Aeroporto de Sergipe deve ter o pior ano em números de passageiros, aponta Infraero

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DADOS FORAM APRESENTADOS PELA INFRAERO EM REUNIÃO DE EMPRESÁRIOS
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Publicada em 29/05/2019 às 22:54:00

 

Durante reunião 
da Câmara Em-
presarial de Turismo, ocorrida ontem, na Fecomércio em Aracaju, a direção da Infraero esteve presente, quando apresentou números da movimentação do aeroporto Santa Maria. Os dados não são nada animadores, principalmente para o Turismo, que depende do fluxo de visitantes que chegam ao Estado através dos voos ofertados. 
Segundo o superintendente Wanderson S. dos Santos, em 2013, o aeroporto registrou 1.343.899 passageiros; no ano seguinte houve uma melhora para 1.377.535. De lá para cá, esse número só diminuiu, sendo: 1.280.236 (2015); 1.225.591 (2016); 1.225.789 (2017) e 1.191893, o pior ano em 2018. Isso representa que entre 2014 2018, o aeroporto teve uma queda de 13,5% no número de passageiros. 
O que deixa a situação mais preocupante é que esse ano, em comparação aos quatro meses de 2018, que já foi o pior em relação ao movimento operacional, há uma queda de 1,72%. "Se continuar com esse desempenho, Sergipe pode chegar ao final de 2019 com menos de 1 milhão de passageiros", informou Wanderson Santos. 
Mesmo com a crise financeira, o quadro negativo do aeroporto de Aracaju não é sentido em outras capitais com porte semelhante à nossa. Maceió ultrapassou a casa dos 2 milhões de passageiros em 2018. Enquanto João Pessoa, que até 2012 tinha um fluxo menor que a capital sergipana, ultrapassou o nosso em 2013, e no ano passado, chegou perto dos 2 milhões de passageiros. 
Para o presidente da Câmara Empresarial de Turismo, Antônio Carlos Franco Sobrinho, que também dirige a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de Sergipe, essa situação só reforça a necessidade da busca de parcerias concretas entre setor público e privado, buscando referências positivas e soluções para o turismo. 
"É momento de unir e concentrar esforços em torno de um objetivo comum, que é fortalecer o turismo como um todo. Somos um setor produtivo, que gera impostos e empregos. Temos potencial, estrutura e podemos fazer muito mais. Agora, e principalmente com a concessão do aeroporto, é buscar encontrar soluções viáveis para sairmos da teoria e partirmos para prática", enfatiza ACF Sobrinho.  
Outra informação que preocupou o trade turístico foi que o voo Salvador-Aracaju da Azul, anunciado para iniciar em julho, não será permanente, mas sazonal, ou seja, apenas em julho. "A informação que recebemos é que seria um voo definitivo, até porque não temos mais voos diretos para a capital baiana. Vamos ter que retomar essa discussão porque estamos tendo um grande prejuízo com o fim desse voo", disse o presidente da Câmara.

Durante reunião  da Câmara Em- presarial de Turismo, ocorrida ontem, na Fecomércio em Aracaju, a direção da Infraero esteve presente, quando apresentou números da movimentação do aeroporto Santa Maria. Os dados não são nada animadores, principalmente para o Turismo, que depende do fluxo de visitantes que chegam ao Estado através dos voos ofertados. 
Segundo o superintendente Wanderson S. dos Santos, em 2013, o aeroporto registrou 1.343.899 passageiros; no ano seguinte houve uma melhora para 1.377.535. De lá para cá, esse número só diminuiu, sendo: 1.280.236 (2015); 1.225.591 (2016); 1.225.789 (2017) e 1.191893, o pior ano em 2018. Isso representa que entre 2014 2018, o aeroporto teve uma queda de 13,5% no número de passageiros. 
O que deixa a situação mais preocupante é que esse ano, em comparação aos quatro meses de 2018, que já foi o pior em relação ao movimento operacional, há uma queda de 1,72%. "Se continuar com esse desempenho, Sergipe pode chegar ao final de 2019 com menos de 1 milhão de passageiros", informou Wanderson Santos. 
Mesmo com a crise financeira, o quadro negativo do aeroporto de Aracaju não é sentido em outras capitais com porte semelhante à nossa. Maceió ultrapassou a casa dos 2 milhões de passageiros em 2018. Enquanto João Pessoa, que até 2012 tinha um fluxo menor que a capital sergipana, ultrapassou o nosso em 2013, e no ano passado, chegou perto dos 2 milhões de passageiros. 
Para o presidente da Câmara Empresarial de Turismo, Antônio Carlos Franco Sobrinho, que também dirige a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de Sergipe, essa situação só reforça a necessidade da busca de parcerias concretas entre setor público e privado, buscando referências positivas e soluções para o turismo. 
"É momento de unir e concentrar esforços em torno de um objetivo comum, que é fortalecer o turismo como um todo. Somos um setor produtivo, que gera impostos e empregos. Temos potencial, estrutura e podemos fazer muito mais. Agora, e principalmente com a concessão do aeroporto, é buscar encontrar soluções viáveis para sairmos da teoria e partirmos para prática", enfatiza ACF Sobrinho.  
Outra informação que preocupou o trade turístico foi que o voo Salvador-Aracaju da Azul, anunciado para iniciar em julho, não será permanente, mas sazonal, ou seja, apenas em julho. "A informação que recebemos é que seria um voo definitivo, até porque não temos mais voos diretos para a capital baiana. Vamos ter que retomar essa discussão porque estamos tendo um grande prejuízo com o fim desse voo", disse o presidente da Câmara.