OS PUPILOS

Opinião

 

*Inocêncio Nóbrega
Dois dedicados pupilos, da mesma escola doutrinária, administrada pelo Serviço Técnico da CIA, em épocas diferentes:  cel. Brilhante Ustra, já falecido, e o hoje político Sérgio Moro. Ambos, aprenderam novas técnicas de como se destrói o ser humano e uma nação, em nome do imperialismo.  A Escola das Américas, baseada no Panamá, deu as ferramentas teóricas básicas ao primeiro, para melhor mister da missão, sendo-lhe entregue a chefia do DOI-CODI, do II Exército, (1970/74), no vigor da ditadura. Lá, especializou-se no castigo, tortura e morte de patriotas, acusados de subversivos. Engendrou-se em S. Paulo um órgão, cujo pano de fundo era desarticular organizações de esquerda. Compunha-se de polícias estaduais e federal e suportes de inteligência, segundo estrutura mantida em cooperação com o empresariado paulista, possibilitando constantes trocas de informação entre governos militares do Cone Sul. Batizado de Operação Bandeirantes, inaugurado a 29.06.1969, contando com a presença do ex-governador Abreu Sodré.  O relatório da macabra entidade registra 45 mortes, além de centenas de desaparecidos. 
Com a redemocratização, o Pentágono não esperava que países latino-americanos viessem de ser governados por representações mais comprometidas com a população e soberania. Brasil e mais doze deles, incluindo Cuba, integravam essa equipe. Era preciso desmontá-la, a fim de que a geopolítica norte-americana fosse restaurada, embora sem uso das clássicas intervenções dos marines. Prevendo esse impacto fórmulas inusitadas foram estudadas, substituindo a força dos armamentos letais. Em 1970, descobria-se que a "guerra jurídica", o lawfare, teria o poder formal de uma guerra assimétrica, mediante o uso ilegal da legislação, sem causar tantos danos físicos aos adversários. Recomendava-se esconder a debilidade dos governos neoliberais.
Operações Bandeirante e Lava Jato têm em comum os procedimentos visando destruir a resistência popular e suas democracias, pouco importando as práticas desumanas, criminosas e ilegais. Moro foi o juiz certo para essa causa errada, convenientemente reciclado pela Universidade Harvard, braço direito da CIA. Atos condenatórios sem provas, originalmente viciados, instruídos com conversações prévias entre procuradores, somados à retaguarda e parcialidade dos Tribunais Superiores, visavam sentenciar à prisão do pres. Lula e afastar o perigo da volta do povo ao poder. Temer, na presidência, em vista de um golpe parlamentar, recordava idos do IBAD (1963), o qual recebia reservadas contribuições do Royal Bank. Criado para corromper membros do Cong. Nacional à aprovação de projetos, especificamente ligados ao extermínio do sindicalismo brasileiro.
*Inocêncio Nóbrega, Jornalista
inocnf@gmail.com

*Inocêncio Nóbrega

Dois dedicados pupilos, da mesma escola doutrinária, administrada pelo Serviço Técnico da CIA, em épocas diferentes:  cel. Brilhante Ustra, já falecido, e o hoje político Sérgio Moro. Ambos, aprenderam novas técnicas de como se destrói o ser humano e uma nação, em nome do imperialismo.  A Escola das Américas, baseada no Panamá, deu as ferramentas teóricas básicas ao primeiro, para melhor mister da missão, sendo-lhe entregue a chefia do DOI-CODI, do II Exército, (1970/74), no vigor da ditadura. Lá, especializou-se no castigo, tortura e morte de patriotas, acusados de subversivos. Engendrou-se em S. Paulo um órgão, cujo pano de fundo era desarticular organizações de esquerda. Compunha-se de polícias estaduais e federal e suportes de inteligência, segundo estrutura mantida em cooperação com o empresariado paulista, possibilitando constantes trocas de informação entre governos militares do Cone Sul. Batizado de Operação Bandeirantes, inaugurado a 29.06.1969, contando com a presença do ex-governador Abreu Sodré.  O relatório da macabra entidade registra 45 mortes, além de centenas de desaparecidos. 
Com a redemocratização, o Pentágono não esperava que países latino-americanos viessem de ser governados por representações mais comprometidas com a população e soberania. Brasil e mais doze deles, incluindo Cuba, integravam essa equipe. Era preciso desmontá-la, a fim de que a geopolítica norte-americana fosse restaurada, embora sem uso das clássicas intervenções dos marines. Prevendo esse impacto fórmulas inusitadas foram estudadas, substituindo a força dos armamentos letais. Em 1970, descobria-se que a "guerra jurídica", o lawfare, teria o poder formal de uma guerra assimétrica, mediante o uso ilegal da legislação, sem causar tantos danos físicos aos adversários. Recomendava-se esconder a debilidade dos governos neoliberais.
Operações Bandeirante e Lava Jato têm em comum os procedimentos visando destruir a resistência popular e suas democracias, pouco importando as práticas desumanas, criminosas e ilegais. Moro foi o juiz certo para essa causa errada, convenientemente reciclado pela Universidade Harvard, braço direito da CIA. Atos condenatórios sem provas, originalmente viciados, instruídos com conversações prévias entre procuradores, somados à retaguarda e parcialidade dos Tribunais Superiores, visavam sentenciar à prisão do pres. Lula e afastar o perigo da volta do povo ao poder. Temer, na presidência, em vista de um golpe parlamentar, recordava idos do IBAD (1963), o qual recebia reservadas contribuições do Royal Bank. Criado para corromper membros do Cong. Nacional à aprovação de projetos, especificamente ligados ao extermínio do sindicalismo brasileiro.

*Inocêncio Nóbrega, Jornalistainocnf@gmail.com

 


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