Protestos de estudantes e professores reúnem multidão

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EM ARACAJU E ALGUNS MUNICÍPIOS DO INTERIOR, AS AULAS FORAM SUSPENSAS E FORAM REALIZADOS GRANDES PROTESTOS
EM ARACAJU E ALGUNS MUNICÍPIOS DO INTERIOR, AS AULAS FORAM SUSPENSAS E FORAM REALIZADOS GRANDES PROTESTOS

A manifestação mobilizou milhares de pessoas nas ruas de Aracaju
A manifestação mobilizou milhares de pessoas nas ruas de Aracaju

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Publicada em 15/05/2019 às 22:54:00

 

Milton Alves Júnior
Professores e estudan-
tes de Sergipe, e de 
todos os estados brasileiros, se uniram durante todo o dia de ontem em corrente democrática multipolarizada para protestar contra o corte de investimentos em todas as áreas da educação pública. Conforme anunciado pelo Governo Federal, o Ministério da Educação (MEC) e o Ministério da Casa Civil receberam do presidente Jair Messias Bolsonaro a permissão para aplicar um corte de 7,3 bilhões de reais, sendo, somente na educação base que atinge creches e escolas de ensino infantil e fundamental, uma redução real de 680 milhões de reais. Essa medida obriga o próprio Estado a suspender manutenções e construção de escolas.
Ainda dentro do pacote de suspensão de investimentos bilionários, as universidades e institutos federais de todo o país deixaram de receber, juntas, cerca de 2,2 bilhões de reais. Paralelo à imposição administrativa nos cursos de graduação e demais atividades do ensino superior, a medida amplamente criticada por civis e parlamentares, interferirá na oferta de novas bolsas disponíveis pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) para mestrados e doutorados. Outras 5,5 mil novas bolsas de projetos de pesquisas também estão sendo suspensas pelo Governo. Mesmo pressionado, na noite da última terça-feira, 14, o Palácio do Planalto voltou a enaltecer que o corte de 30% atingirá todas as instituições de ensino federais.
Manifestação - Em Sergipe as manifestações foram coordenadas pelo Sindicato dos Trabalhadores Técnico-administrativos em Educação da UFS (Sintufs), pela Associação dos Docentes da Universidade Federal de Sergipe (Adufs), e por professores e estudantes do Instituto Federal de Sergipe (IFS). Reunidos no centro de Aracaju, os militantes educacionais da esfera federal receberam ainda o apoio de movimentos sociais, grêmios estudantis, da Central Única dos Trabalhadores (CUT), e de todos os sindicatos associados à sigla, em especial, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Sergipe (Sintese), e o Sindicato dos Profissionais do Ensino do Município de Aracaju (Sindipema). De acordo com os organizadores, ao menos 15 mil pessoas participaram da manifestação.
Educador do ensino infantil e fundamental há 23 anos, Antônio Jorge de Almeida lamentou o atual cenário vivenciado pelo país. Se auto avaliando defensor da democracia, o professor relatou ao JORNAL DO DIA a sua respectiva forma de agir dentro de sala de aula. "Não fui eleitor de Bolsonaro, mas respeito e sempre defendi a necessidade de todos nós respeitarmos o resultado das urnas. Em sala de aula ensinamos isso. A democracia foi uma vitória nossa e devemos defende-la. O que não dá para engolir é perceber que, por exemplo, enquanto a Alemanha anuncia 160 bilhões de euros em verbas para universidades e pesquisas cientificas, lamentavelmente o Brasil reduz. Total despreparo e desrespeito com o futuro", disse.
Com a proposta de fortalecer a paralisação geral da educação no país, ainda durante a madrugada dezenas de professores, servidores e estudantes da Universidade Federal de Sergipe começaram a inviabilizar o acesso à instituição central, no município de São Cristóvão, Região Metropolitana de Aracaju. Ação semelhante foi realizada no campus do Instituto Federal de Sergipe (IFS), na capital sergipana, onde todas as atividades foram suspensas nos três turnos. O conjunto de protestos possui como objetivo principal pressionar o Governo Federal para cancelar imediatamente a decisão de corte. Caso o pleito não seja atendido, a perspectiva é que outros atos unificados sejam agendados já para os próximos 30 dias.
Mesmo com Bolsonaro protagonizando o núcleo das críticas, na tarde de ontem, durante uma caminhada realizada pelas ruas e avenidas do centro de Aracaju, os manifestantes estenderam a pressão também para parlamentares que foram eleitos no ano passado para representar o Estado de Sergipe no Congresso Nacional. Para a estudante Lívia Dantas Oliveira, os deputados e senadores possuem total conhecimento das reivindicações populares e devem agir de acordo com os interesses coletivos. Atitudes contrárias - enaltecidas pela jovem de 21 anos, pode resultar em derrotas políticas não desejadas pelos representantes legais em Brasília.
 "Não estamos falando em política eleitoral, muito menos em partidos, mas é claro que, aquele deputado ou senador que não seguir a orientação popular, não tenham dúvidas que não serão esquecidos em 2020, 2022 e daí por diante. Está claro e evidente que esse corte estúpido não é aprovado por milhões de trabalhadores, estudantes e pais. Se o governo mantiver a decisão, as manifestações vão continuar e na próxima vez com a imagem estampada de Bolsonaro e dos deputados e senadores sergipanos que o apoiam", avisou. Durante todos os atos oficiais em Sergipe não houve registro de conflitos ou desordens públicas as quais gerassem depredação do patrimônio público.

Milton Alves Júnior

Professores e estudan- tes de Sergipe, e de  todos os estados brasileiros, se uniram durante todo o dia de ontem em corrente democrática multipolarizada para protestar contra o corte de investimentos em todas as áreas da educação pública. Conforme anunciado pelo Governo Federal, o Ministério da Educação (MEC) e o Ministério da Casa Civil receberam do presidente Jair Messias Bolsonaro a permissão para aplicar um corte de 7,3 bilhões de reais, sendo, somente na educação base que atinge creches e escolas de ensino infantil e fundamental, uma redução real de 680 milhões de reais. Essa medida obriga o próprio Estado a suspender manutenções e construção de escolas.
Ainda dentro do pacote de suspensão de investimentos bilionários, as universidades e institutos federais de todo o país deixaram de receber, juntas, cerca de 2,2 bilhões de reais. Paralelo à imposição administrativa nos cursos de graduação e demais atividades do ensino superior, a medida amplamente criticada por civis e parlamentares, interferirá na oferta de novas bolsas disponíveis pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) para mestrados e doutorados. Outras 5,5 mil novas bolsas de projetos de pesquisas também estão sendo suspensas pelo Governo. Mesmo pressionado, na noite da última terça-feira, 14, o Palácio do Planalto voltou a enaltecer que o corte de 30% atingirá todas as instituições de ensino federais.

Manifestação - Em Sergipe as manifestações foram coordenadas pelo Sindicato dos Trabalhadores Técnico-administrativos em Educação da UFS (Sintufs), pela Associação dos Docentes da Universidade Federal de Sergipe (Adufs), e por professores e estudantes do Instituto Federal de Sergipe (IFS). Reunidos no centro de Aracaju, os militantes educacionais da esfera federal receberam ainda o apoio de movimentos sociais, grêmios estudantis, da Central Única dos Trabalhadores (CUT), e de todos os sindicatos associados à sigla, em especial, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Sergipe (Sintese), e o Sindicato dos Profissionais do Ensino do Município de Aracaju (Sindipema). De acordo com os organizadores, ao menos 15 mil pessoas participaram da manifestação.
Educador do ensino infantil e fundamental há 23 anos, Antônio Jorge de Almeida lamentou o atual cenário vivenciado pelo país. Se auto avaliando defensor da democracia, o professor relatou ao JORNAL DO DIA a sua respectiva forma de agir dentro de sala de aula. "Não fui eleitor de Bolsonaro, mas respeito e sempre defendi a necessidade de todos nós respeitarmos o resultado das urnas. Em sala de aula ensinamos isso. A democracia foi uma vitória nossa e devemos defende-la. O que não dá para engolir é perceber que, por exemplo, enquanto a Alemanha anuncia 160 bilhões de euros em verbas para universidades e pesquisas cientificas, lamentavelmente o Brasil reduz. Total despreparo e desrespeito com o futuro", disse.
Com a proposta de fortalecer a paralisação geral da educação no país, ainda durante a madrugada dezenas de professores, servidores e estudantes da Universidade Federal de Sergipe começaram a inviabilizar o acesso à instituição central, no município de São Cristóvão, Região Metropolitana de Aracaju. Ação semelhante foi realizada no campus do Instituto Federal de Sergipe (IFS), na capital sergipana, onde todas as atividades foram suspensas nos três turnos. O conjunto de protestos possui como objetivo principal pressionar o Governo Federal para cancelar imediatamente a decisão de corte. Caso o pleito não seja atendido, a perspectiva é que outros atos unificados sejam agendados já para os próximos 30 dias.
Mesmo com Bolsonaro protagonizando o núcleo das críticas, na tarde de ontem, durante uma caminhada realizada pelas ruas e avenidas do centro de Aracaju, os manifestantes estenderam a pressão também para parlamentares que foram eleitos no ano passado para representar o Estado de Sergipe no Congresso Nacional. Para a estudante Lívia Dantas Oliveira, os deputados e senadores possuem total conhecimento das reivindicações populares e devem agir de acordo com os interesses coletivos. Atitudes contrárias - enaltecidas pela jovem de 21 anos, pode resultar em derrotas políticas não desejadas pelos representantes legais em Brasília.
 "Não estamos falando em política eleitoral, muito menos em partidos, mas é claro que, aquele deputado ou senador que não seguir a orientação popular, não tenham dúvidas que não serão esquecidos em 2020, 2022 e daí por diante. Está claro e evidente que esse corte estúpido não é aprovado por milhões de trabalhadores, estudantes e pais. Se o governo mantiver a decisão, as manifestações vão continuar e na próxima vez com a imagem estampada de Bolsonaro e dos deputados e senadores sergipanos que o apoiam", avisou. Durante todos os atos oficiais em Sergipe não houve registro de conflitos ou desordens públicas as quais gerassem depredação do patrimônio público.