Sem futuro

Compartilhar:
Imprimir Aumentar Texto Diminuir Texto

Clique nas imagens para ampliar

Publicada em 08/06/2019 às 14:27:00

 

Sergipe é um estado letal para os 
jovens. A constatação tem por 
base o Atlas da Violência divulgado há poucos dias. Aqui, a probabilidade de um cidadão alcançar a meia idade é muito menor do que na maior parte do País.
De acordo com os dados, dos 1.313 homicídios ocorridos em Sergipe no ano retrasado, 767 foram de jovens na faixa etária compreendida entre os 15 e os 29 anos - 728 destas vítimas eram homens.
O total apurado equivale a uma média de homicídios bem acima da média nacional. Se for contabilizado o total de pessoas jovens mortas dividido por 100 mil habitantes desta faixa etária, a taxa de homicídios obtida por Sergipe é de 125,5, o que coloca o estado em sexto lugar em assassinatos de jovens. À frente dele, ficaram os estados do Acre, Alagoas, Pernambuco, Ceará e Rio Grande do Norte (primeiro lugar do ranking, com 152,3 homicídios por grupo). Se forem contadas apenas as mortes de jovens do sexo masculino, o índice de Sergipe dispara para 240,5 homicídios por grupo de 100 mil. E o estado passa a ser o quinto do ranking, ultrapassando o Acre.
A realidade expressa no Atlas da Violência é a de que Sergipe é um lugar sem futuro. Sem a inteligência, o espírito naturalmente inquieto e os braços fortes dos jovens, nenhum lugar do mundo pode sonhar com um lugar ao sol. Embora não pareça, esta não é uma discussão exclusiva da esfera da segurança pública. Mais do que uma questão de polícia, trata-se aqui, sobretudo, de um tema próprio das políticas públicas de educação.

Sergipe é um estado letal para os  jovens. A constatação tem por  base o Atlas da Violência divulgado há poucos dias. Aqui, a probabilidade de um cidadão alcançar a meia idade é muito menor do que na maior parte do País.
De acordo com os dados, dos 1.313 homicídios ocorridos em Sergipe no ano retrasado, 767 foram de jovens na faixa etária compreendida entre os 15 e os 29 anos - 728 destas vítimas eram homens.
O total apurado equivale a uma média de homicídios bem acima da média nacional. Se for contabilizado o total de pessoas jovens mortas dividido por 100 mil habitantes desta faixa etária, a taxa de homicídios obtida por Sergipe é de 125,5, o que coloca o estado em sexto lugar em assassinatos de jovens. À frente dele, ficaram os estados do Acre, Alagoas, Pernambuco, Ceará e Rio Grande do Norte (primeiro lugar do ranking, com 152,3 homicídios por grupo). Se forem contadas apenas as mortes de jovens do sexo masculino, o índice de Sergipe dispara para 240,5 homicídios por grupo de 100 mil. E o estado passa a ser o quinto do ranking, ultrapassando o Acre.
A realidade expressa no Atlas da Violência é a de que Sergipe é um lugar sem futuro. Sem a inteligência, o espírito naturalmente inquieto e os braços fortes dos jovens, nenhum lugar do mundo pode sonhar com um lugar ao sol. Embora não pareça, esta não é uma discussão exclusiva da esfera da segurança pública. Mais do que uma questão de polícia, trata-se aqui, sobretudo, de um tema próprio das políticas públicas de educação.