Manifestação contra a privatização da Deso

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Servidores participam da mobilização nacional contra a Medida Provisória 868/2018
Servidores participam da mobilização nacional contra a Medida Provisória 868/2018

A manifestação foi na frente da sede da Deso
A manifestação foi na frente da sede da Deso

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Publicada em 13/05/2019 às 23:35:00

 

Seguindo na luta antiprivatização da Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso), funcionários da empresa voltaram a abraçar simbolicamente o órgão público e exigir que o Governo do Estado atenda ao pleito da categoria e compreenda que a venda da estatal resultará em reajustes a serem aplicados contra os consumidores. A manifestação foi organizada pela direção do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Purificação e Distribuição de Água e Serviços de Esgotos do Estado de Sergipe (Sindisan), em atendimento a uma rede de mobilização nacional contra a Medida Provisória 868/2018.
Essa mudança concede autonomia aos prefeitos para abrir licitação direcionadas ao processo de privatização do setor de saneamento sem que este comércio passe pela Câmara de Vereadores. O texto da MP foi aprovado em maioria pela Comissão de Desenvolvimento Urbano, e está em trâmite para o Congresso Nacional para votação dos parlamentares. Na concepção do secretário-geral do Sindisan Sérgio Passos, é preciso que a população e os deputados e vereadores sergipanos se unam à luta da classe trabalhadora e ajudem a evitar a venda da Deso.
 "A partir do momento em que todos se unirem às nossas lutas - que na realidade também é de toda a sociedade sergipana, conseguiremos impedir que esse tipo de comércio pendendo para os interesses dos empresários internacionais se torne realidade e gere problemas, em especial, para as famílias mais carentes. Privatizar a Deso será um erro gigantesco, por isso estamos mobilizados contra essa ideia", a avaliou. Sérgio Passos alega ainda que, paralelo ao processo natural de reajuste tarifário na água e sistema de esgoto, caso a Deso seja vendida ou arrendada, muitos profissionais serão demitidos.
 "Quem pegar a empresa, vai enxugar folha e gear demissão. Espero que o governo desista dessa ideia. Esperamos dialogar com o governador sobre esse, e outros assuntos de interesse não apenas do cidadão trabalhador da Deso, mas também de todos os sergipanos", concluiu. No início do mês passado, em entrevista coletiva, o governador Belivaldo Chagas informou que as negociações com o Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES) para contratação de estudos sobre a participação privada na Deso estavam sendo retomadas. Agora, em nova manifestação pública sobre o assunto, o chefe do poder executivo Estadual informou que não pretende privatizar o órgão, e que busca tornar a empresa mais eficiente.
Ontem, o governador Belivaldo Chagas disse que "não é do nosso interesse privatizar a Deso, o que queremos e estamos fazendo é equipando".
Quanto à Medida Provisória, Belivaldo Chagas enalteceu que a MP de fato deve gerar problemas para todas as empresas de saneamento do país, e, diante das perspectivas negativas, se uniu a 23 governadores que produziram um documento direcionado ao presidente Jair Bolsonaro, no qual reivindicam mudanças no texto da MP. "Sabemos dos riscos reais dessa medida e por este motivo fiz questão de assinar o manifesto que foi criado por 24 estados para que o texto sejam, no mínimo, modificado. Da forma que ela (MP) foi apresentada, os resultados não serão positivos para as empresas de saneamento de todo o país", concluiu. (Milton Alves Júnior)

Seguindo na luta antiprivatização da Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso), funcionários da empresa voltaram a abraçar simbolicamente o órgão público e exigir que o Governo do Estado atenda ao pleito da categoria e compreenda que a venda da estatal resultará em reajustes a serem aplicados contra os consumidores. A manifestação foi organizada pela direção do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Purificação e Distribuição de Água e Serviços de Esgotos do Estado de Sergipe (Sindisan), em atendimento a uma rede de mobilização nacional contra a Medida Provisória 868/2018.
Essa mudança concede autonomia aos prefeitos para abrir licitação direcionadas ao processo de privatização do setor de saneamento sem que este comércio passe pela Câmara de Vereadores. O texto da MP foi aprovado em maioria pela Comissão de Desenvolvimento Urbano, e está em trâmite para o Congresso Nacional para votação dos parlamentares. Na concepção do secretário-geral do Sindisan Sérgio Passos, é preciso que a população e os deputados e vereadores sergipanos se unam à luta da classe trabalhadora e ajudem a evitar a venda da Deso.
 "A partir do momento em que todos se unirem às nossas lutas - que na realidade também é de toda a sociedade sergipana, conseguiremos impedir que esse tipo de comércio pendendo para os interesses dos empresários internacionais se torne realidade e gere problemas, em especial, para as famílias mais carentes. Privatizar a Deso será um erro gigantesco, por isso estamos mobilizados contra essa ideia", a avaliou. Sérgio Passos alega ainda que, paralelo ao processo natural de reajuste tarifário na água e sistema de esgoto, caso a Deso seja vendida ou arrendada, muitos profissionais serão demitidos.
 "Quem pegar a empresa, vai enxugar folha e gear demissão. Espero que o governo desista dessa ideia. Esperamos dialogar com o governador sobre esse, e outros assuntos de interesse não apenas do cidadão trabalhador da Deso, mas também de todos os sergipanos", concluiu. No início do mês passado, em entrevista coletiva, o governador Belivaldo Chagas informou que as negociações com o Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES) para contratação de estudos sobre a participação privada na Deso estavam sendo retomadas. Agora, em nova manifestação pública sobre o assunto, o chefe do poder executivo Estadual informou que não pretende privatizar o órgão, e que busca tornar a empresa mais eficiente.
Ontem, o governador Belivaldo Chagas disse que "não é do nosso interesse privatizar a Deso, o que queremos e estamos fazendo é equipando".
Quanto à Medida Provisória, Belivaldo Chagas enalteceu que a MP de fato deve gerar problemas para todas as empresas de saneamento do país, e, diante das perspectivas negativas, se uniu a 23 governadores que produziram um documento direcionado ao presidente Jair Bolsonaro, no qual reivindicam mudanças no texto da MP. "Sabemos dos riscos reais dessa medida e por este motivo fiz questão de assinar o manifesto que foi criado por 24 estados para que o texto sejam, no mínimo, modificado. Da forma que ela (MP) foi apresentada, os resultados não serão positivos para as empresas de saneamento de todo o país", concluiu. (Milton Alves Júnior)