Sergipe abriga projeto inédito de recuperação de terras salinizadas

Compartilhar:
Imprimir Aumentar Texto Diminuir Texto

Publicada em 28/05/2019 às 10:31:00

 

Uma estrada de terra sinuosa leva à propriedade de dona Maria José no semiárido sergipano. Ali, no assentamento Jacaré-Curituba, ela costumava plantar quiabo, milho e feijão. De uns anos para cá, o lote foi ficando sem vida.  A salinização do solo não deixava planta nenhuma crescer. Por isso, quando pesquisadores apareceram por lá dizendo que iriam recuperar a área para que voltasse a produzir, a agricultora não pensou duas vezes, e aceitou a implantação de um experimento piloto de recuperação de solos afetados por sais.
Desde março deste ano, seu pequeno lote sedia um estudo interessante para o Nordeste, a recuperação de solos salinizados. Há muitos deles no semiárido nordestino, por conta de irrigação inadequada associada à má drenagem da terra. O estudo reúne diversas técnicas de recuperação de solos afetados por sais.
Até hoje, as soluções mais estudadas por pesquisadores para resolver o problema foram testadas em laboratórios e casas de vegetação, com pequenas amostras de solo, sendo escassos trabalhos de campo que apontem soluções definitivas quanto à recuperação de solos afetados por sais.  Agora, estão sendo experimentadas diversas técnicas de recuperação em condições de campo, em um solo salinizado pelo uso excessivo de água de irrigação e má drenagem. "A gente está tirando dos livros toda uma teoria e colocando essas informações no campo", conta o engenheiro agrônomo Airon José da Silva, coordenador da pesquisa. Estamos avaliando deste a escolha dos materiais necessários, até o custo real de recuperação do solo, estas informações serão úteis no fomento de novas pesquisas, na formação acadêmica e para os agricultores que tiveram o solo de seus lotes afetados por sais.
O estudo integra o Projeto Opará: águas do rio São Francisco, patrocinado pela Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental.  As ações são realizadas em parceria com a Sociedade Socioambiental do Baixo São Francisco Canoa de Tolda e a Universidade Federal de Sergipe (UFS).  A principal área de atuação do projeto é o perímetro irrigado Jacaré-Curituba, que abriga cerca de 700 famílias. Algumas delas abandonaram seus lotes por problemas de salinização do solo, como era o caso de dona Maria José.
Para descobrir qual é o método mais eficiente de recuperação da terra, foi escolhida uma área de 1200 metros quadrados na propriedade da agricultora, e a área foi subdividida em seis parcelas. Em cada parcela, está sendo analisado um tipo de tratamento, que envolve basicamente três soluções possíveis em associação: água, gesso e esterco. Ao centro de cada parcela foi instalado um dreno artificial a cada 10 metros de distância e a uma profundidade de 0,4m.

Uma estrada de terra sinuosa leva à propriedade de dona Maria José no semiárido sergipano. Ali, no assentamento Jacaré-Curituba, ela costumava plantar quiabo, milho e feijão. De uns anos para cá, o lote foi ficando sem vida.  A salinização do solo não deixava planta nenhuma crescer. Por isso, quando pesquisadores apareceram por lá dizendo que iriam recuperar a área para que voltasse a produzir, a agricultora não pensou duas vezes, e aceitou a implantação de um experimento piloto de recuperação de solos afetados por sais.
Desde março deste ano, seu pequeno lote sedia um estudo interessante para o Nordeste, a recuperação de solos salinizados. Há muitos deles no semiárido nordestino, por conta de irrigação inadequada associada à má drenagem da terra. O estudo reúne diversas técnicas de recuperação de solos afetados por sais.
Até hoje, as soluções mais estudadas por pesquisadores para resolver o problema foram testadas em laboratórios e casas de vegetação, com pequenas amostras de solo, sendo escassos trabalhos de campo que apontem soluções definitivas quanto à recuperação de solos afetados por sais.  Agora, estão sendo experimentadas diversas técnicas de recuperação em condições de campo, em um solo salinizado pelo uso excessivo de água de irrigação e má drenagem. "A gente está tirando dos livros toda uma teoria e colocando essas informações no campo", conta o engenheiro agrônomo Airon José da Silva, coordenador da pesquisa. Estamos avaliando deste a escolha dos materiais necessários, até o custo real de recuperação do solo, estas informações serão úteis no fomento de novas pesquisas, na formação acadêmica e para os agricultores que tiveram o solo de seus lotes afetados por sais.
O estudo integra o Projeto Opará: águas do rio São Francisco, patrocinado pela Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental.  As ações são realizadas em parceria com a Sociedade Socioambiental do Baixo São Francisco Canoa de Tolda e a Universidade Federal de Sergipe (UFS).  A principal área de atuação do projeto é o perímetro irrigado Jacaré-Curituba, que abriga cerca de 700 famílias. Algumas delas abandonaram seus lotes por problemas de salinização do solo, como era o caso de dona Maria José.
Para descobrir qual é o método mais eficiente de recuperação da terra, foi escolhida uma área de 1200 metros quadrados na propriedade da agricultora, e a área foi subdividida em seis parcelas. Em cada parcela, está sendo analisado um tipo de tratamento, que envolve basicamente três soluções possíveis em associação: água, gesso e esterco. Ao centro de cada parcela foi instalado um dreno artificial a cada 10 metros de distância e a uma profundidade de 0,4m.