Reitor diz que país acordou para a defesa da universidade pública

Compartilhar:
Imprimir Aumentar Texto Diminuir Texto
O reitor Ângelo Roberto Antoniolli discursa no plenário da Assembleia Legislativa
O reitor Ângelo Roberto Antoniolli discursa no plenário da Assembleia Legislativa

Reitor da UFS, Ângelo Antoniolli, apresentou números na Alese
Reitor da UFS, Ângelo Antoniolli, apresentou números na Alese

Clique nas imagens para ampliar

Publicada em 16/05/2019 às 23:22:00

 

"O país todo está acordando e isso é bom. Foi o que percebemos no movimento de quarta-feira (15) em todo o país: a defesa incondicional da universidade pública como patrimônio do povo brasileiro". A afirmação foi feita na manhã desta quinta-feira, na Assembleia Legislativa de Sergipe, pelo reitor da Universidade Federal de Sergipe, Ângelo Roberto Antoniolli, ao se referir ao corte de 30 milhões de reais por parte do Governo Federal para a UFS. Ele lembrou que a UFS é a única universidade pública do estado e que deve ser defendida por todos os sergipanos.
"A UFS não é patrimônio do reitor, dos professores. Ali nós formamos mestres, doutores, professores. Nos últimos 20 anos nós formamos mais de 13 mil professores e isso é um número muito significativo. Nós não estamos competindo com ninguém. Estamos entregando para a sociedade, o que ela clama e precisa para o seu desenvolvimento social, desenvolvimento humano. Tudo isso é fundamental para constituir uma sociedade equilibrada. É uma relevância", diz ressaltando que nos últimos anos, mais de 2 mil médicos e mais de 2 mil advogados foram formados na instituição.
Custeio - Lembrando que o contingenciamento está concentrado pelo próprio decreto do Governo Federal dentro do funcionamento da UFS e a matriz de recursos vem em rubricas carimbadas, o reitor informou que o custeio da Universidade Federal de Sergipe tem um valor significativo.
"Hoje o custeio é de R$ 100 milhões/ano para fazer a universidade funcionar pagando os terceirizados, ou seja, os cargos extintos (vigilantes, motoristas, pessoal da limpeza). O Governo Federal no passado extinguiu esses cargos e passou recursos para que as universidades possam contratar empresas para o funcionamento das instituições e é em cima desses recursos que haverá o contingenciamento. No meio dos contratos eu tenho uma redução  abrupta de 30 milhões de reais e isso inviabiliza os contratos da UFS para essas funções. Eu não posso dispensar os vigilantes e dispensar os 30 mil alunos, 1.500 professores e 1.400 servidores técnicos-administrativos", alerta.
Descuido? - Indagado sobre as declarações do ministro da Casa-Civil, Onyx Lorenzoni, que considerou notas baixas nos cursos da UFS, Antoniolli foi enfático:
"Eu não sei qual o entendimento do ministro. Eu uso a base de dados do MEC (Ministério da Educação); é lá no MEC que eu falo que nós temos 48 programas de mestrado, 19 programas de doutorado, dos quais 15 obtiveram nota 4 e notas 5; é lá que eu pego os dados que eu tenho. Eu não sei de onde o ministro tirou esses dados, talvez ele não usou essa base de dados adequadamente, ou talvez houve um descuido qualquer. Eu uso a base de dados do Governo para expressar qualquer indicador", garante.
14ª posição - De acordo com o reitor, quando diz que 90% da pesquisa é gerada  no Brasil, não está inventando. "São dados do Governo que colocam o Brasil na 14ª potência mundial quanto a produção de conhecimento. Isso não sou eu que estou inventando, não é o meu sonho. É com essa base de dados que eu tenho que expressar o que a UFS é responsável. Nós representamos um pouco mais de 5% das matrículas do ensino superior no país; quase 10% é feito pelo ensino privado", informa.
Reafirmando o papel social da instituição pública federal, o reitor disse que a universidade não forma apenas para Sergipe, mas para fora. "Não existe um país desenvolvido nesse mundo que aporte recursos e não invista na educação, na pesquisa, na tecnologia e na inovação. Todos os países desenvolvidos têm essa vertente muito clara. E se nós pensamos em ser um país desenvolvido, não podemos fugir e nem negligenciar esse segmento. Não é tirar o dinheiro daqui e colocar lá que nós vamos resolver o problema do país. É constituir uma política clara de desenvolvimento, que vem pela ciência, vem pela educação como um todo. O arranjo produtivo da educação tem que ser pensado do ensino fundamental ao ensino superior. Tem que ser pensado pelo estado na importância que tem a pesquisa e a pós-graduação do nosso país", acredita.
Inclusão - O reitor da UFS acrescentou que a defesa que faz da universidade pública é a defesa de um patrimônio imaterial. "Nós não visamos lucro, visamos políticas públicas de desenvolvimento da nossa região, focadas para o povo sergipano. É assim que nós pensamos, esse é o nosso dia a dia, essa é a nossa missão na UFS, fazer da universidade uma alavanca para o desenvolvimento do nosso estado, seja econômico, social e humano", afirma destacando que atualmente existe na UFS, um espaço de inclusão significativo.
"Quase 70% dos nossos alunos são oriundos das escolas públicas e nós sabemos que a opção pela escola pública não é ideológica, é condição sócio-econômica. Hoje nós podemos entrar numa sala de aula de medicina e verificar que pelo menos 50% dos nossos alunos são oriúndos da escola pública. Nas turmas de Direito é a mesma coisa. O curso de Direito da UFS tirou o segundo lugar nacional na aprovação da OAB. É um fato significativo", comemora enfatizando que as cotas não prejudicaram a instituição; agregaram um valor social muito relevante porque é o papel da universidade pública.

"O país todo está acordando e isso é bom. Foi o que percebemos no movimento de quarta-feira (15) em todo o país: a defesa incondicional da universidade pública como patrimônio do povo brasileiro". A afirmação foi feita na manhã desta quinta-feira, na Assembleia Legislativa de Sergipe, pelo reitor da Universidade Federal de Sergipe, Ângelo Roberto Antoniolli, ao se referir ao corte de 30 milhões de reais por parte do Governo Federal para a UFS. Ele lembrou que a UFS é a única universidade pública do estado e que deve ser defendida por todos os sergipanos.
"A UFS não é patrimônio do reitor, dos professores. Ali nós formamos mestres, doutores, professores. Nos últimos 20 anos nós formamos mais de 13 mil professores e isso é um número muito significativo. Nós não estamos competindo com ninguém. Estamos entregando para a sociedade, o que ela clama e precisa para o seu desenvolvimento social, desenvolvimento humano. Tudo isso é fundamental para constituir uma sociedade equilibrada. É uma relevância", diz ressaltando que nos últimos anos, mais de 2 mil médicos e mais de 2 mil advogados foram formados na instituição.

Custeio - Lembrando que o contingenciamento está concentrado pelo próprio decreto do Governo Federal dentro do funcionamento da UFS e a matriz de recursos vem em rubricas carimbadas, o reitor informou que o custeio da Universidade Federal de Sergipe tem um valor significativo.
"Hoje o custeio é de R$ 100 milhões/ano para fazer a universidade funcionar pagando os terceirizados, ou seja, os cargos extintos (vigilantes, motoristas, pessoal da limpeza). O Governo Federal no passado extinguiu esses cargos e passou recursos para que as universidades possam contratar empresas para o funcionamento das instituições e é em cima desses recursos que haverá o contingenciamento. No meio dos contratos eu tenho uma redução  abrupta de 30 milhões de reais e isso inviabiliza os contratos da UFS para essas funções. Eu não posso dispensar os vigilantes e dispensar os 30 mil alunos, 1.500 professores e 1.400 servidores técnicos-administrativos", alerta.

Descuido? - Indagado sobre as declarações do ministro da Casa-Civil, Onyx Lorenzoni, que considerou notas baixas nos cursos da UFS, Antoniolli foi enfático:
"Eu não sei qual o entendimento do ministro. Eu uso a base de dados do MEC (Ministério da Educação); é lá no MEC que eu falo que nós temos 48 programas de mestrado, 19 programas de doutorado, dos quais 15 obtiveram nota 4 e notas 5; é lá que eu pego os dados que eu tenho. Eu não sei de onde o ministro tirou esses dados, talvez ele não usou essa base de dados adequadamente, ou talvez houve um descuido qualquer. Eu uso a base de dados do Governo para expressar qualquer indicador", garante.

14ª posição - De acordo com o reitor, quando diz que 90% da pesquisa é gerada  no Brasil, não está inventando. "São dados do Governo que colocam o Brasil na 14ª potência mundial quanto a produção de conhecimento. Isso não sou eu que estou inventando, não é o meu sonho. É com essa base de dados que eu tenho que expressar o que a UFS é responsável. Nós representamos um pouco mais de 5% das matrículas do ensino superior no país; quase 10% é feito pelo ensino privado", informa.
Reafirmando o papel social da instituição pública federal, o reitor disse que a universidade não forma apenas para Sergipe, mas para fora. "Não existe um país desenvolvido nesse mundo que aporte recursos e não invista na educação, na pesquisa, na tecnologia e na inovação. Todos os países desenvolvidos têm essa vertente muito clara. E se nós pensamos em ser um país desenvolvido, não podemos fugir e nem negligenciar esse segmento. Não é tirar o dinheiro daqui e colocar lá que nós vamos resolver o problema do país. É constituir uma política clara de desenvolvimento, que vem pela ciência, vem pela educação como um todo. O arranjo produtivo da educação tem que ser pensado do ensino fundamental ao ensino superior. Tem que ser pensado pelo estado na importância que tem a pesquisa e a pós-graduação do nosso país", acredita.

Inclusão - O reitor da UFS acrescentou que a defesa que faz da universidade pública é a defesa de um patrimônio imaterial. "Nós não visamos lucro, visamos políticas públicas de desenvolvimento da nossa região, focadas para o povo sergipano. É assim que nós pensamos, esse é o nosso dia a dia, essa é a nossa missão na UFS, fazer da universidade uma alavanca para o desenvolvimento do nosso estado, seja econômico, social e humano", afirma destacando que atualmente existe na UFS, um espaço de inclusão significativo.
"Quase 70% dos nossos alunos são oriundos das escolas públicas e nós sabemos que a opção pela escola pública não é ideológica, é condição sócio-econômica. Hoje nós podemos entrar numa sala de aula de medicina e verificar que pelo menos 50% dos nossos alunos são oriúndos da escola pública. Nas turmas de Direito é a mesma coisa. O curso de Direito da UFS tirou o segundo lugar nacional na aprovação da OAB. É um fato significativo", comemora enfatizando que as cotas não prejudicaram a instituição; agregaram um valor social muito relevante porque é o papel da universidade pública.