Apesar da crise

Opinião


 

Não é à toa que o serviço público 
é tido por reduto de privilégios 
para a maioria dos brasileiros. Embora a situação fiscal de estados e municípios tenha colocado a impressão à prova, mediante o parcelamento e atraso de salários, a verdade é que, em geral, o funcionalismo de fato goza de situação econômica favorável, em comparação com os trabalhadores da iniciativa privada.
A disparidade de vencimentos percebidos entre servidores públicos e trabalhadores da iniciativa privada vem resistindo e até se acentuando ao longo dos últimos anos, apesar da crise. 
De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, desde que o Brasil entrou oficialmente em recessão, no segundo trimestre de 2014, o rendimento médio do setor privado ficou estagnado, enquanto o do setor público teve ganho real de 10%.
No primeiro trimestre de 2019, o rendimento médio dos empregados no setor público chegou a R$ 3.706, enquanto trabalhadores do setor privado ganharam, em média, R$ 1.960. É a maior diferença desde o início da série da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua, em 2012.
No fim das contas, a austeridade proclamada pelos gestores da administração pública nunca chega a produzir algum reflexo perceptível na folha de pagamento custeada pelo erário. Há que se tomar cuidado, entretanto, para separar o joio do trigo. Se os servidores na linha de frente, em contato direto com a população, fazem por merecer cada centavo do próprio salário, o mesmo não pode ser dito, por exemplo, de alguns ocupantes de cargos eletivos, quase sempre auxiliados por um verdadeiro séquito de bem pagos servidores comissionados.

Não é à toa que o serviço público  é tido por reduto de privilégios  para a maioria dos brasileiros. Embora a situação fiscal de estados e municípios tenha colocado a impressão à prova, mediante o parcelamento e atraso de salários, a verdade é que, em geral, o funcionalismo de fato goza de situação econômica favorável, em comparação com os trabalhadores da iniciativa privada.
A disparidade de vencimentos percebidos entre servidores públicos e trabalhadores da iniciativa privada vem resistindo e até se acentuando ao longo dos últimos anos, apesar da crise. 
De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, desde que o Brasil entrou oficialmente em recessão, no segundo trimestre de 2014, o rendimento médio do setor privado ficou estagnado, enquanto o do setor público teve ganho real de 10%.
No primeiro trimestre de 2019, o rendimento médio dos empregados no setor público chegou a R$ 3.706, enquanto trabalhadores do setor privado ganharam, em média, R$ 1.960. É a maior diferença desde o início da série da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua, em 2012.
No fim das contas, a austeridade proclamada pelos gestores da administração pública nunca chega a produzir algum reflexo perceptível na folha de pagamento custeada pelo erário. Há que se tomar cuidado, entretanto, para separar o joio do trigo. Se os servidores na linha de frente, em contato direto com a população, fazem por merecer cada centavo do próprio salário, o mesmo não pode ser dito, por exemplo, de alguns ocupantes de cargos eletivos, quase sempre auxiliados por um verdadeiro séquito de bem pagos servidores comissionados.

 


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