Simuladores de direção não serão mais utilizados

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Publicada em 17/06/2019 às 23:09:00

 

Milton Alves Júnior
Três anos e meio de
pois de o Governo Fe-
deral exigir a instalação de simuladores de direção automotiva em auto-escolas, o próprio poder executivo federal pública nova resolução tornando facultativo a aquisição e disponibilidade desses equipamentos nas aulas práticas. As críticas reforçadas em 2015 - quando o Estado definiu a obrigatoriedade do equipamento -, voltou à tona está semana com a mudança operacional. Um custo médio de R$ 40 mil, que, em muitas unidades escolares, sequer foi devidamente compensado. De acordo com o Departamento Estadual de Trânsito (Detran/SE), em Sergipe todas as auto-escolas respeitavam a exigência da máquina, mas nem todas possuem.
Sem condições de adquirir o equipamento, os proprietários desses estabelecimentos credenciados pela própria autarquia, buscaram realizar convênios junto a empresas concorrentes que conseguiram comprar máquinas. Para cada aula prática era cobrada uma taxa de R$ 50; medida, segundo o Detran, 'legal' e 'compreensível'. As medidas começam a valer no prazo de 90 dias a serem contados a partir de ontem - data em que a matéria foi publicada no Diário Oficial da União. No último mês de abril o Ministério da Infraestrutura já apresentava tendências para a aplicação de mudanças breves junto ao Conselho Nacional de Trânsito (Contran). No início deste mês o ministro Tarcísio Gomes de Freitas voltou a defender as alterações.
No caso dos caros simuladores, o Governo Federal informou que se deparou com a necessidade de transformá-lo facultativo diante de uma possível 'não comprovação de eficácia na educação' dos novos brasileiros em posse da Carteira Nacional de Habitação (CNH). O Detran não informou quantos equipamentos estão em uso atualmente no Estado de Sergipe, apenas reforçou que nenhum aluno deixa de ter acesso ao simulador durante as aulas. "O que deixa realmente todos nós revoltados é que o governo faz as escolas comprarem esse simulador que sempre foi e permaneceu custando o 'olho da cara', pra simplesmente agora transformar facultativo", declarou o instrutor Lúcio Silva que reforçou as críticas:
 "Não quero defender patrão, mas sim a classe trabalhadora. Muitos profissionais foram demitidos porque a empresa precisava de todo jeito comprar essa máquina ou firmar parcerias. No final das contas um investimento de 40 mil reais, em que alguns nem conseguiram pagar todo ainda, e, agora, bem menos de cinco anos, não se torna mais obrigatório." conforme previsto na publicação, as novas regras preveem, ainda, redução de 25 para 20, no número de horas-aula (h/aula) práticas nas auto-escolas, para a categoria B da CNH. No caso da categoria A, serão necessárias pelo menos 15 h/aula. Em ambos casos, pelo menos 1h/aula terá de ser feita no período noturno. Para condutores de ciclomotores, a carga horária mínima será de 5h/aula.

Milton Alves Júnior

Três anos e meio de pois de o Governo Fe- deral exigir a instalação de simuladores de direção automotiva em auto-escolas, o próprio poder executivo federal pública nova resolução tornando facultativo a aquisição e disponibilidade desses equipamentos nas aulas práticas. As críticas reforçadas em 2015 - quando o Estado definiu a obrigatoriedade do equipamento -, voltou à tona está semana com a mudança operacional. Um custo médio de R$ 40 mil, que, em muitas unidades escolares, sequer foi devidamente compensado. De acordo com o Departamento Estadual de Trânsito (Detran/SE), em Sergipe todas as auto-escolas respeitavam a exigência da máquina, mas nem todas possuem.
Sem condições de adquirir o equipamento, os proprietários desses estabelecimentos credenciados pela própria autarquia, buscaram realizar convênios junto a empresas concorrentes que conseguiram comprar máquinas. Para cada aula prática era cobrada uma taxa de R$ 50; medida, segundo o Detran, 'legal' e 'compreensível'. As medidas começam a valer no prazo de 90 dias a serem contados a partir de ontem - data em que a matéria foi publicada no Diário Oficial da União. No último mês de abril o Ministério da Infraestrutura já apresentava tendências para a aplicação de mudanças breves junto ao Conselho Nacional de Trânsito (Contran). No início deste mês o ministro Tarcísio Gomes de Freitas voltou a defender as alterações.
No caso dos caros simuladores, o Governo Federal informou que se deparou com a necessidade de transformá-lo facultativo diante de uma possível 'não comprovação de eficácia na educação' dos novos brasileiros em posse da Carteira Nacional de Habitação (CNH). O Detran não informou quantos equipamentos estão em uso atualmente no Estado de Sergipe, apenas reforçou que nenhum aluno deixa de ter acesso ao simulador durante as aulas. "O que deixa realmente todos nós revoltados é que o governo faz as escolas comprarem esse simulador que sempre foi e permaneceu custando o 'olho da cara', pra simplesmente agora transformar facultativo", declarou o instrutor Lúcio Silva que reforçou as críticas:
 "Não quero defender patrão, mas sim a classe trabalhadora. Muitos profissionais foram demitidos porque a empresa precisava de todo jeito comprar essa máquina ou firmar parcerias. No final das contas um investimento de 40 mil reais, em que alguns nem conseguiram pagar todo ainda, e, agora, bem menos de cinco anos, não se torna mais obrigatório." conforme previsto na publicação, as novas regras preveem, ainda, redução de 25 para 20, no número de horas-aula (h/aula) práticas nas auto-escolas, para a categoria B da CNH. No caso da categoria A, serão necessárias pelo menos 15 h/aula. Em ambos casos, pelo menos 1h/aula terá de ser feita no período noturno. Para condutores de ciclomotores, a carga horária mínima será de 5h/aula.