Motoristas de aplicativos protestam por mais segurança

Compartilhar:
Imprimir Aumentar Texto Diminuir Texto
MOTORISTAS DE APLICATIVOS PROTESTAM EM FUNÇÃO DA MORTE DE MOTORISTA; SSP ENTENDE QUE CRIME FOI ASSASSINATO, E NÃO LATROCÍNIO
MOTORISTAS DE APLICATIVOS PROTESTAM EM FUNÇÃO DA MORTE DE MOTORISTA; SSP ENTENDE QUE CRIME FOI ASSASSINATO, E NÃO LATROCÍNIO

Os motoristas querem mais segurança para trabalhar
Os motoristas querem mais segurança para trabalhar

Clique nas imagens para ampliar

Publicada em 10/05/2019 às 23:00:00

 

Milton Alves Júnior
Motoristas de apli
cativo se reuni
ram na manhã de ontem na capital sergipana para protestar contra a falta de segurança enfrentado diuturnamente na Região Metropolitana de Aracaju. O ato foi organizado pela classe trabalhadora após o jovem Lucas Pasolyne Santos Bezerra, de 26 anos, motorista de Uber, ter sido vítima de uma emboscada criminosa. O corpo da vítima foi encontrado no final da manhã da quinta-feira em um matagal. Enquanto manifestantes ocupavam as principais vias da capital, em Japaratuba, cidade natal de Lucas, familiares e amigos seguiam em cortejo fúnebre também reivindicando justiça ao poder público.
Para o motorista Wesley Nunes, paralelo à busca por identificação dos suspeitos, é preciso que o Governo de Sergipe, por meio da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP-SE), e das forças operacionais, busquem de imediato qualificar o sistema a fim de minimizar qualquer chance de novos homicídios. No ano passado três pessoas morreram vítimas de emboscadas semelhantes; já em 2017 foram contabilizados cinco casos. De acordo com Wesley, independentemente do conflito administrativo ainda enfrentados com taxistas, a mobilização recebe o apoio direto de motoristas de ônibus coletivos e dos próprios taxistas. A alegação é que essas classes enfrentam o mesmo cenário de vulnerabilidade.
"Alguns poucos setores ainda resistem quanto à implantação dos aplicativos de transporte de pessoas. Apesar disso, hoje é mais um dia de unirmos para reforçar o pedido, o apelo, por um Sergipe mais seguro. É triste, e ao mesmo tempo angustiante, nos deparar com a morte de um colega de trabalho em plena atividade funcional. Chega! Não dá mais para engolir essas barbaridades que cessam o sonho das pessoas e destroem a vida dos pais que choram a morte de um filho", disse. A manifestação teve início em frente ao Terminal Rodoviário José Rolemberg Leite, e seguiu em carreata até a sede de uma das empresas de transporte por aplicativo no bairro São José.
Justiça - Lucas Pasolyne era filho do repórter fotográfico Ronaldo Salles. Em depoimento, o pai optou por não buscar entender neste momento os motivos pelos quais resultaram no assassinato do filho. Ele enalteceu apenas as virtudes do jovem - em especial a relação harmoniosa com as pessoas, bem como exigiu que o poder judicial e militar busquem solucionar o caso em curto prazo. Ele disse compreender que, mesmo diante da certeza em não mais contar diariamente com a presença do filho, os responsáveis pelo crime precisam ser punidos conforme previsto pelo Código Penal Brasileiro.
"Ele não volta, eu sei que ele não volta... isso dói, nos massacra por dentro e a única coisa que pensamos neste momento é no dia em que a justiça será feita e os criminosos vão pagar por ter tirado o nosso filho. Uma pessoa do bem que sempre respeitou os amigos, familiares e vizinhos, e que estava trabalhando em busca de um futuro melhor. A minha sede hoje é de justiça", declarou. Sobre a manifestação realizada em Aracaju, Salles disse: "uma atitude solidária e que também serve para pressionar os governantes para melhorar de uma vez por todas a segurança pública. Se nada for feito, outras pessoas podem se tornar vítimas."
O caso está sob responsabilidade do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Caso alguma pessoa possua informações as quais possam identificar os responsáveis pela ocorrência, a Secretaria de Segurança pede que entrem em contato com o Disque Denúncia 181, ou através do Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), 190. O sigilo dos denunciantes é integralmente garantido pelo Estado.

Milton Alves Júnior

Motoristas de apli cativo se reuni ram na manhã de ontem na capital sergipana para protestar contra a falta de segurança enfrentado diuturnamente na Região Metropolitana de Aracaju. O ato foi organizado pela classe trabalhadora após o jovem Lucas Pasolyne Santos Bezerra, de 26 anos, motorista de Uber, ter sido vítima de uma emboscada criminosa. O corpo da vítima foi encontrado no final da manhã da quinta-feira em um matagal. Enquanto manifestantes ocupavam as principais vias da capital, em Japaratuba, cidade natal de Lucas, familiares e amigos seguiam em cortejo fúnebre também reivindicando justiça ao poder público.
Para o motorista Wesley Nunes, paralelo à busca por identificação dos suspeitos, é preciso que o Governo de Sergipe, por meio da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP-SE), e das forças operacionais, busquem de imediato qualificar o sistema a fim de minimizar qualquer chance de novos homicídios. No ano passado três pessoas morreram vítimas de emboscadas semelhantes; já em 2017 foram contabilizados cinco casos. De acordo com Wesley, independentemente do conflito administrativo ainda enfrentados com taxistas, a mobilização recebe o apoio direto de motoristas de ônibus coletivos e dos próprios taxistas. A alegação é que essas classes enfrentam o mesmo cenário de vulnerabilidade.
"Alguns poucos setores ainda resistem quanto à implantação dos aplicativos de transporte de pessoas. Apesar disso, hoje é mais um dia de unirmos para reforçar o pedido, o apelo, por um Sergipe mais seguro. É triste, e ao mesmo tempo angustiante, nos deparar com a morte de um colega de trabalho em plena atividade funcional. Chega! Não dá mais para engolir essas barbaridades que cessam o sonho das pessoas e destroem a vida dos pais que choram a morte de um filho", disse. A manifestação teve início em frente ao Terminal Rodoviário José Rolemberg Leite, e seguiu em carreata até a sede de uma das empresas de transporte por aplicativo no bairro São José.

Justiça - Lucas Pasolyne era filho do repórter fotográfico Ronaldo Salles. Em depoimento, o pai optou por não buscar entender neste momento os motivos pelos quais resultaram no assassinato do filho. Ele enalteceu apenas as virtudes do jovem - em especial a relação harmoniosa com as pessoas, bem como exigiu que o poder judicial e militar busquem solucionar o caso em curto prazo. Ele disse compreender que, mesmo diante da certeza em não mais contar diariamente com a presença do filho, os responsáveis pelo crime precisam ser punidos conforme previsto pelo Código Penal Brasileiro.
"Ele não volta, eu sei que ele não volta... isso dói, nos massacra por dentro e a única coisa que pensamos neste momento é no dia em que a justiça será feita e os criminosos vão pagar por ter tirado o nosso filho. Uma pessoa do bem que sempre respeitou os amigos, familiares e vizinhos, e que estava trabalhando em busca de um futuro melhor. A minha sede hoje é de justiça", declarou. Sobre a manifestação realizada em Aracaju, Salles disse: "uma atitude solidária e que também serve para pressionar os governantes para melhorar de uma vez por todas a segurança pública. Se nada for feito, outras pessoas podem se tornar vítimas."
O caso está sob responsabilidade do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Caso alguma pessoa possua informações as quais possam identificar os responsáveis pela ocorrência, a Secretaria de Segurança pede que entrem em contato com o Disque Denúncia 181, ou através do Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), 190. O sigilo dos denunciantes é integralmente garantido pelo Estado.