Caso Ana Paula: Justiça nega prisão de marido suspeito

Cidades

 

O juiz Daniel de Lima Vasconcelos, da 8ª Vara Criminal de Aracaju, decidiu ontem não prorrogar a prisão temporária de Vitor Aragão da Silva, que estava preso desde o dia 14 de maio e é apontado como principal suspeito da morte da esposa, a vendedora Ana Paula Jesus dos Santos, 26 anos. O crime aconteceu na madrugada de 11 de maio deste ano, quando a vítima levou um golpe de marreta na cabeça, enquanto dormia em sua residência, no conjunto Dom Pedro I (zona oeste).
A prisão de Victor havia sido pedida pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), com base em perícias dos institutos de Criminalística e Médico-Legal (IML), as quais descartaram a versão de que uma terceira pessoa teria invadido a casa. Na decisão, o magistrado nega o pedido da polícia, argumentando que os autos do processo não trazem informações de que o investigado ameaçaria ou influenciaria no ânimo das testemunhas, caso seja posto em liberdade. 
Vasconcelos determinou ainda que Vitor fique 120 dias sob monitoramento de uma tornozeleira eletrônica. O suspeito ainda está proibido de frequentar locais considerados inadequados, como bares e casas noturnas, e obrigado a se apresentar periodicamente em juízo, para responder aos atos do processo penal e prestar contas de seu paradeiro e suas atividades. O alvará de soltura foi emitido ontem à tarde
A promotora Cláudia Daniela Franco, representante do Ministério Público na 8ª Vara Criminal, confirmou que vai recorrer da decisão ao Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE), por entender que os laudos periciais praticamente confirmam o envolvimento de Vitor com a morte de Ana Paula. "Por entender que, com todo respeito a decisão do juízo da 8ª Vara Criminal de Aracaju, há sim requisitos de prisão preventiva dos indícios de autoria que estão bastantes substanciados", disse ela à TV Atalaia, acrescentando ainda que algumas testemunhas do caso poderiam ser influenciadas pelo suspeito.
A defesa de Daniel tem alegado que o crime foi cometido por pelo menos dois homens que teriam pulado o muro da casa e atacado o casal, exigindo dinheiro e bens, mas a polícia descarta a possibilidade de latrocínio (roubo seguido de morte) e conclui que o crime foi um feminicídio (assassinato por motivação machista), pois Vítor não estaria aceitando a possibilidade de término do casamento. O inquérito policial foi concluído pelo DHPP e opinou pelo indiciamento do acusado. 

O juiz Daniel de Lima Vasconcelos, da 8ª Vara Criminal de Aracaju, decidiu ontem não prorrogar a prisão temporária de Vitor Aragão da Silva, que estava preso desde o dia 14 de maio e é apontado como principal suspeito da morte da esposa, a vendedora Ana Paula Jesus dos Santos, 26 anos. O crime aconteceu na madrugada de 11 de maio deste ano, quando a vítima levou um golpe de marreta na cabeça, enquanto dormia em sua residência, no conjunto Dom Pedro I (zona oeste).
A prisão de Victor havia sido pedida pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), com base em perícias dos institutos de Criminalística e Médico-Legal (IML), as quais descartaram a versão de que uma terceira pessoa teria invadido a casa. Na decisão, o magistrado nega o pedido da polícia, argumentando que os autos do processo não trazem informações de que o investigado ameaçaria ou influenciaria no ânimo das testemunhas, caso seja posto em liberdade. 
Vasconcelos determinou ainda que Vitor fique 120 dias sob monitoramento de uma tornozeleira eletrônica. O suspeito ainda está proibido de frequentar locais considerados inadequados, como bares e casas noturnas, e obrigado a se apresentar periodicamente em juízo, para responder aos atos do processo penal e prestar contas de seu paradeiro e suas atividades. O alvará de soltura foi emitido ontem à tarde
A promotora Cláudia Daniela Franco, representante do Ministério Público na 8ª Vara Criminal, confirmou que vai recorrer da decisão ao Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE), por entender que os laudos periciais praticamente confirmam o envolvimento de Vitor com a morte de Ana Paula. "Por entender que, com todo respeito a decisão do juízo da 8ª Vara Criminal de Aracaju, há sim requisitos de prisão preventiva dos indícios de autoria que estão bastantes substanciados", disse ela à TV Atalaia, acrescentando ainda que algumas testemunhas do caso poderiam ser influenciadas pelo suspeito.
A defesa de Daniel tem alegado que o crime foi cometido por pelo menos dois homens que teriam pulado o muro da casa e atacado o casal, exigindo dinheiro e bens, mas a polícia descarta a possibilidade de latrocínio (roubo seguido de morte) e conclui que o crime foi um feminicídio (assassinato por motivação machista), pois Vítor não estaria aceitando a possibilidade de término do casamento. O inquérito policial foi concluído pelo DHPP e opinou pelo indiciamento do acusado. 

 


COMPARTILHAR NAS REDES SOCIAIS