Estado vai reativar a brigada anti-dengue no interior

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NOS MOMENTOS MAIS CRÍTICOS, A BRIGADA CONTRA A DENGUE ATUOU COM EFICIÊNCIA NOS MUNICÍPIOS AFETADOS PELO MOSQUITO. ATÉ AGORA JÁ SÃO QUATRO MORTES APENAS ESTE ANO
NOS MOMENTOS MAIS CRÍTICOS, A BRIGADA CONTRA A DENGUE ATUOU COM EFICIÊNCIA NOS MUNICÍPIOS AFETADOS PELO MOSQUITO. ATÉ AGORA JÁ SÃO QUATRO MORTES APENAS ESTE ANO

Os maiores focos estão concentrados nos municípios do sertão sergipano
Os maiores focos estão concentrados nos municípios do sertão sergipano

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Publicada em 15/05/2019 às 00:55:00

 

Gabriel Damásio
A Secretaria Estadual da 
Saúde (SES) decidiu re
ativar a sua Brigada Estadual Itinerante de Combate à Dengue, uma força-tarefa montada para por técnicos do órgão para auxiliar as prefeituras do interior em ações de combate aos focos do mosquito Aedes Aegypti, transmissor da dengue, do zika vírus e da febre chikungunya. A volta da brigada foi confirmada ontem, durante uma reunião de representantes da Secretaria Estadual da Saúde (SES) e das secretarias municipais de 14 cidades que tiveram a classificação de médio ou alto risco de surto ou epidemia das três doenças, conforme o último Levantamento do Índice de Infestação Rápida do Aedes Aegypti (Lira-A). 
A reunião foi convocada após a confirmação do quarto caso de morte provocada por complicações de dengue hemorrágica, que teve como vítima uma criança de cinco anos, residente em Nossa Senhora das Dores (Sertão). Ao todo, a SES já registrou um total de 827 casos notificados e 148 confirmados. Dois fatos despertam mais preocupação entre as autoridades de saúde do estado. No primeiro, a maior parte dos casos está afetando principalmente crianças e adolescentes, abaixo dos 14 anos. Das quatro vítimas mortais da doença, três tinham idades entre cinco e sete anos. As mortes passarão por uma investigação médica que pode identificar as circunstâncias destes casos e como foi prestada a assistência a esses pacientes, tanto na rede de atenção primária, seja na rede hospitalar. 
No segundo, e considerado mais grave, parte dos casos da dengue são subnotificados, isto é, não estou sendo informados da maneira correta para as autoridades municipais de Saúde, que encaminham amostras para o exame sorológico de confirmação da doença, no Laboratório Central de Saúde de Sergipe (Lacen). "A gente entende que ainda não temos a real situação do Estado. Sabemos que tem portas de urgência [hospitais e UPAs] que estão lotadas de pessoas com sinais clínicos de dengue, mas essa notificação não está chegando e, consequentemente, não temos o exame. Então, a gente precisa ter a situação real [da doença], pra a gente poder ampliar as estratégias e ver como a gente vai conter essa situação", disse a diretora de Vigilância em Saúde da SES, Mércia Feitosa.
As estratégias discutidas entre os representantes para conter o avanço dos casos de dengue incluem o controle dos focos do mosquito nas cidades. "Precisamos ver como é que está acontecendo o controle do vetor [Aedes] no território. Tem que haver uma força-tarefa nos municípios, a junção dos agentes envolvidos nesse combate, novas estratégias e a reativação da Brigada, para que ela se some aos municípios nessa ação efetiva", disse Mércia, confirmando que os trabalhos serão iniciados em breve, após a definição do planejamento e do cronograma de atuação da força-tarefa. Elas vão se concentrar principalmente nas visitas casa-a-casa, pois grande parte dos criadouros do Aedes Aegypti está em locais que acumulam água dentro das residências, como vasos, garrafas e caixas d'água.
O presidente do Conselho de Secretários Municipais do Estado de Sergipe (Cosems), Enock Luiz Ribeiro da Silva, afirma que a situação da dengue no estado é preocupante e aponta a falta de consciência de parte da população como uma das principais dificuldades enfrentadas pelos municípios. "Precisamos conscientizar a população e isso é tanto responsabilidade dos entes federados como também dos munícipes. Eu acho que cada um tem que cuidar da sua casa, do seu quintal, do seu terreno. É um problema coletivo que a gente tem que estar procurando resolver e sanar. Quando a gente descuida está, também, levando o problema para o vizinho, que às vezes cuida do seu quintal de seu terreno e outros, infelizmente, não fazem o seu papel e termina acarretando um problema para todos", ressaltou.
Uma segunda reunião envolvendo os secretários de saúde de todos os 75 municípios sergipanos está marcada para esta sexta-feira, às 9h, em um hotel na Orla de Atalaia. 

Gabriel Damásio

A Secretaria Estadual da  Saúde (SES) decidiu re ativar a sua Brigada Estadual Itinerante de Combate à Dengue, uma força-tarefa montada para por técnicos do órgão para auxiliar as prefeituras do interior em ações de combate aos focos do mosquito Aedes Aegypti, transmissor da dengue, do zika vírus e da febre chikungunya. A volta da brigada foi confirmada ontem, durante uma reunião de representantes da Secretaria Estadual da Saúde (SES) e das secretarias municipais de 14 cidades que tiveram a classificação de médio ou alto risco de surto ou epidemia das três doenças, conforme o último Levantamento do Índice de Infestação Rápida do Aedes Aegypti (Lira-A). 
A reunião foi convocada após a confirmação do quarto caso de morte provocada por complicações de dengue hemorrágica, que teve como vítima uma criança de cinco anos, residente em Nossa Senhora das Dores (Sertão). Ao todo, a SES já registrou um total de 827 casos notificados e 148 confirmados. Dois fatos despertam mais preocupação entre as autoridades de saúde do estado. No primeiro, a maior parte dos casos está afetando principalmente crianças e adolescentes, abaixo dos 14 anos. Das quatro vítimas mortais da doença, três tinham idades entre cinco e sete anos. As mortes passarão por uma investigação médica que pode identificar as circunstâncias destes casos e como foi prestada a assistência a esses pacientes, tanto na rede de atenção primária, seja na rede hospitalar. 
No segundo, e considerado mais grave, parte dos casos da dengue são subnotificados, isto é, não estou sendo informados da maneira correta para as autoridades municipais de Saúde, que encaminham amostras para o exame sorológico de confirmação da doença, no Laboratório Central de Saúde de Sergipe (Lacen). "A gente entende que ainda não temos a real situação do Estado. Sabemos que tem portas de urgência [hospitais e UPAs] que estão lotadas de pessoas com sinais clínicos de dengue, mas essa notificação não está chegando e, consequentemente, não temos o exame. Então, a gente precisa ter a situação real [da doença], pra a gente poder ampliar as estratégias e ver como a gente vai conter essa situação", disse a diretora de Vigilância em Saúde da SES, Mércia Feitosa.
As estratégias discutidas entre os representantes para conter o avanço dos casos de dengue incluem o controle dos focos do mosquito nas cidades. "Precisamos ver como é que está acontecendo o controle do vetor [Aedes] no território. Tem que haver uma força-tarefa nos municípios, a junção dos agentes envolvidos nesse combate, novas estratégias e a reativação da Brigada, para que ela se some aos municípios nessa ação efetiva", disse Mércia, confirmando que os trabalhos serão iniciados em breve, após a definição do planejamento e do cronograma de atuação da força-tarefa. Elas vão se concentrar principalmente nas visitas casa-a-casa, pois grande parte dos criadouros do Aedes Aegypti está em locais que acumulam água dentro das residências, como vasos, garrafas e caixas d'água.
O presidente do Conselho de Secretários Municipais do Estado de Sergipe (Cosems), Enock Luiz Ribeiro da Silva, afirma que a situação da dengue no estado é preocupante e aponta a falta de consciência de parte da população como uma das principais dificuldades enfrentadas pelos municípios. "Precisamos conscientizar a população e isso é tanto responsabilidade dos entes federados como também dos munícipes. Eu acho que cada um tem que cuidar da sua casa, do seu quintal, do seu terreno. É um problema coletivo que a gente tem que estar procurando resolver e sanar. Quando a gente descuida está, também, levando o problema para o vizinho, que às vezes cuida do seu quintal de seu terreno e outros, infelizmente, não fazem o seu papel e termina acarretando um problema para todos", ressaltou.
Uma segunda reunião envolvendo os secretários de saúde de todos os 75 municípios sergipanos está marcada para esta sexta-feira, às 9h, em um hotel na Orla de Atalaia.