Reitor diz que país acordou para a defesa da universidade pública

Política


  • O reitor Ângelo Roberto Antoniolli discursa no plenário da Assembleia Legislativa

  • Reitor da UFS, Ângelo Antoniolli, apresentou números na Alese

 

"O país todo está acordando e isso é bom. Foi o que percebemos no movimento de quarta-feira (15) em todo o país: a defesa incondicional da universidade pública como patrimônio do povo brasileiro". A afirmação foi feita na manhã desta quinta-feira, na Assembleia Legislativa de Sergipe, pelo reitor da Universidade Federal de Sergipe, Ângelo Roberto Antoniolli, ao se referir ao corte de 30 milhões de reais por parte do Governo Federal para a UFS. Ele lembrou que a UFS é a única universidade pública do estado e que deve ser defendida por todos os sergipanos.
"A UFS não é patrimônio do reitor, dos professores. Ali nós formamos mestres, doutores, professores. Nos últimos 20 anos nós formamos mais de 13 mil professores e isso é um número muito significativo. Nós não estamos competindo com ninguém. Estamos entregando para a sociedade, o que ela clama e precisa para o seu desenvolvimento social, desenvolvimento humano. Tudo isso é fundamental para constituir uma sociedade equilibrada. É uma relevância", diz ressaltando que nos últimos anos, mais de 2 mil médicos e mais de 2 mil advogados foram formados na instituição.
Custeio - Lembrando que o contingenciamento está concentrado pelo próprio decreto do Governo Federal dentro do funcionamento da UFS e a matriz de recursos vem em rubricas carimbadas, o reitor informou que o custeio da Universidade Federal de Sergipe tem um valor significativo.
"Hoje o custeio é de R$ 100 milhões/ano para fazer a universidade funcionar pagando os terceirizados, ou seja, os cargos extintos (vigilantes, motoristas, pessoal da limpeza). O Governo Federal no passado extinguiu esses cargos e passou recursos para que as universidades possam contratar empresas para o funcionamento das instituições e é em cima desses recursos que haverá o contingenciamento. No meio dos contratos eu tenho uma redução  abrupta de 30 milhões de reais e isso inviabiliza os contratos da UFS para essas funções. Eu não posso dispensar os vigilantes e dispensar os 30 mil alunos, 1.500 professores e 1.400 servidores técnicos-administrativos", alerta.
Descuido? - Indagado sobre as declarações do ministro da Casa-Civil, Onyx Lorenzoni, que considerou notas baixas nos cursos da UFS, Antoniolli foi enfático:
"Eu não sei qual o entendimento do ministro. Eu uso a base de dados do MEC (Ministério da Educação); é lá no MEC que eu falo que nós temos 48 programas de mestrado, 19 programas de doutorado, dos quais 15 obtiveram nota 4 e notas 5; é lá que eu pego os dados que eu tenho. Eu não sei de onde o ministro tirou esses dados, talvez ele não usou essa base de dados adequadamente, ou talvez houve um descuido qualquer. Eu uso a base de dados do Governo para expressar qualquer indicador", garante.
14ª posição - De acordo com o reitor, quando diz que 90% da pesquisa é gerada  no Brasil, não está inventando. "São dados do Governo que colocam o Brasil na 14ª potência mundial quanto a produção de conhecimento. Isso não sou eu que estou inventando, não é o meu sonho. É com essa base de dados que eu tenho que expressar o que a UFS é responsável. Nós representamos um pouco mais de 5% das matrículas do ensino superior no país; quase 10% é feito pelo ensino privado", informa.
Reafirmando o papel social da instituição pública federal, o reitor disse que a universidade não forma apenas para Sergipe, mas para fora. "Não existe um país desenvolvido nesse mundo que aporte recursos e não invista na educação, na pesquisa, na tecnologia e na inovação. Todos os países desenvolvidos têm essa vertente muito clara. E se nós pensamos em ser um país desenvolvido, não podemos fugir e nem negligenciar esse segmento. Não é tirar o dinheiro daqui e colocar lá que nós vamos resolver o problema do país. É constituir uma política clara de desenvolvimento, que vem pela ciência, vem pela educação como um todo. O arranjo produtivo da educação tem que ser pensado do ensino fundamental ao ensino superior. Tem que ser pensado pelo estado na importância que tem a pesquisa e a pós-graduação do nosso país", acredita.
Inclusão - O reitor da UFS acrescentou que a defesa que faz da universidade pública é a defesa de um patrimônio imaterial. "Nós não visamos lucro, visamos políticas públicas de desenvolvimento da nossa região, focadas para o povo sergipano. É assim que nós pensamos, esse é o nosso dia a dia, essa é a nossa missão na UFS, fazer da universidade uma alavanca para o desenvolvimento do nosso estado, seja econômico, social e humano", afirma destacando que atualmente existe na UFS, um espaço de inclusão significativo.
"Quase 70% dos nossos alunos são oriundos das escolas públicas e nós sabemos que a opção pela escola pública não é ideológica, é condição sócio-econômica. Hoje nós podemos entrar numa sala de aula de medicina e verificar que pelo menos 50% dos nossos alunos são oriúndos da escola pública. Nas turmas de Direito é a mesma coisa. O curso de Direito da UFS tirou o segundo lugar nacional na aprovação da OAB. É um fato significativo", comemora enfatizando que as cotas não prejudicaram a instituição; agregaram um valor social muito relevante porque é o papel da universidade pública.

"O país todo está acordando e isso é bom. Foi o que percebemos no movimento de quarta-feira (15) em todo o país: a defesa incondicional da universidade pública como patrimônio do povo brasileiro". A afirmação foi feita na manhã desta quinta-feira, na Assembleia Legislativa de Sergipe, pelo reitor da Universidade Federal de Sergipe, Ângelo Roberto Antoniolli, ao se referir ao corte de 30 milhões de reais por parte do Governo Federal para a UFS. Ele lembrou que a UFS é a única universidade pública do estado e que deve ser defendida por todos os sergipanos.
"A UFS não é patrimônio do reitor, dos professores. Ali nós formamos mestres, doutores, professores. Nos últimos 20 anos nós formamos mais de 13 mil professores e isso é um número muito significativo. Nós não estamos competindo com ninguém. Estamos entregando para a sociedade, o que ela clama e precisa para o seu desenvolvimento social, desenvolvimento humano. Tudo isso é fundamental para constituir uma sociedade equilibrada. É uma relevância", diz ressaltando que nos últimos anos, mais de 2 mil médicos e mais de 2 mil advogados foram formados na instituição.

Custeio - Lembrando que o contingenciamento está concentrado pelo próprio decreto do Governo Federal dentro do funcionamento da UFS e a matriz de recursos vem em rubricas carimbadas, o reitor informou que o custeio da Universidade Federal de Sergipe tem um valor significativo.
"Hoje o custeio é de R$ 100 milhões/ano para fazer a universidade funcionar pagando os terceirizados, ou seja, os cargos extintos (vigilantes, motoristas, pessoal da limpeza). O Governo Federal no passado extinguiu esses cargos e passou recursos para que as universidades possam contratar empresas para o funcionamento das instituições e é em cima desses recursos que haverá o contingenciamento. No meio dos contratos eu tenho uma redução  abrupta de 30 milhões de reais e isso inviabiliza os contratos da UFS para essas funções. Eu não posso dispensar os vigilantes e dispensar os 30 mil alunos, 1.500 professores e 1.400 servidores técnicos-administrativos", alerta.

Descuido? - Indagado sobre as declarações do ministro da Casa-Civil, Onyx Lorenzoni, que considerou notas baixas nos cursos da UFS, Antoniolli foi enfático:
"Eu não sei qual o entendimento do ministro. Eu uso a base de dados do MEC (Ministério da Educação); é lá no MEC que eu falo que nós temos 48 programas de mestrado, 19 programas de doutorado, dos quais 15 obtiveram nota 4 e notas 5; é lá que eu pego os dados que eu tenho. Eu não sei de onde o ministro tirou esses dados, talvez ele não usou essa base de dados adequadamente, ou talvez houve um descuido qualquer. Eu uso a base de dados do Governo para expressar qualquer indicador", garante.

14ª posição - De acordo com o reitor, quando diz que 90% da pesquisa é gerada  no Brasil, não está inventando. "São dados do Governo que colocam o Brasil na 14ª potência mundial quanto a produção de conhecimento. Isso não sou eu que estou inventando, não é o meu sonho. É com essa base de dados que eu tenho que expressar o que a UFS é responsável. Nós representamos um pouco mais de 5% das matrículas do ensino superior no país; quase 10% é feito pelo ensino privado", informa.
Reafirmando o papel social da instituição pública federal, o reitor disse que a universidade não forma apenas para Sergipe, mas para fora. "Não existe um país desenvolvido nesse mundo que aporte recursos e não invista na educação, na pesquisa, na tecnologia e na inovação. Todos os países desenvolvidos têm essa vertente muito clara. E se nós pensamos em ser um país desenvolvido, não podemos fugir e nem negligenciar esse segmento. Não é tirar o dinheiro daqui e colocar lá que nós vamos resolver o problema do país. É constituir uma política clara de desenvolvimento, que vem pela ciência, vem pela educação como um todo. O arranjo produtivo da educação tem que ser pensado do ensino fundamental ao ensino superior. Tem que ser pensado pelo estado na importância que tem a pesquisa e a pós-graduação do nosso país", acredita.

Inclusão - O reitor da UFS acrescentou que a defesa que faz da universidade pública é a defesa de um patrimônio imaterial. "Nós não visamos lucro, visamos políticas públicas de desenvolvimento da nossa região, focadas para o povo sergipano. É assim que nós pensamos, esse é o nosso dia a dia, essa é a nossa missão na UFS, fazer da universidade uma alavanca para o desenvolvimento do nosso estado, seja econômico, social e humano", afirma destacando que atualmente existe na UFS, um espaço de inclusão significativo.
"Quase 70% dos nossos alunos são oriundos das escolas públicas e nós sabemos que a opção pela escola pública não é ideológica, é condição sócio-econômica. Hoje nós podemos entrar numa sala de aula de medicina e verificar que pelo menos 50% dos nossos alunos são oriúndos da escola pública. Nas turmas de Direito é a mesma coisa. O curso de Direito da UFS tirou o segundo lugar nacional na aprovação da OAB. É um fato significativo", comemora enfatizando que as cotas não prejudicaram a instituição; agregaram um valor social muito relevante porque é o papel da universidade pública.

 


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