Militares da reserva voltam a fazer protesto

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A manifestação dos PMs da reserva foi no cruzamento das avenidas Hermes Fontes e Barão de Maruim
A manifestação dos PMs da reserva foi no cruzamento das avenidas Hermes Fontes e Barão de Maruim

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Publicada em 19/06/2019 às 00:02:00

 

Milton Alves Júnior
Militares da reserva 
voltaram a se ma-
nifestar em ato público contra o corte integral dos subsídios que eram repassados há mais de 20 anos a todos os policiais militares que encerraram as respectivas atividades trabalhistas. Coordenado pela Associação de Militares da Reserva (Amese), a manifestação foi realizada nas proximidades da sede do Sergipe Previdência, onde gerou caos no fluxo de automóveis no cruzamento entre as avenidas Hermes Fontes, Pedro Calazans, Barão de Maruim e Desembargador Maynard, região central de Aracaju. A manifestação começou por volta das 6h50 e permaneceu até as 9h30.
Os manifestantes lamentam a existência de uma recomendação do Tribunal de Contas (TCE), para suspender benefícios antes destinados à militares que estão aposentados. Um corte real de R$ 800 mensais. De acordo com presidente da associação, sargento Jorge Vieira, paralelo aos conselheiros da Corte de Contas, as críticas são direcionadas ao governador Belivaldo Chagas, o qual, segundo os manifestantes, possui conhecimento do pleito, mas não tem buscado dialogar com os servidores da reserva. A perspectiva por parte do grupo é que os atos públicos permaneçam sendo realizados a fim de pressionar o Estado para voltar a depositar os subsídios.
"É triste perceber que um governador não senta, não conversa, não dialoga com a categoria. Belivaldo sabe das nossas necessidades e por isso pedimos que nos atenda, assim como prometeu na campanha eleitoral do ano passado. Sabemos que a agenda é cheia, mas tenho certeza que é possível abrir uma brecha para nos ouvir. Enquanto isso não acontece nós estamos aqui com pessoas que têm câncer e estão no sol, é uma humilhação", lamentou. Questionando quanto a realização de novos atos públicos, o representante garantiu que continuará, mas optou por não apresentar a lista dos locais e horários.
 "Na segunda estivemos em frente ao Palácio dos Despachos, na sede administrativa do governo, e hoje viemos até a frente do Sergipe Previdência. Estamos com o apoio de camaradas, por exemplo, cadeirante e outros com dificuldade de locomoção após confronto policial. Todos unidos na luta para que os benefícios que se estendem desde a década de 90 simplesmente não sejam retirados do cidadão trabalhador que tanto deu a vida pela farda, por esse mesmo Estado que hoje retira direitos adquiridos", concluiu.
Sobre as críticas, o Governo do Estado de Sergipe informou que existe uma ação judicial imposta pelo movimento dos militares contra a orientação do TCE e que aguarda o resultado para definir as próximas medidas administrativas.

Milton Alves Júnior

Militares da reserva  voltaram a se ma- nifestar em ato público contra o corte integral dos subsídios que eram repassados há mais de 20 anos a todos os policiais militares que encerraram as respectivas atividades trabalhistas. Coordenado pela Associação de Militares da Reserva (Amese), a manifestação foi realizada nas proximidades da sede do Sergipe Previdência, onde gerou caos no fluxo de automóveis no cruzamento entre as avenidas Hermes Fontes, Pedro Calazans, Barão de Maruim e Desembargador Maynard, região central de Aracaju. A manifestação começou por volta das 6h50 e permaneceu até as 9h30.
Os manifestantes lamentam a existência de uma recomendação do Tribunal de Contas (TCE), para suspender benefícios antes destinados à militares que estão aposentados. Um corte real de R$ 800 mensais. De acordo com presidente da associação, sargento Jorge Vieira, paralelo aos conselheiros da Corte de Contas, as críticas são direcionadas ao governador Belivaldo Chagas, o qual, segundo os manifestantes, possui conhecimento do pleito, mas não tem buscado dialogar com os servidores da reserva. A perspectiva por parte do grupo é que os atos públicos permaneçam sendo realizados a fim de pressionar o Estado para voltar a depositar os subsídios.
"É triste perceber que um governador não senta, não conversa, não dialoga com a categoria. Belivaldo sabe das nossas necessidades e por isso pedimos que nos atenda, assim como prometeu na campanha eleitoral do ano passado. Sabemos que a agenda é cheia, mas tenho certeza que é possível abrir uma brecha para nos ouvir. Enquanto isso não acontece nós estamos aqui com pessoas que têm câncer e estão no sol, é uma humilhação", lamentou. Questionando quanto a realização de novos atos públicos, o representante garantiu que continuará, mas optou por não apresentar a lista dos locais e horários.
 "Na segunda estivemos em frente ao Palácio dos Despachos, na sede administrativa do governo, e hoje viemos até a frente do Sergipe Previdência. Estamos com o apoio de camaradas, por exemplo, cadeirante e outros com dificuldade de locomoção após confronto policial. Todos unidos na luta para que os benefícios que se estendem desde a década de 90 simplesmente não sejam retirados do cidadão trabalhador que tanto deu a vida pela farda, por esse mesmo Estado que hoje retira direitos adquiridos", concluiu.
Sobre as críticas, o Governo do Estado de Sergipe informou que existe uma ação judicial imposta pelo movimento dos militares contra a orientação do TCE e que aguarda o resultado para definir as próximas medidas administrativas.