A maior das crises

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Publicada em 07/06/2019 às 22:43:00

 

O Estado de Sergipe vai registrar 
uma queda significativa no re
passe correspondente ao Fundo de Participação dos Estados (FPE) ao final do mês de junho. Reitere-se: Não é pouco dinheiro. Fala-se aqui em uma diferença estimada em R$ 59 milhões. A situação é prova de que a reforma da previdência é urgente. Mas, ainda que seja aprovada nos termos propostos pelo ministro Paulo Guedes, não resolve a crise fiscal, a maior das crises.
Sem a efetivação de um novo pacto federativo, sem a sempre adiada reforma tributária, estados e municípios em apuros financeiros dificilmente sairão do buraco. Com a economia estagnada, ameaçando andar para trás, a crise fiscal ganha ares de um pesadelo administrativo sem precedentes.
Em Sergipe, por exemplo, o pagamento de servidores e fornecedores do governo estadual se tornou motivo de apreensão, já há muitos meses. Os reajustes devidos ao funcionalismo e investimentos indispensáveis a uma reação, com a criação de empregos e o consequente aquecimento da economia, se tornaram inviáveis. Empresários temem até sofrer calote.
Pior é que a queda na receita não passa longe de pontual. Segundo projeção da Secretaria do Tesouro Nacional, em julho Sergipe deve enfrentar novo revés no repasse de recursos. Assim, o governador Belivaldo Chagas vai ter de dar nó em pingo d'água para honrar os compromissos do estado.
Belivaldo é a favor da reforma da previdência. Defende até a inclusão de estados e municípios no texto sob a avaliação do Congresso Nacional. Com dificuldades para pagar a folha, o governador de Sergipe conhece bem as razões de sua posição. Mas também sabe que, sem outras providências, a reforma vai dar em nada.

O Estado de Sergipe vai registrar  uma queda significativa no re passe correspondente ao Fundo de Participação dos Estados (FPE) ao final do mês de junho. Reitere-se: Não é pouco dinheiro. Fala-se aqui em uma diferença estimada em R$ 59 milhões. A situação é prova de que a reforma da previdência é urgente. Mas, ainda que seja aprovada nos termos propostos pelo ministro Paulo Guedes, não resolve a crise fiscal, a maior das crises.
Sem a efetivação de um novo pacto federativo, sem a sempre adiada reforma tributária, estados e municípios em apuros financeiros dificilmente sairão do buraco. Com a economia estagnada, ameaçando andar para trás, a crise fiscal ganha ares de um pesadelo administrativo sem precedentes.
Em Sergipe, por exemplo, o pagamento de servidores e fornecedores do governo estadual se tornou motivo de apreensão, já há muitos meses. Os reajustes devidos ao funcionalismo e investimentos indispensáveis a uma reação, com a criação de empregos e o consequente aquecimento da economia, se tornaram inviáveis. Empresários temem até sofrer calote.
Pior é que a queda na receita não passa longe de pontual. Segundo projeção da Secretaria do Tesouro Nacional, em julho Sergipe deve enfrentar novo revés no repasse de recursos. Assim, o governador Belivaldo Chagas vai ter de dar nó em pingo d'água para honrar os compromissos do estado.
Belivaldo é a favor da reforma da previdência. Defende até a inclusão de estados e municípios no texto sob a avaliação do Congresso Nacional. Com dificuldades para pagar a folha, o governador de Sergipe conhece bem as razões de sua posição. Mas também sabe que, sem outras providências, a reforma vai dar em nada.