Corpo de empresário será cremado hoje na Bahia

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O corpo do empresário foi velado durante todo o dia no cemitério Colina da Saudade
O corpo do empresário foi velado durante todo o dia no cemitério Colina da Saudade

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Publicada em 06/07/2019 às 00:55:00

 

Milton Alves Júnior
Será cremado na manhã 
de hoje no município 
baiano de Alagoinhas o corpo do empresário Sadi Paulo Castiel Gitz, 70 anos, proprietário da empresa de cerâmica Escurial. Na manhã da última quinta-feira (4), o empresário participava do 'Simpósio de Oportunidades - Novo Cenário da Cadeia do Gás Natural em Sergipe', quando, instantes após o pronunciamento do governador Belivaldo Chagas, se levantou, protestou contra o chefe do poder executivo, e cometeu suicídio. Na tarde e noite da própria quinta-feira foi realizado um velório em local preservado pela família. Ontem, em cerimônia reservada a parentes e amigos, o corpo do empresário foi velado no cemitério Colina da Saudade, em Aracaju.
O empresário era natural de Porto Alegre (RS) e deixa viúva e sete filhos, sendo dois da primeira união, e cinco do segundo casamento o qual possuía mais de 25 anos. Desde a oficialização do ocorrido, nenhum familiar ou representante legal tem se pronunciado sobre os possíveis problemas psicológicos sofridos por Sadi Gitz desde de o último mês de maio quando decidiu anunciar o processo de hibernação do parque industrial e mudança para outro estado da região Nordeste. A única versão apresentada por amigos próximos para a fatalidade envolve as dificuldades financeiras e administrativas enfrentada pelo empresário proprietário de uma fábrica com mais de 30 anos de atuação no município de Nossa Senhora do Socorro.
Abalado com a morte de Sadi Gitz, o atual presidente da Associação Comercial e Empresarial de Sergipe (Acese), Marco Aurélio Pinheiro, informou que o amigo havia realizado uma serie de investimentos visando ampliar o serviço prestado, e, quando iria colocar as máquinas novas para funcionar, se deparou com a crise. Apresentado como 'gaúcho com coração sergipano', Sadi era também bastante crítico para com a política de preços adotada no Estado. Para Marco Aurélio, além de se lamentar a tragédia, é preciso que o seu legado e apelo progressista sejam respeitados pelo bem do Estado e da nação. Essa cobrança atinge, em especial, os gestores públicos.
 "Sem dúvidas deixou o seu recado extremamente crítico, mesmo que de forma tão triste. Um sergipano que ainda jovem optou por deixar o Rio Grande do Sul na década de 1970 para investir no nosso Estado. Teve carreira exitosa. Ajudou a criar o distrito industrial do município de Nossa Senhora do Socorro. Mas, ultimamente, vinha muito triste com a hibernação da sua fábrica devido à desaceleração da economia", lamentou. A cerimônia de cremação ocorre de forma exclusiva para familiares mais próximos.

Milton Alves Júnior

Será cremado na manhã  de hoje no município  baiano de Alagoinhas o corpo do empresário Sadi Paulo Castiel Gitz, 70 anos, proprietário da empresa de cerâmica Escurial. Na manhã da última quinta-feira (4), o empresário participava do 'Simpósio de Oportunidades - Novo Cenário da Cadeia do Gás Natural em Sergipe', quando, instantes após o pronunciamento do governador Belivaldo Chagas, se levantou, protestou contra o chefe do poder executivo, e cometeu suicídio. Na tarde e noite da própria quinta-feira foi realizado um velório em local preservado pela família. Ontem, em cerimônia reservada a parentes e amigos, o corpo do empresário foi velado no cemitério Colina da Saudade, em Aracaju.
O empresário era natural de Porto Alegre (RS) e deixa viúva e sete filhos, sendo dois da primeira união, e cinco do segundo casamento o qual possuía mais de 25 anos. Desde a oficialização do ocorrido, nenhum familiar ou representante legal tem se pronunciado sobre os possíveis problemas psicológicos sofridos por Sadi Gitz desde de o último mês de maio quando decidiu anunciar o processo de hibernação do parque industrial e mudança para outro estado da região Nordeste. A única versão apresentada por amigos próximos para a fatalidade envolve as dificuldades financeiras e administrativas enfrentada pelo empresário proprietário de uma fábrica com mais de 30 anos de atuação no município de Nossa Senhora do Socorro.
Abalado com a morte de Sadi Gitz, o atual presidente da Associação Comercial e Empresarial de Sergipe (Acese), Marco Aurélio Pinheiro, informou que o amigo havia realizado uma serie de investimentos visando ampliar o serviço prestado, e, quando iria colocar as máquinas novas para funcionar, se deparou com a crise. Apresentado como 'gaúcho com coração sergipano', Sadi era também bastante crítico para com a política de preços adotada no Estado. Para Marco Aurélio, além de se lamentar a tragédia, é preciso que o seu legado e apelo progressista sejam respeitados pelo bem do Estado e da nação. Essa cobrança atinge, em especial, os gestores públicos.
 "Sem dúvidas deixou o seu recado extremamente crítico, mesmo que de forma tão triste. Um sergipano que ainda jovem optou por deixar o Rio Grande do Sul na década de 1970 para investir no nosso Estado. Teve carreira exitosa. Ajudou a criar o distrito industrial do município de Nossa Senhora do Socorro. Mas, ultimamente, vinha muito triste com a hibernação da sua fábrica devido à desaceleração da economia", lamentou. A cerimônia de cremação ocorre de forma exclusiva para familiares mais próximos.