Ação contra homicídios tem 36 presos em Sergipe

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Publicada em 28/05/2019 às 23:09:00

 

Gabriel Damásio
A Polícia Civil sergipana 
participou ontem da 
'Operação Cronos 2', organizada pelo Conselho Nacional dos Chefes de Polícia Civil (ConCPC), com apoio do Ministério da Justiça. A ação, realizada em 21 estados e no Distrito Federal, foi voltada para cumprir diligências e mandados de prisão em investigações relacionadas a homicídios e feminicídios. Ao todo, 110 policiais civis foram mobilizados na operação, sendo 40 na capital e 70 no interior. Até o meio da tarde, 36 pessoas foram presas em todo o Estado e dois adolescentes - acusados por ato infracional de homicídio - foram apreendidos. As prisões aconteceram em Aracaju e nas cidades de Rosário do Catete, Cristinápolis, Itabaiana e Graccho Cardoso.
Segundo a delegada-geral da Polícia Civil, Katarina Feitoza, os mandados cumpridos nesta fase se referem a casos que cujas investigações em fase muito adiantada e que já tinham seus principais suspeitos com prisão decretada. A maioria dos casos estaria ligada a disputas de quadrilhas pelo controle do tráfico de drogas em determinadas regiões. No entanto, um dos acusados foi processado por feminicídio (morte de mulheres por motivação machista). "O efeito prático disso é evitar que outros homicídios ocorram, porque a gente sabe que muitos desses homicídios são ligados à guerra entre gangues. Quando a gente detém esse homicida, a gente evita tanto que ele seja morto pelo outro lado [inimigos], como também que ele se torne autor de outros homicídios", disse ela.
Na avaliação da delegada-geral, os objetivos da operação foram alcançados, no sentido de prevenir a ocorrência de novos homicídios e combater a impunidade que pode existir em casos de crime contra a vida. "A operação é uma analogia à cronologia, ao tempo em que aquela vítima deixou de viver. A gente sabe que o crime de homicídio e feminicídio abala profundamente a sociedade, porque eles vêm tirar o bem mais precioso que nós temos, que é a vida", afirma Katarina, pontuando que as prisões também demonstram a força investigativa das polícias civis. 
Os agentes envolvidos na operação também executaram diligências de outros inquéritos policiais abertos para apurar homicídios recentes ocorridos recentemente na capital e no interior. Parte delas está relacionadas a levantamentos em locais onde os assassinatos aconteceram, mas sofreram algum tipo de alteração antes da chegada da polícia. "A Polícia Civil aproveita a oportunidade inclusive para chamar a atenção da população sobre a necessidade e importância da preservação do local de crime. Sabemos que a intenção muitas vezes é ajudar, entretanto em muitas situações o local de crime acaba sendo desconfigurado. Nada deve ser tocado no ambiente após o crime, devendo o ambiente ser preservado até a chegada dos peritos e da polícia", destacou a delegada-geral.
O balanço final nacional foi divulgado no final da tarde de ontem pelo Ministério da Justiça: ao todo, foram cumpridos 937 mandados de prisão, sendo 881 por homicídio, 31 menores apreendidos pelo mesmo crime e 56 adultos acusados por feminicídio. O monitoramento nacional da operação foi realizado direto do Centro Integrado de Comando e Controle Nacional (CICCN) do MJSP, em Brasília (DF). Deflagrada em agosto de 2018, a primeira fase da Operação Cronos resultou na prisão de mais de 2,6 mil pessoas em todo o país. Além disso, foram apreendidos 341 adolescentes, 146 armas de fogo e aproximadamente 383 quilos de entorpecentes, como maconha, cocaína e crack. 

Gabriel Damásio

A Polícia Civil sergipana  participou ontem da  'Operação Cronos 2', organizada pelo Conselho Nacional dos Chefes de Polícia Civil (ConCPC), com apoio do Ministério da Justiça. A ação, realizada em 21 estados e no Distrito Federal, foi voltada para cumprir diligências e mandados de prisão em investigações relacionadas a homicídios e feminicídios. Ao todo, 110 policiais civis foram mobilizados na operação, sendo 40 na capital e 70 no interior. Até o meio da tarde, 36 pessoas foram presas em todo o Estado e dois adolescentes - acusados por ato infracional de homicídio - foram apreendidos. As prisões aconteceram em Aracaju e nas cidades de Rosário do Catete, Cristinápolis, Itabaiana e Graccho Cardoso.
Segundo a delegada-geral da Polícia Civil, Katarina Feitoza, os mandados cumpridos nesta fase se referem a casos que cujas investigações em fase muito adiantada e que já tinham seus principais suspeitos com prisão decretada. A maioria dos casos estaria ligada a disputas de quadrilhas pelo controle do tráfico de drogas em determinadas regiões. No entanto, um dos acusados foi processado por feminicídio (morte de mulheres por motivação machista). "O efeito prático disso é evitar que outros homicídios ocorram, porque a gente sabe que muitos desses homicídios são ligados à guerra entre gangues. Quando a gente detém esse homicida, a gente evita tanto que ele seja morto pelo outro lado [inimigos], como também que ele se torne autor de outros homicídios", disse ela.
Na avaliação da delegada-geral, os objetivos da operação foram alcançados, no sentido de prevenir a ocorrência de novos homicídios e combater a impunidade que pode existir em casos de crime contra a vida. "A operação é uma analogia à cronologia, ao tempo em que aquela vítima deixou de viver. A gente sabe que o crime de homicídio e feminicídio abala profundamente a sociedade, porque eles vêm tirar o bem mais precioso que nós temos, que é a vida", afirma Katarina, pontuando que as prisões também demonstram a força investigativa das polícias civis. 
Os agentes envolvidos na operação também executaram diligências de outros inquéritos policiais abertos para apurar homicídios recentes ocorridos recentemente na capital e no interior. Parte delas está relacionadas a levantamentos em locais onde os assassinatos aconteceram, mas sofreram algum tipo de alteração antes da chegada da polícia. "A Polícia Civil aproveita a oportunidade inclusive para chamar a atenção da população sobre a necessidade e importância da preservação do local de crime. Sabemos que a intenção muitas vezes é ajudar, entretanto em muitas situações o local de crime acaba sendo desconfigurado. Nada deve ser tocado no ambiente após o crime, devendo o ambiente ser preservado até a chegada dos peritos e da polícia", destacou a delegada-geral.
O balanço final nacional foi divulgado no final da tarde de ontem pelo Ministério da Justiça: ao todo, foram cumpridos 937 mandados de prisão, sendo 881 por homicídio, 31 menores apreendidos pelo mesmo crime e 56 adultos acusados por feminicídio. O monitoramento nacional da operação foi realizado direto do Centro Integrado de Comando e Controle Nacional (CICCN) do MJSP, em Brasília (DF). Deflagrada em agosto de 2018, a primeira fase da Operação Cronos resultou na prisão de mais de 2,6 mil pessoas em todo o país. Além disso, foram apreendidos 341 adolescentes, 146 armas de fogo e aproximadamente 383 quilos de entorpecentes, como maconha, cocaína e crack.