'Xeque-mate': Justiça concede liberdade a ex-prefeitos de Carira

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Publicada em 14/06/2019 às 23:06:00

 

O Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE) concedeu habeas-corpus a quatro presos da 'Operação Xeque-Mate no Sertão', deflagrada na última segunda-feira pela Polícia Civil e pelo Ministério Público Estadual para investigar desvios de recursos na Prefeitura de Carira. Entre os beneficiados pela decisão, estão o ex-prefeito João Bosco Machado, os irmãos gêmeos Diogo e Diego Menezes Machado (filhos de João Bosco) e o empresário Marcelo Oliveira Menezes. Eles estavam detidos na carceragem da 8ª Delegacia Metropolitana (8ª DM), no Capucho (zona oeste) e foram soltos de lá na noite de ontem, depois que o alvará de soltura foi apresentado pelo advogado Evânio Moura. 
Os advogados de defesa dos acusados informaram que a liminar foi concedida monocraticamente pelo desembargador Edson Ulisses de Melo. Os detalhes da decisão não são conhecidos, porque o processo corre em segredo de Justiça. De acordo com os defensores, os quatro acusados ganharam o direito de responder ao processo judicial em liberdade, mas terão que cumprir uma série de medidas cautelares. Eles estão proibidos de deixar a comarca onde moram sem autorização judicial e também não podem entrar em contato com qualquer testemunha ou ré envolvida nos fatos ligados ao processo, seja qual for o meio de comunicação. Todos estão ainda obrigados a se apresentar mensalmente ao juízo da Comarca de Carira, para que prestem conta de suas atividades. 
Bosco e os filhos são acusados por um suposto esquema de desvio de recursos públicos descoberto na Prefeitura de Carira. Segundo as investigações da Civil e do MPSE, ele acontecia mediante fraudes em licitações públicas do Município, que beneficiavam empresas ligadas à família Machado, através de contratos superfaturados de prestação de serviço e obras públicas. As investigações da 'Xeque-Mate' apontam que estes desvios beneficiavam diretamente os ex-prefeitos e teriam acontecido por até 20 anos, rendendo um prejuízo que pode chegar a R$ 20 milhões. 
Ao todo, 10 suspeitos de envolvimento com o esquema, incluindo os ex-prefeitos, tiveram a prisão preventiva decretada na semana passada, o que resultou na operação. O juízo da Comarca de Carira também decretou o bloqueio dos beis dos investigados, para que os valores sejam ressarcidos. Todos os suspeitos negam as acusações. 

O Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE) concedeu habeas-corpus a quatro presos da 'Operação Xeque-Mate no Sertão', deflagrada na última segunda-feira pela Polícia Civil e pelo Ministério Público Estadual para investigar desvios de recursos na Prefeitura de Carira. Entre os beneficiados pela decisão, estão o ex-prefeito João Bosco Machado, os irmãos gêmeos Diogo e Diego Menezes Machado (filhos de João Bosco) e o empresário Marcelo Oliveira Menezes. Eles estavam detidos na carceragem da 8ª Delegacia Metropolitana (8ª DM), no Capucho (zona oeste) e foram soltos de lá na noite de ontem, depois que o alvará de soltura foi apresentado pelo advogado Evânio Moura. 
Os advogados de defesa dos acusados informaram que a liminar foi concedida monocraticamente pelo desembargador Edson Ulisses de Melo. Os detalhes da decisão não são conhecidos, porque o processo corre em segredo de Justiça. De acordo com os defensores, os quatro acusados ganharam o direito de responder ao processo judicial em liberdade, mas terão que cumprir uma série de medidas cautelares. Eles estão proibidos de deixar a comarca onde moram sem autorização judicial e também não podem entrar em contato com qualquer testemunha ou ré envolvida nos fatos ligados ao processo, seja qual for o meio de comunicação. Todos estão ainda obrigados a se apresentar mensalmente ao juízo da Comarca de Carira, para que prestem conta de suas atividades. 
Bosco e os filhos são acusados por um suposto esquema de desvio de recursos públicos descoberto na Prefeitura de Carira. Segundo as investigações da Civil e do MPSE, ele acontecia mediante fraudes em licitações públicas do Município, que beneficiavam empresas ligadas à família Machado, através de contratos superfaturados de prestação de serviço e obras públicas. As investigações da 'Xeque-Mate' apontam que estes desvios beneficiavam diretamente os ex-prefeitos e teriam acontecido por até 20 anos, rendendo um prejuízo que pode chegar a R$ 20 milhões. 
Ao todo, 10 suspeitos de envolvimento com o esquema, incluindo os ex-prefeitos, tiveram a prisão preventiva decretada na semana passada, o que resultou na operação. O juízo da Comarca de Carira também decretou o bloqueio dos beis dos investigados, para que os valores sejam ressarcidos. Todos os suspeitos negam as acusações.