele estava muito perturbado, dizia a todo momento que iria se matar e que tinha sido acusado injustamente. E como esse crime teve uma repercussão muito grande, gerou muita revolta, ele passou a receber ameaças", explicou o delegado, ao informar que cintos, lençóis e roupas mais longas tinham sido retiradas do alcance dele. 
Antes de morrer, Douglas prestou depoimento e negou inicialmente ter matado o menino, mas admitiu ter "dado um cascudo" no bebê, ou seja, batido involuntariamente na vítima. Lembrou ainda que sua relação com a mãe do menino eles era extraconjugal e eles discutiam. A mãe da vítima demonstrava ciúmes e sempre discutiam o relacionamento. Ele também disse que a mãe da vítima era quem tinha jogado a criança e ele bateu sem intenção no rosto da criança. Por sua parte, a mãe da criança contou que eles beberam. "Na versão da mãe da criança, após ingerir bebida alcoólica e sentir um gosto estranho ela desmaiou e quando acordou a criança já estava morta. Já na versão da criança de 8 anos, que é apenas filho da mulher, presenciou quando Douglas tinha arremessado a criança contra a parede, irritado após a mamadeira da criança não encaixar direito" detalhou Hilton.
A morte do suspeito afetou os trabalhos de conclusão do inquérito policial, o qual, no entanto, irá continuar para esclarecer algumas dúvidas relacionadas à morte da criança. O delegado não descarta ouvir novamente a mãe da criança e outras pessoas ligadas aos envolvidos. Outra investigação foi aberta para apurar as circunstâncias da morte de Douglas. O Instituto de Criminalística e o Instituto Médico Legal (IML) foram acionados pela Delegacia Regional de Itabaiana, para periciar a cela onde o corpo do preso foi achado.