Firmeza dos socialistas

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Por iniciativa da formanda Nathália de Mattos Santos, a solenidade de formatura em Medicina da UFS, virou um protesto unanime contra a destruição da escola pública. O registro foi feito pelo blog de Antonio Samarone. Comum nos cursos da área de humanas, p
Por iniciativa da formanda Nathália de Mattos Santos, a solenidade de formatura em Medicina da UFS, virou um protesto unanime contra a destruição da escola pública. O registro foi feito pelo blog de Antonio Samarone. Comum nos cursos da área de humanas, p

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Publicada em 21/05/2019 às 08:02:00

 

Durante a abertura do Encontro Nacio
nal dos Secretários Estaduais do Movi
mento Popular Socialista (MPS), na última sexta-feira, o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, disse que não deve haver hesitação diante do quadro político atual de radicalização por parte do presidente da República Jair Bolsonaro. No encontro, realizado no Núcleo Bandeirante, no Distrito Federal, o PSB definiu pela reaproximação com partidos mais à esquerda, inclusive o PT.
"Diante de certo quadro político a gente não pode titubear, não pode ter meio-termo, ou você está de um lado ou de outro. Bolsonaro fez questão de ideologizar e de radicalizar na campanha e agora no governo", afirmou Siqueira. "Devemos ter muita firmeza neste momento", sustentou.
Segundo Siqueira, o presidente fez aflorar na sociedade brasileira os "instintos mais primitivos, o ódio, o preconceito, tudo de ruim abafado pelo avanço civilizatório do processo democrático de 34 anos ele fez aflorar".
O presidente do PSB voltou a defender voto contrário à reforma da Previdência, considerada por ele a destruição de uma das principais conquistas sociais instituídas pela Constituição de 1988, quando se criou a Seguridade Social, formada pela Saúde, Assistência e Previdência.
"Hoje quando você olha o orçamento da União, para investimento já não tem recursos, o país parou de investir. Para manutenção o orçamento foi reduzido, o (orçamento) da Seguridade é o único onde ainda tem dinheiro por conta das obrigações constitucionais que impedem que seja gasto em outras áreas. Isso significa muitos bilhões de reais", afirmou.
"Pela proposta do governo, tudo isso deve ser destruído, de uma vez só, Saúde, Assistência e Previdência. É absolutamente desastrosa. Nós não podemos colocar as digitais do PSB na destruição da Seguridade Social", reafirmou.
Carlos Siqueira disse que as críticas do partido à proposta de reforma da Previdência do governo Bolsonaro estão expressas na campanha "Essa Reforma da Previdência Não", lançada na semana passada pelas redes sociais.
Aos secretários do MPS, Siqueira falou ainda sobre a importância do trabalho de formação de líderes partidários e da organização do MPS em cada município do país para a defesa das bandeiras históricas do partido.
"Estamos vivendo o maior retrocesso já observado desde a Proclamação da República e, no entanto, não podemos desanimar. Nós sabemos que a histórica é assim, a história tem avanços duradouros, mas também retrocessos monumentais. E depois ela roda e a gente volta novamente ao progresso, que é o destino da humanidade", afirmou.
O presidente também analisou períodos históricos do país, destacando, por exemplo, o papel desempenhado pelo ex-presidente Getúlio Vargas e suas realizações que representaram avanços econômicos e sociais decisivos para o futuro do Brasil.
"Nós somos a nossa história, do ponto de vista pessoal, cada um hoje é o resultado do que fez em sua vida, e será o que fará até o fim dela, e como povo, somos a história que construímos, através das nossas lideranças", disse, citando frase do escritor argentino Jorge Luís Borges.
Siqueira disse que a direita, como neste momento, "sempre promete mudanças pra trás" e que, ao contrário, a esquerda persegue ao longo da história um avanço civilizatório, combatendo o atraso.
"Apesar de todos os equívocos, a história da esquerda foi sempre no sentido do progresso e da humanidade, é o fim da escravidão, o fim do preconceito, a participação das mulheres, o crescimento econômico com justiça social, o respeito ao trabalho, o equilíbrio entre capital e trabalho", resumiu. (Com o PSB)

Durante a abertura do Encontro Nacio nal dos Secretários Estaduais do Movi mento Popular Socialista (MPS), na última sexta-feira, o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, disse que não deve haver hesitação diante do quadro político atual de radicalização por parte do presidente da República Jair Bolsonaro. No encontro, realizado no Núcleo Bandeirante, no Distrito Federal, o PSB definiu pela reaproximação com partidos mais à esquerda, inclusive o PT.
"Diante de certo quadro político a gente não pode titubear, não pode ter meio-termo, ou você está de um lado ou de outro. Bolsonaro fez questão de ideologizar e de radicalizar na campanha e agora no governo", afirmou Siqueira. "Devemos ter muita firmeza neste momento", sustentou.
Segundo Siqueira, o presidente fez aflorar na sociedade brasileira os "instintos mais primitivos, o ódio, o preconceito, tudo de ruim abafado pelo avanço civilizatório do processo democrático de 34 anos ele fez aflorar".
O presidente do PSB voltou a defender voto contrário à reforma da Previdência, considerada por ele a destruição de uma das principais conquistas sociais instituídas pela Constituição de 1988, quando se criou a Seguridade Social, formada pela Saúde, Assistência e Previdência.
"Hoje quando você olha o orçamento da União, para investimento já não tem recursos, o país parou de investir. Para manutenção o orçamento foi reduzido, o (orçamento) da Seguridade é o único onde ainda tem dinheiro por conta das obrigações constitucionais que impedem que seja gasto em outras áreas. Isso significa muitos bilhões de reais", afirmou.
"Pela proposta do governo, tudo isso deve ser destruído, de uma vez só, Saúde, Assistência e Previdência. É absolutamente desastrosa. Nós não podemos colocar as digitais do PSB na destruição da Seguridade Social", reafirmou.
Carlos Siqueira disse que as críticas do partido à proposta de reforma da Previdência do governo Bolsonaro estão expressas na campanha "Essa Reforma da Previdência Não", lançada na semana passada pelas redes sociais.
Aos secretários do MPS, Siqueira falou ainda sobre a importância do trabalho de formação de líderes partidários e da organização do MPS em cada município do país para a defesa das bandeiras históricas do partido.
"Estamos vivendo o maior retrocesso já observado desde a Proclamação da República e, no entanto, não podemos desanimar. Nós sabemos que a histórica é assim, a história tem avanços duradouros, mas também retrocessos monumentais. E depois ela roda e a gente volta novamente ao progresso, que é o destino da humanidade", afirmou.
O presidente também analisou períodos históricos do país, destacando, por exemplo, o papel desempenhado pelo ex-presidente Getúlio Vargas e suas realizações que representaram avanços econômicos e sociais decisivos para o futuro do Brasil.
"Nós somos a nossa história, do ponto de vista pessoal, cada um hoje é o resultado do que fez em sua vida, e será o que fará até o fim dela, e como povo, somos a história que construímos, através das nossas lideranças", disse, citando frase do escritor argentino Jorge Luís Borges.
Siqueira disse que a direita, como neste momento, "sempre promete mudanças pra trás" e que, ao contrário, a esquerda persegue ao longo da história um avanço civilizatório, combatendo o atraso.
"Apesar de todos os equívocos, a história da esquerda foi sempre no sentido do progresso e da humanidade, é o fim da escravidão, o fim do preconceito, a participação das mulheres, o crescimento econômico com justiça social, o respeito ao trabalho, o equilíbrio entre capital e trabalho", resumiu. (Com o PSB)

Conversa

Em Sergipe, o presidente estadual do PSB, ex-deputado Valadares Filho vem conversando com o vice-presidente nacional do PT, Márcio Macêdo, que pretende disputar a Prefeitura de Aracaju. Aliados históricos, PT e PSB se afastaram em 2016, quando o PT apoiou a eleição do prefeito Edvaldo Nogueira. Valadares Filho foi candidato a prefeito e, em 2018, também candidato a governador, perdendo as duas eleições.

Candidato

A expectativa é de que em 2020, o PSB volte a apresentar candidato a prefeito de Aracaju, podendo ser o próprio Valadares Filho. A derrota passada enfraqueceu muito o partido que numa mesma eleição perdeu o deputado e o senador.  Valadares pai estava no Senado desde 2003, quando começou a aliança histórica com o PT.

Disputa

O prefeito Edvaldo Nogueira continua afastando de cargos todas as pessoas indicadas pela ex-vice-prefeita Eliane Aquino, atual vice-governadora do Estado. Eliane pode ser o nome do PT na disputa pela Prefeitura de Aracaju, quando Edvaldo pretende disputar a reeleição.

Com Déda

Edvaldo chegou a PMA em 2001 como vice-prefeito de Marcelo Déda. Foi reeleito com Deda em 2004 e se transformou em prefeito titular em março de 2006, quando Déda renunciou para disputar e vencer João Alves. Edvaldo foi reeleito em 2008 e voltou a vencer em 2016. Eliane Aquino é a viúva e herdeira política de Déda.

Propaganda

O deputado Marcelo Freixo (PSOL-RJ) apresentou nesta segunda-feira a relação entre quanto as emissoras de TV que apoiam o governo de Jair Bolsonaro receberam de publicidade do governo e quanto tempo dedicaram a mostrar as denúncias de corrupção contra o senador Flávio Bolsonaro, investigadas pelo Ministério Público do Rio de Janeiro. "Record ganhou R$ 10,3 milhões (+659%) e reservou 1m23s. SBT, R$ 7,3 milhões (+551%) e dedicou 1m15s. Globo, R$ 7 milhões (+19%) e deu 5m41s", escreveu Freixo pelo Twitter.

Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta segunda-feira que o Brasil é um país que tem tudo para dar certo, mas que o problema é a sua classe política. "O Brasil é um país maravilhoso, que tem tudo para dar certo. Mas o grande problema é a nossa classe política", disse Bolsonaro, pedindo apoio do governador e do prefeito do Rio, Wilson Witzel (PSC) e Marcelo Crivell (PRB). "Nós temos que mudar isso", completou. As declarações vem no momento em que apoiadores tentam insuflar atos em apoio ao governo e contra o Congresso, marcados para o próximo domingo (26), pedindo a aprovação de decretos do governo, como a da reestruturação do Executivo, e da reforma da Previdência.

Pressão

Na Firjan, Bolsonaro disse que "cada vez que eu toco o dedo numa ferida, um exército de pessoas influentes vira contra mim". Ele convocou os presentes a pressionar seus parlamentares a votar propostas to governo. "Nós temos uma oportunidade ímpar de mudar o Brasil. Mas não vou ser eu sozinho - apesar de meu nome ser Messias- que vou conseguir", disse.

Crise

O presidente Jair Bolsonaro, que já abriu frentes de crise com o Legislativo e o Judiciário, além de categorias como os funcionários públicos e estudantes, agora assestou as baterias contra o Ministério Público que, segundo ele, "se mete em tudo. Algumas vezes com razão, outras não. E inviabiliza aquela obra", afirmou em referência à construção de uma linha de transmissão de energia entre Manaus (AM) e Boa Vista (RR), o chamado Linhão de Tucuruí.

Bastidores

Em seu blog, o ex-senador Valadares dá detalhes de como foram as negociações com o então governador Augusto Franco, para transformar João Alves Filho como o candidato a governador do grupo em 1982. Valadares é parte afetada, já era citado sempre como o preferido e acabou sendo indicado candidato a vice-governador. Foi o primeiro grande acórdão na política sergipana, que só funcionou durante a eleição. Em 1986, João e Jackson Barreto bancaram a candidatura de Valadares, que acabou derrotando os Franco, que apoiavam José Carlos Teixeira.

Livro

O diretor de articulação e inovação do Instituto Ayrton Senna e conselheiro do Grupo Tiradentes, professor Mozart Neves Ramos, lançará livro em Aracaju neste dia 23, às 19h, no auditório da reitoria do Campus Unit Farolândia. No fim de 2018, Mozart foi cotado para ser Ministro da Educação do governo federal. O título do livro é "Sem Educação não haverá futuro - uma radiografia das lições, experiências e demandas deste início de século 21".

Fiscalização

O Fórum Permanente de Combate à Corrupção de Sergipe (Focco/SE) vai iniciar um trabalho de mapeamento dos riscos de gestão no âmbito dos municípios sergipanos com a finalidade de orientar os gestores e subsidiar a atuação dos órgãos de controle. Esta deliberação ocorreu, na sexta-feira, durante reunião do fórum, no Tribunal de Contas do Estado de Sergipe (TCE/SE).

Grupo

Na ocasião, ficou definida a constituição de um grupo de trabalho composto por representantes da Controladoria-Geral da União (CGU), Tribunal de Contas da União (TCU), Ministério Público Federal (MPF) e Ministério Público de Contas de Sergipe (MPC/SE) para definição de critérios de avaliação e do cronograma de execução do monitoramento. Na próxima reunião do Focco/SE, que acontecerá no dia 16 de junho, haverá a discussão e aprovação dos critérios de avaliação, do cronograma de execução e dos responsáveis pela atividade de mapeamento. 

Dom Brandão

"Uma vida dedicada aos trabalhadores, às lutas sociais, ao homem do campo e em favor da reforma agrária, dos camponeses de Santana dos Frades, do Baixo São Francisco". A afirmação foi feita na tarde desta segunda-feira, pelo ex-governador Jackson Barreto (MDB), ao participar da Sessão Especial proposta pelo deputado Iran Barbosa (PT), no plenário da Assembleia Legislativa de Sergipe. A sessão prestou uma homenagem póstuma ao bispo Dom José Brandão de Castro pelos 100 anos de nascimento.

Lutas

Segundo Jackson Barreto, Dom José Brandão de Castro participou da luta contra a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf). "Isso na época da ditadura, quando a Codevasf desapropriou e tirou o povo pobre de suas terras. Dom José Brandão também lutou em favor dos índios xocós na ilha de São Pedro, enfim, foi importante na luta do sertão sergipano. A diocese de Propriá tem uma história antes e depois de Dom Brandão", ressalta.

Consciência

Ele acrescentou que hoje é na diocese aonde as discussões sociais são mais aprofundadas. "O nível de consciência política daquela população chegou a um estágio que não tem mais retorno: a luta pela melhoria da qualidade de vida, a luta pela reforma agrária, a conquista da terra; do Instituto Federal, da Universidade Federal de Sergipe. Dom Brandão espalhou essas boas novas que o mestre Jesus ensinou: lutar, trabalhar e ter um objetivo comum em favor dos mais pobres e dos trabalhadores", enfatiza lembrando que muitas vezes dormiu embaixo de uma mangueira ao lado de Dom Brandão de Castro e que a diocese de Propriá e Sergipe não vão esquecer nunca do bispo. (Com Gilvan Manoel)