Pediatria do Santa Isabel continua restringindo atendimento

Cidades

 

Se queixando de febril, diarreia, dores no corpo e vômito, dezenas de crianças e adolescentes seguem se dirigindo ao setor de urgência e emergência do Hospital Santa Isabel, zona Norte de Aracaju, com a esperança de serem imediatamente atendidas. O problema, conforme enaltecido pela direção hospitalar, está na alta demanda assistencial provocada pelo outono viral, período em que costuma ser comum a ampliação de casos semelhantes a resfriados. Diante da superlotação, inclusive na maternidade, a direção do hospital confirmou que desde o dia 10 deste mês o atendimento permanece restrito para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). Por ser filantrópico, o Santa Isabel possui ala particular.
Conforme reclamação dos pacientes e acompanhantes, o tempo de espera por atendimento tem girado em torno de cinco horas. Há casos de pessoas à espera de acolhimento especializado por mais de dez horas. Esse é o caso de Cristina dos Santos, mãe de uma criança de apenas 15 dias. Na manhã de ontem ela acionou os veículos de comunicação para informar que desde a noite de segunda-feira, 20, seguia aguardando por atendimento. Segundo a denunciante, diante da aflição em acompanhar a falta de melhora da filha, esta foi a medida adotada para tentar mobilizar os gestores da maternidade e acelerar o acolhimento.
 "Só quem tem filho realmente sabe o quanto nos tira o sossego perceber que nosso filho está doente. Pior ainda quando a gente corre para o hospital e não somos atendidos. Se duas, três ou quatro horas de espera já é um tormento, imaginem vocês passar mais de oito, dez horas. Isso é um absurdo, desumano", declarou. Sobre a resposta recebida após solicitar abertura do protocolo de atendimento, Cristina dos Santos concluiu informando que: "a meia-noite que estou com minha filha apresentando falta de ar e sem conseguir mamar, até agora não fui atendida. Na triagem eles falaram que eu deveria aguardar o médico."
Essa é a quarta vez somente neste ano de 2019 em que o JD apresenta queixas da população contra a superlotação enfrentada pela maternidade e hospital Santa Isabel. No último dia 08 de maio as queixas foram repassadas também para a Prefeitura de Aracaju, em virtude de possível desassistência nas unidades básicas de saúde. A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informou que o SUS em vigor na rede básica permite apenas que atendimentos específicos sejam realizados por meio de marcação de consultas. No primeiro momento o paciente é acolhido por um médico clínico geral, e, em caso de acompanhamento especializado, o paciente é direcionado a um especialista da área - neste caso, um pediatra.
Compartilhando com as alegações da rede hospitalar Santa Isabel, a SMS reconheceu que o período conhecido como: 'outono viral', de fato, tem contribuído para a abrangência da crise e permanência da superlotação. "O que mais deixa a gente triste e bastante preocupada, é que não existe planejamento. Um problema que se arrasta há anos, todos sabem, mas nenhuma secretaria se organiza com antecedência para atender a esses casos", protestou Angêla Francisca, que concluiu pedindo: "Espero que no ano que vem a situação seja outra. Que a prefeitura ou seja lá quem for, desenvolva um programa que acolha melhor as crianças que sofrem com essa virose." (Milton Alves Júnior)

Se queixando de febril, diarreia, dores no corpo e vômito, dezenas de crianças e adolescentes seguem se dirigindo ao setor de urgência e emergência do Hospital Santa Isabel, zona Norte de Aracaju, com a esperança de serem imediatamente atendidas. O problema, conforme enaltecido pela direção hospitalar, está na alta demanda assistencial provocada pelo outono viral, período em que costuma ser comum a ampliação de casos semelhantes a resfriados. Diante da superlotação, inclusive na maternidade, a direção do hospital confirmou que desde o dia 10 deste mês o atendimento permanece restrito para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). Por ser filantrópico, o Santa Isabel possui ala particular.
Conforme reclamação dos pacientes e acompanhantes, o tempo de espera por atendimento tem girado em torno de cinco horas. Há casos de pessoas à espera de acolhimento especializado por mais de dez horas. Esse é o caso de Cristina dos Santos, mãe de uma criança de apenas 15 dias. Na manhã de ontem ela acionou os veículos de comunicação para informar que desde a noite de segunda-feira, 20, seguia aguardando por atendimento. Segundo a denunciante, diante da aflição em acompanhar a falta de melhora da filha, esta foi a medida adotada para tentar mobilizar os gestores da maternidade e acelerar o acolhimento.
 "Só quem tem filho realmente sabe o quanto nos tira o sossego perceber que nosso filho está doente. Pior ainda quando a gente corre para o hospital e não somos atendidos. Se duas, três ou quatro horas de espera já é um tormento, imaginem vocês passar mais de oito, dez horas. Isso é um absurdo, desumano", declarou. Sobre a resposta recebida após solicitar abertura do protocolo de atendimento, Cristina dos Santos concluiu informando que: "a meia-noite que estou com minha filha apresentando falta de ar e sem conseguir mamar, até agora não fui atendida. Na triagem eles falaram que eu deveria aguardar o médico."
Essa é a quarta vez somente neste ano de 2019 em que o JD apresenta queixas da população contra a superlotação enfrentada pela maternidade e hospital Santa Isabel. No último dia 08 de maio as queixas foram repassadas também para a Prefeitura de Aracaju, em virtude de possível desassistência nas unidades básicas de saúde. A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informou que o SUS em vigor na rede básica permite apenas que atendimentos específicos sejam realizados por meio de marcação de consultas. No primeiro momento o paciente é acolhido por um médico clínico geral, e, em caso de acompanhamento especializado, o paciente é direcionado a um especialista da área - neste caso, um pediatra.
Compartilhando com as alegações da rede hospitalar Santa Isabel, a SMS reconheceu que o período conhecido como: 'outono viral', de fato, tem contribuído para a abrangência da crise e permanência da superlotação. "O que mais deixa a gente triste e bastante preocupada, é que não existe planejamento. Um problema que se arrasta há anos, todos sabem, mas nenhuma secretaria se organiza com antecedência para atender a esses casos", protestou Angêla Francisca, que concluiu pedindo: "Espero que no ano que vem a situação seja outra. Que a prefeitura ou seja lá quem for, desenvolva um programa que acolha melhor as crianças que sofrem com essa virose." (Milton Alves Júnior)

 


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