Recessão

Opinião


 

Não bastasse a crise, o fantasma 
da recessão, rondando a econo
mia brasileira por anos a fio, começa a ganhar corpo. Embora o Produto Interno Bruto não tenha recuado, alguns economistas já pronunciam o palavrão com todas as letras, em alto e bom som.
Controvérsia à parte, o certo é que o grosso da população sente na pele os efeitos da economia estagnada. Contrariando todas as expectativas mais ou menos otimistas, o desemprego, por exemplo, não arrefece. O consumo, por sua vez, míngua. Apesar da gravidade da situação, entretanto, o governo Bolsonaro insiste no samba de uma nota só e se agarra à reforma da previdência como a uma tábua de salvação. Isso, mesmo sem nenhuma garantia de que a reforma, sozinha, produza os efeitos desejáveis no mercado de trabalho, em particular, e na economia como um todo.
O resultado se vê em qualquer mercearia de esquina. As famílias estão se preparando para o pior, cortando tudo o que pode ser considerado supérfluo. De acordo com alguns economistas, na prática, a retração na demanda doméstica por bens e produtos é sim indício técnico de recessão.
De todo modo, a perspectiva para a economia nacional não é nada animadora. Todos os dados disponíveis negam qualquer esperança de recuperação a curto e médio prazo. 
Infelizmente, a postura do governo federal, avesso aos números colhidos por diversos institutos de pesquisa junto à realidade concreta do País, o IBGE incluído, é a da negação irresponsável. Junto à beligerância e a ideologização do debate político, o presidente Bolsonaro promove uma verdadeira guerra contra a produção de conhecimento.

Não bastasse a crise, o fantasma  da recessão, rondando a econo mia brasileira por anos a fio, começa a ganhar corpo. Embora o Produto Interno Bruto não tenha recuado, alguns economistas já pronunciam o palavrão com todas as letras, em alto e bom som.
Controvérsia à parte, o certo é que o grosso da população sente na pele os efeitos da economia estagnada. Contrariando todas as expectativas mais ou menos otimistas, o desemprego, por exemplo, não arrefece. O consumo, por sua vez, míngua. Apesar da gravidade da situação, entretanto, o governo Bolsonaro insiste no samba de uma nota só e se agarra à reforma da previdência como a uma tábua de salvação. Isso, mesmo sem nenhuma garantia de que a reforma, sozinha, produza os efeitos desejáveis no mercado de trabalho, em particular, e na economia como um todo.
O resultado se vê em qualquer mercearia de esquina. As famílias estão se preparando para o pior, cortando tudo o que pode ser considerado supérfluo. De acordo com alguns economistas, na prática, a retração na demanda doméstica por bens e produtos é sim indício técnico de recessão.
De todo modo, a perspectiva para a economia nacional não é nada animadora. Todos os dados disponíveis negam qualquer esperança de recuperação a curto e médio prazo. 
Infelizmente, a postura do governo federal, avesso aos números colhidos por diversos institutos de pesquisa junto à realidade concreta do País, o IBGE incluído, é a da negação irresponsável. Junto à beligerância e a ideologização do debate político, o presidente Bolsonaro promove uma verdadeira guerra contra a produção de conhecimento.

 


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