PT não quer Laércio Oliveira como aliado

Rita Oliveira


  • Tentando amenizar a repercussão negativa sobre declarações do presidente Bolsonaro no domingo, à Rádio Bandeirantes, de que espera \"cumprir o compromisso\" de indicar Moro para uma vaga no STF, o ministro Sergio Moro afirmou ontem que não estabel

 

Como a coluna já publicou na edição do úl-
timo sábado, o ex-governador Jackson 
Barreto (MDB) não comenta mais sobre a possibilidade do PT não apoiar a reeleição do prefeito Edvaldo Nogueira (PCdoB) em 2020 pelo interesse em ter candidato próprio a prefeito de Aracaju. Entende ser despropositada uma discussão agora sobre o pleito do ano que vem e defende a união das forças progressistas. 
Chegou a declarar: "O país vive uma situação difícil, precisamos estar unidos. A esquerda deve se unir a nós e não está criando fraturas que sejam capazes de nos enfraquecer para enfrentar o adversário forte e poderoso, por ter o poder da força e as forças armadas".
Ressaltou JB que a esquerda precisa entender que "os adversários estão do outro lado procurando a dominação, as forças militares, a imposição de ideologia, criminalização dos movimentos sociais e ações contra a educação pública e a cultura".  
Convicto da necessidade de união das forças progressistas Jackson enfatizou: "Enquanto acompanhamos os desmandos do governo Bolsonaro, a esquerda e centro esquerda entram em conflitos com os companheiros, esquecendo o inimigo maior. O processo eleitoral só faz desagregar. Cada parte com sua ambição. Por isso, entendo que nesse momento as forças progressistas devem se unir na defesa do Brasil contra Bolsonaro".
"Temos de discutir o que nos une: combater Bolsonaro, defender Lula Livre, os direitos ameaçados dos trabalhadores e as universidades públicas. Temos de garantir o avanço da democracia", frisou o ex-governador, que será o presidente do Diretório Municipal do MDB a partir do final deste mês.
À coluna, o presidente do Diretório Municipal do PT em Aracaju, Jefferson Lima, se posicionou com relação às declarações de Jackson Barreto. "Quero afirmar que não existe aliança pelo Lula Livre e contra Bolsonaro com a presença de Laércio Oliveira [deputado federal] e vários outros políticos que não tem compromisso com a classe trabalhadora, com o campo de esquerda e com o nosso projeto". 
Disse ainda Jefferson: "O compromisso deles é com o grupo de Bolsonaro e sua turma que estão destruindo o nosso país. O compromisso do PT é com a garantida da aposentadoria do povo brasileiro, na defesa do MEC e da educação pública (contra os cortes na educação), na valorização do salário mínimo, na defesa dos mais pobres e das políticas sociais que mudaram a vida do nosso povo". 
O PP do deputado federal Laércio Oliveira integra hoje a administração do prefeito Edvaldo Nogueira com a indicação do Secretário Municipal do Meio Ambiente , Alan Alesander Mendes Lemos..
Pelo andar da carruagem, em 2020 o PT vai mesmo se desgarrar do agrupamento político que vem unido há muitas eleições...

Como a coluna já publicou na edição do úl- timo sábado, o ex-governador Jackson  Barreto (MDB) não comenta mais sobre a possibilidade do PT não apoiar a reeleição do prefeito Edvaldo Nogueira (PCdoB) em 2020 pelo interesse em ter candidato próprio a prefeito de Aracaju. Entende ser despropositada uma discussão agora sobre o pleito do ano que vem e defende a união das forças progressistas. 
Chegou a declarar: "O país vive uma situação difícil, precisamos estar unidos. A esquerda deve se unir a nós e não está criando fraturas que sejam capazes de nos enfraquecer para enfrentar o adversário forte e poderoso, por ter o poder da força e as forças armadas".
Ressaltou JB que a esquerda precisa entender que "os adversários estão do outro lado procurando a dominação, as forças militares, a imposição de ideologia, criminalização dos movimentos sociais e ações contra a educação pública e a cultura".  
Convicto da necessidade de união das forças progressistas Jackson enfatizou: "Enquanto acompanhamos os desmandos do governo Bolsonaro, a esquerda e centro esquerda entram em conflitos com os companheiros, esquecendo o inimigo maior. O processo eleitoral só faz desagregar. Cada parte com sua ambição. Por isso, entendo que nesse momento as forças progressistas devem se unir na defesa do Brasil contra Bolsonaro".
"Temos de discutir o que nos une: combater Bolsonaro, defender Lula Livre, os direitos ameaçados dos trabalhadores e as universidades públicas. Temos de garantir o avanço da democracia", frisou o ex-governador, que será o presidente do Diretório Municipal do MDB a partir do final deste mês.
À coluna, o presidente do Diretório Municipal do PT em Aracaju, Jefferson Lima, se posicionou com relação às declarações de Jackson Barreto. "Quero afirmar que não existe aliança pelo Lula Livre e contra Bolsonaro com a presença de Laércio Oliveira [deputado federal] e vários outros políticos que não tem compromisso com a classe trabalhadora, com o campo de esquerda e com o nosso projeto". 
Disse ainda Jefferson: "O compromisso deles é com o grupo de Bolsonaro e sua turma que estão destruindo o nosso país. O compromisso do PT é com a garantida da aposentadoria do povo brasileiro, na defesa do MEC e da educação pública (contra os cortes na educação), na valorização do salário mínimo, na defesa dos mais pobres e das políticas sociais que mudaram a vida do nosso povo". 
O PP do deputado federal Laércio Oliveira integra hoje a administração do prefeito Edvaldo Nogueira com a indicação do Secretário Municipal do Meio Ambiente , Alan Alesander Mendes Lemos..
Pelo andar da carruagem, em 2020 o PT vai mesmo se desgarrar do agrupamento político que vem unido há muitas eleições...

Conflito interno

No PT tem dois nomes para disputar a prefeitura de Aracaju em 2020. Tem os que defendem que se for para ganhar as eleições o nome é o da vice-governadora Eliane Aquino e os que desejam que o candidato deve ser o vice-presidente nacional do partido, ex-deputado federal Márcio Macedo, que está sem mandato e foi o segundo candidato a Câmara dos Deputados mais votado na capital em 2018.  

Confirmandoo que já se sabia

Continua repercutindo a declaração pública do presidente Jair Bolsonaro (PSL), no último domingo, de que pretende indicar o ministro da Justiça, ex-juiz Sérgio Moro, para o Supremo Tribunal Federal (STF) para "cumprir compromisso" feito após sua eleição para a presidência, no ano passado, quando o convidou para compor seu ministério e, consequentemente, abrir mão de 22 anos de magistratura.

Obstáculos

A pedra no sapato de Moro é que o Congresso discute a inclusão no texto da reforma da Previdência de uma emenda que eleva a idade de aposentadoria obrigatória de ministros da corte de 75 para 80 anos. Assim, se a proposta de revisão da PEC da Bengala seguir adiante, Moro só poderia ser indicado para o STF no ano de 2025, dois anos após o fim do mandato de Bolsonaro.  Tem ainda a 29ª medida da lei anticrime apoiada por Moro que proíbe a indicação ao STF de quem tenha, nos quatro anos anteriores, ocupado mandato eletivo federal ou cargo de procurador-geral da República, advogado-geral da União ou ministro de Estado.

Criticando o algoz 1

Como não poderia ser diferente, lideranças petistas de Sergipe se pronunciaram ontem com relação a confirmação de Bolsonaro de que tem o compromisso de nomear o ex-juiz da Lava Jato e algoz do PT como ministro do STF na primeira vaga que surgir.  Disse o vice-presidente nacional do PT, Márcio Macedo: "Isso é que é um governo atrapalhado, sem rumo e que rasga a lei. O presidente confessa o acordo espúrio que fez com um ex-juiz, que virou seu subordinado para presentea-lo, uma vez que ele fez o trabalho sujo na eleição. O ex-juiz desmente o chefe".

Criticando o algoz 2

Declarou o senador Rogério Carvalho: "Prende Lula para virar ministro do STF e Bolsonaro confirma. Agora, Moro tenta fugir do acórdão que  aconteceu nas eleições e que desmascara um esquema maldoso que enganou o povo brasileiro. Responde Moro, qual foi a contrapartida do compromisso com Jair Bolsonaro?".

Nos EUA

A convite do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-PA), Rogério está nos Estados Unidos com a missão de comunicar a economistas e investidores brasileiros e estrangeiros sobre o papel do Senado. No Bank of America participou ontem de almoço com investidores brasileiros e estrangeiros para garantir perspectivas para a economia brasileira. 

Selando acordo

Lideranças do PT, PSD, MDB e do grupo do ex-prefeito Zé Nelson se reuniram ontem, em Estância, visando discutir a consolidação da unidade do grupo nas eleições municipais 2020 e o método para escolha do nome do pré-candidato a prefeito do agrupamento, que será o líder do processo sucessório. Ficou estabelecido o compromisso de unidade e o entendimento de que o bloco, que esteve unido desde o primeiro momento na eleição do governador Belivaldo Chagas, terá candidato próprio a prefeito mesmo o prefeito Gilson Andrade (Sem partido) vindo a compor o bloco do governo do estado. 

Frei Paulo 1

Em 8 de maio passado o Procurador da República, Heitor Alves Soares, pediu a condenação do ex-prefeito de Frei Paulo, Zé Arinaldo, e três donos de empresas por fraude na licitação do encontro de sanfoneiros realizado em 2009 no município. Disse que os delitos estavam comprovados nos autos do Inquérito Policial e pediu a condenação junto ao ministro da 6ª Vara Federal da Seção Judiciária de Sergipe, Tiago José Brasileiro Franco.

Frei Paulo 2

Vale ressaltar que durante o processo o ex-prefeito tentou transferir a responsabilidade de qualquer irregularidade ao então procurador do município Pedro de Morais Silva e ao então secretário de Administração, Jair Menezes de Mendonça, que faleceu em um acidente de carro em 7 de novembro de 2016.  

Posse

Aconteceu ontem pela manhã a posse de Alan Alexander Mendes Lemos na Secretaria Municipal do Meio Ambiente, por indicação do deputado federal Laércio Oliveira (PP). Ele substitui Augusto César Viana, que era uma indicação do deputado estadual Garibalde Mendonça (MDB).

Foi avisado

O deputado estadual Garibalde Mendonça (MDB) compareceu ontem à posse do novo secretário do Meio Ambiente, Alan Alexander Mendes Lemos, uma indicação do deputado federal Laércio Oliveira (PP) e que sucedeu Augusto César Viana, indicado por ele. Disse que na quinta-feira da semana passada o prefeito Edvaldo Nogueira (PCdoB) avisou que algumas secretarias ficariam com partidos, que o MDB ficou com a Fundat e o PP ficaria com o Meio Ambiente, e que conversaria com ele no decorrer desta semana.

Um pote de mágoa 1

Garibalde declarou ontem à coluna que só ficou muito chateado na questão de não permanecer mais como presidente do Diretório Municipal do MDB por só ter sabido pela imprensa. "Se tivesse conversado comigo antes, não tinha problema algum. Estou no quinto mandato de deputado estadual pelo MDB, teve reunião da cúpula do partido e não fui chamado. Isso realmente me chateou muito", disse, afirmando que perdeu também outros diretórios municipais, como o de Neópolis, sem ter sido avisado antes.

Um pote de mágoa 2

Do deputado ao ser questionado se continua com a predisposição de deixar o MDB pelo tratamento dispensado: "Como posso ficar em um partido assim? Diria que está 50% para ficar e 50% para sair. Vou procurar o que for melhor para mim".

Um pote de mágoa 3

Ao ser questionado se já tem algum partido em vista, Garibalde disse que "ainda não". Ressalta que vem sendo procurado por várias lideranças políticas que estão convidando para filiação, mas que não terá pressa para uma definição.  

Veja essa ...

Do senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) ontem, ao Jornal da Xodó FM, sobre a licitação do Supremo Tribunal Federal (STF) para comprar lagostas e vinhos importados que são servidos aos integrantes da Corte e convidados com valor de até R$ 1,1 milhão: "Isso é uma demonstração de que os ministros vivem fora da realidade. É preciso corrigir  estas disparidades. É uma vergonha vinda geralmente de gente que não tem vergonha".

Curtas

Membro da direção da Associação Brasileira de Municípios (ABM), o prefeito Marcos Santana (MDB-São Cristovão) foi escolhido como representante titular da entidade no conselho deliberativo da Sudene e estará em Recife no próximo dia 24 pleiteando interesses da região. 

O pleno do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) decidiu ontem, por unanimidade, declarar não prestadas as contas do Diretório Regional do PSL, que é o partido do presidente Bolsonaro. Todos acompanharam o voto do relator, o juiz Fábio Cordeiro de Lima.

Acontece amanhã greve geral da educação. O movimento já estava sendo preparado desde abril, mas focado na negociação sobre a medida provisória 873/2019, que muda as regras para a contribuição sindical. A paralisação ganhou outra motivação com as medidas de contingenciamento de orçamento anunciadas na semana passada pelo Ministério da Educação. 

O juiz Flávio Nicolau, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, aceitou um pedido do Ministério Público do estado e determinou a quebra dos sigilos bancário e fiscal do senador Flávio Bolsonaro, filho mais velho do presidente Bolsonaro, e de seu ex-assessor Fabrício Queiroz. Segundo informação do jornal "O Globo", o pedido foi autorizado em 24 de abril. 

 


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