O BRASIL ENTRE DUAS DATAS

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Publicada em 22/05/2019 às 23:09:00

 

* Rômulo Rodrigues
Entre os dias 15 e 30 de maio, contando com os dois extremos, conturbados 16 dias, deste mês de Maria, para os católicos, o Brasil poderá ser redefinido, ou como uma República Federativa e Democrática ou, se voltará a ser uma republiqueta de bananas, ao sabor dos desígnios das elites pré-capitalistas que contam com as eternas submissões dos militares golpistas, de um judiciário acovardado, de uma mídia altamente subvencionada pelos dólares dos rentistas e o conforto da subordinação ao Departamento de Estado dos EUA.
No dia 15 de maio, a mais plural miscigenação da juventude brasileira, presente nas Universidades e Escolas Públicas, e que se movimentou quando viu o formigueiro ameaçado e saiu às ruas com seus gritos, suas palavras de ordem, seus jeitos, seus trejeitos, suas roupas, seus estilos, suas fantasias, seus adereços, toda sua riqueza cultural e sua rebeldia para dizer que: mesmo ainda não tendo nascido em 1968, está ciente de sua responsabilidade histórica de repetir Paris, Praga, Nova York, Londres e Rio de Janeiro.
Os dois brados mais retumbantes e coerentes com o momento eram: pisa ligeiro, pisa ligeiro; quem não pode com a formiga, não assanha o formigueiro, sempre alternando com: é estudante, é professor, vamos pras ruas derrotar o opressor.
Os primeiros abalos do impacto do iceberg da juventude contra o Titanic desgovernado já provocou as primeiras baixas com Ratos pulando para fora para se salvarem do naufrágio iminente.
Gabirus como Alexandre Frota, Lobão, Kim Kataguiri, Fernando Holiday e a ratazana Janaina Pascoal já estão nas águas turbulentas à procura de botes para se salvarem.
Em editorial na sexta feira 17, O Estadão não poupou Bolsonaro ao dizer que ele tem agido como líder de facção, chegando ao máximo de afirmar que ele é indecoroso, incompetente, autoritário e ignorante.
Como porta voz das elites do atraso deu o sinal de alerta: bota a orquestra para tocar, para que os dominados dancem enquanto nós os abastados tentamos nos salvar, nos poucos botes existentes.
A plebe ignara que se seduziu com o gigantesco Transatlântico da burguesia, vai morrendo afogada sem se dar conta da origem e trajetória do comandante da gigantesca embarcação.
Bolsonaro é simplesmente filho de um imigrante que fugiu do caos da Europa e se fixou no interior do Estado de São Paulo e seu único registro histórico é de que foi preso por praticar o charlatanismo, exercendo o ofício de dentista, sem ser habilitado.
Uma conclusão sensata é que a família do charlatão encontrou na política seu jeito de viver à margem da legalidade se especializando em pequenos crimes, organizando milícias para, vender proteção a comerciantes, assinaturas ilegais de linhas telefônicas e de televisão a cabo; gatos de energia e toda a sorte de pequenos delitos de um Estado paralelo.
Lá fora, o conceito dele só serve para envergonhar os brasileiros que moram ou que passeiam por lá, como ficou explícito nas palavras do Prefeito de Nova York no caso do prêmio que não foi entregue: Eu não convidei este Bolsonaro, foi ele quem se convidou; não temos nenhum prêmio para ele. Eu pessoalmente sou até contra as ideias dele.
Ao partir para ataques contra as Universidades e suas maiores riquezas, os estudantes, o presidente deu atestado de ignorar dizeres que existem na entrada de uma Universidade na África do Sul; "para destruir qualquer Nação não é necessário usar Bombas Atômicas ou Mísseis de longo alcance. Basta reduzir a qualidade da Educação e permitir que os estudantes cabulem nos exames".
Pacientes morrem nas mãos de tais Médicos. Edifícios desabam nas mãos de tais Engenheiros. O dinheiro Perde-se nas mãos de tais Economistas. A justiça se perde nas mãos de tais Juízes.
 É claro que o problema não é a Universidade gastar muito. Ela sempre gastou muito. Mas, durante décadas, ela foi frequentada apenas pela elite, então estava perfeito.
Agora ela é frequentada, pelo menos em metade das vagas, por pobres e aí, o problema passa a ser, gastar com os pobres. O que incomoda muitas pessoas é o filho da faxineira virar Doutor.
Essa é a realidade; a Universidade cheia de ricos, sempre foi orgulho, e agora, cheia de pobres vira balbúrdia.
O ódio disseminado contra o PT, Lula e Dilma tem origem nos investimentos em Educação com a criação de 18 Universidades Federais, 173 novos Campi Universitários e 422 Institutos Federais de Tecnologia.
É preciso que a cada dia, mais e mais pessoas entendam que o golpe que derrubou Dilma, afundou com o Brasil e provocou tanta destruição que eles não conseguem mais reerguer o País.
Em 2003 Lula herdou uma dívida de U$ 242 bilhões de FHC, pagou tudo e entregou o País a Dilma com U$ 380 bilhões de reservas cambiais, que ela manteve até ser derrubada; um equivalente a R$ 1,6 trilhão, que cobre qualquer rombo de Previdência, que na mentira repetida eles estão torrando.
Para fechar o ciclo perigoso, os que dançaram ao redor do Pato estão chamando manifestação de apoio à destruição da Nação para o próximo dia 26 e, se conseguirem juntar gente, pelos chamamentos da mídia, dia 30, haverá nova demonstração de força por parte dos brasileiros, porque o palco desta batalha será as ruas.
* Rômulo Rodrigues é militante político

* Rômulo Rodrigues

Entre os dias 15 e 30 de maio, contando com os dois extremos, conturbados 16 dias, deste mês de Maria, para os católicos, o Brasil poderá ser redefinido, ou como uma República Federativa e Democrática ou, se voltará a ser uma republiqueta de bananas, ao sabor dos desígnios das elites pré-capitalistas que contam com as eternas submissões dos militares golpistas, de um judiciário acovardado, de uma mídia altamente subvencionada pelos dólares dos rentistas e o conforto da subordinação ao Departamento de Estado dos EUA.
No dia 15 de maio, a mais plural miscigenação da juventude brasileira, presente nas Universidades e Escolas Públicas, e que se movimentou quando viu o formigueiro ameaçado e saiu às ruas com seus gritos, suas palavras de ordem, seus jeitos, seus trejeitos, suas roupas, seus estilos, suas fantasias, seus adereços, toda sua riqueza cultural e sua rebeldia para dizer que: mesmo ainda não tendo nascido em 1968, está ciente de sua responsabilidade histórica de repetir Paris, Praga, Nova York, Londres e Rio de Janeiro.
Os dois brados mais retumbantes e coerentes com o momento eram: pisa ligeiro, pisa ligeiro; quem não pode com a formiga, não assanha o formigueiro, sempre alternando com: é estudante, é professor, vamos pras ruas derrotar o opressor.
Os primeiros abalos do impacto do iceberg da juventude contra o Titanic desgovernado já provocou as primeiras baixas com Ratos pulando para fora para se salvarem do naufrágio iminente.
Gabirus como Alexandre Frota, Lobão, Kim Kataguiri, Fernando Holiday e a ratazana Janaina Pascoal já estão nas águas turbulentas à procura de botes para se salvarem.
Em editorial na sexta feira 17, O Estadão não poupou Bolsonaro ao dizer que ele tem agido como líder de facção, chegando ao máximo de afirmar que ele é indecoroso, incompetente, autoritário e ignorante.
Como porta voz das elites do atraso deu o sinal de alerta: bota a orquestra para tocar, para que os dominados dancem enquanto nós os abastados tentamos nos salvar, nos poucos botes existentes.
A plebe ignara que se seduziu com o gigantesco Transatlântico da burguesia, vai morrendo afogada sem se dar conta da origem e trajetória do comandante da gigantesca embarcação.
Bolsonaro é simplesmente filho de um imigrante que fugiu do caos da Europa e se fixou no interior do Estado de São Paulo e seu único registro histórico é de que foi preso por praticar o charlatanismo, exercendo o ofício de dentista, sem ser habilitado.
Uma conclusão sensata é que a família do charlatão encontrou na política seu jeito de viver à margem da legalidade se especializando em pequenos crimes, organizando milícias para, vender proteção a comerciantes, assinaturas ilegais de linhas telefônicas e de televisão a cabo; gatos de energia e toda a sorte de pequenos delitos de um Estado paralelo.
Lá fora, o conceito dele só serve para envergonhar os brasileiros que moram ou que passeiam por lá, como ficou explícito nas palavras do Prefeito de Nova York no caso do prêmio que não foi entregue: Eu não convidei este Bolsonaro, foi ele quem se convidou; não temos nenhum prêmio para ele. Eu pessoalmente sou até contra as ideias dele.
Ao partir para ataques contra as Universidades e suas maiores riquezas, os estudantes, o presidente deu atestado de ignorar dizeres que existem na entrada de uma Universidade na África do Sul; "para destruir qualquer Nação não é necessário usar Bombas Atômicas ou Mísseis de longo alcance. Basta reduzir a qualidade da Educação e permitir que os estudantes cabulem nos exames".
Pacientes morrem nas mãos de tais Médicos. Edifícios desabam nas mãos de tais Engenheiros. O dinheiro Perde-se nas mãos de tais Economistas. A justiça se perde nas mãos de tais Juízes.
 É claro que o problema não é a Universidade gastar muito. Ela sempre gastou muito. Mas, durante décadas, ela foi frequentada apenas pela elite, então estava perfeito.
Agora ela é frequentada, pelo menos em metade das vagas, por pobres e aí, o problema passa a ser, gastar com os pobres. O que incomoda muitas pessoas é o filho da faxineira virar Doutor.
Essa é a realidade; a Universidade cheia de ricos, sempre foi orgulho, e agora, cheia de pobres vira balbúrdia.
O ódio disseminado contra o PT, Lula e Dilma tem origem nos investimentos em Educação com a criação de 18 Universidades Federais, 173 novos Campi Universitários e 422 Institutos Federais de Tecnologia.
É preciso que a cada dia, mais e mais pessoas entendam que o golpe que derrubou Dilma, afundou com o Brasil e provocou tanta destruição que eles não conseguem mais reerguer o País.
Em 2003 Lula herdou uma dívida de U$ 242 bilhões de FHC, pagou tudo e entregou o País a Dilma com U$ 380 bilhões de reservas cambiais, que ela manteve até ser derrubada; um equivalente a R$ 1,6 trilhão, que cobre qualquer rombo de Previdência, que na mentira repetida eles estão torrando.
Para fechar o ciclo perigoso, os que dançaram ao redor do Pato estão chamando manifestação de apoio à destruição da Nação para o próximo dia 26 e, se conseguirem juntar gente, pelos chamamentos da mídia, dia 30, haverá nova demonstração de força por parte dos brasileiros, porque o palco desta batalha será as ruas.

* Rômulo Rodrigues é militante político