JB defende união da esquerda contra Bolsonaro

Rita Oliveira


  • Ao lado do presidente Jair Bolsonaro (PSL), o ministro da Educação, Abraham Weintraub, usou bombons para explicar o congelamento do orçamento das universidades públicas do país, anunciado por ele próprio no fim de abril. Inicialmente, o ministro havia dit

 

Por quase duas décadas partidos consi-
derados de esquerda e centro esquer
da estavam aliados ao projeto político de mudança em Sergipe, capitaneado por Marcelo Déda (PT) e Jackson Barreto (MDB). Estavam unidos nessa trincheira partidos como PT, MDB, PCdoB, PSB, PRB [PL] e PDT.
Por interesses individuais e não de projeto de grupo,  alguns desses partidos começaram a deixar o agrupamento como foi o caso do PSB dos Valadares, o PRB de Heleno Silva e o PDT de Fábio Henrique.
Continuaram com o projeto já liderado por Jackson Barreto o PT, MDB, PCdoB e os agregados PSD, que é um partido novo, e o PP, entre outros. Só que agora, a um ano e cinco meses das eleições 2020, o PT já ameaça deixar o agrupamento para ter candidatura própria a prefeito de Aracaju.
Algumas lideranças do PT estão tendo conversas nessa direção, inclusive com o antigo aliado, o PSB. O PSD do deputado federal Fábio Mitidieri já fez a opção de apoiar a reeleição do prefeito Edvaldo Nogueira, hoje PCdoB e que pode se filiar ao PDT. O MDB deve apoiar, também, Edvaldo.
Nesse cenário, o fato mais relevante é uma possível ruptura do PT com aliados históricos em Sergipe como o MDB e PCdoB, nas eleições do ano que vem. 
Em conversa ontem com a coluna, o ex-governador Jackson Barreto (MDB) avaliou como despropositada uma discussão agora sobre as eleições 2020 e defendeu a união das forças progressistas. "O país vive uma situação difícil, precisamos estar unidos. A esquerda deve se unir a nós e não está criando fraturas que sejam capazes de nos enfraquecer para enfrentar o adversário forte e poderoso, por ter o poder da força e as forças armadas", afirmou.
Ressaltou que a esquerda precisa entender que "os adversários estão do outro lado procurando a dominação, as forças militares, a imposição de ideologia, criminalização dos movimentos sociais e ações contra a educação pública e a cultura".  Frisou ainda JB: "Enquanto o país discute o desemprego e a situação das universidades públicas, Bolsonaro só se preocupa em decreto de uso de armas. O governo Bolsonaro não dialoga com a vida, mas com a morte. Na zona rural quer que o proprietário de terras mate o trabalhador". 
Prosseguiu com sua posição política: "Enquanto acompanhamos os desmandos do governo Bolsonaro, a esquerda e centro esquerda entram em conflitos com os companheiros, esquecendo o inimigo maior. O processo eleitoral só faz desagregar. Cada parte com sua ambição. Por isso, entendo que nesse momento as forças progressistas devem se unir na defesa do Brasil contra Bolsonaro".
"Temos de discutir o que nos une: combater Bolsonaro, defender Lula Livre, os direitos ameaçados dos trabalhadores e as universidades públicas. Temos de garantir o avanço da democracia", conclama o ex-governador, que lutou contra a ditadura militar e a favor da redemocratização do país e das diretas já.
É por ai...

Por quase duas décadas partidos consi- derados de esquerda e centro esquer da estavam aliados ao projeto político de mudança em Sergipe, capitaneado por Marcelo Déda (PT) e Jackson Barreto (MDB). Estavam unidos nessa trincheira partidos como PT, MDB, PCdoB, PSB, PRB [PL] e PDT.
Por interesses individuais e não de projeto de grupo,  alguns desses partidos começaram a deixar o agrupamento como foi o caso do PSB dos Valadares, o PRB de Heleno Silva e o PDT de Fábio Henrique.
Continuaram com o projeto já liderado por Jackson Barreto o PT, MDB, PCdoB e os agregados PSD, que é um partido novo, e o PP, entre outros. Só que agora, a um ano e cinco meses das eleições 2020, o PT já ameaça deixar o agrupamento para ter candidatura própria a prefeito de Aracaju.
Algumas lideranças do PT estão tendo conversas nessa direção, inclusive com o antigo aliado, o PSB. O PSD do deputado federal Fábio Mitidieri já fez a opção de apoiar a reeleição do prefeito Edvaldo Nogueira, hoje PCdoB e que pode se filiar ao PDT. O MDB deve apoiar, também, Edvaldo.
Nesse cenário, o fato mais relevante é uma possível ruptura do PT com aliados históricos em Sergipe como o MDB e PCdoB, nas eleições do ano que vem. 
Em conversa ontem com a coluna, o ex-governador Jackson Barreto (MDB) avaliou como despropositada uma discussão agora sobre as eleições 2020 e defendeu a união das forças progressistas. "O país vive uma situação difícil, precisamos estar unidos. A esquerda deve se unir a nós e não está criando fraturas que sejam capazes de nos enfraquecer para enfrentar o adversário forte e poderoso, por ter o poder da força e as forças armadas", afirmou.
Ressaltou que a esquerda precisa entender que "os adversários estão do outro lado procurando a dominação, as forças militares, a imposição de ideologia, criminalização dos movimentos sociais e ações contra a educação pública e a cultura".  Frisou ainda JB: "Enquanto o país discute o desemprego e a situação das universidades públicas, Bolsonaro só se preocupa em decreto de uso de armas. O governo Bolsonaro não dialoga com a vida, mas com a morte. Na zona rural quer que o proprietário de terras mate o trabalhador". 
Prosseguiu com sua posição política: "Enquanto acompanhamos os desmandos do governo Bolsonaro, a esquerda e centro esquerda entram em conflitos com os companheiros, esquecendo o inimigo maior. O processo eleitoral só faz desagregar. Cada parte com sua ambição. Por isso, entendo que nesse momento as forças progressistas devem se unir na defesa do Brasil contra Bolsonaro".
"Temos de discutir o que nos une: combater Bolsonaro, defender Lula Livre, os direitos ameaçados dos trabalhadores e as universidades públicas. Temos de garantir o avanço da democracia", conclama o ex-governador, que lutou contra a ditadura militar e a favor da redemocratização do país e das diretas já.
É por ai...

Gratidão

O reitor da Universidade Federal de Sergipe (UFS), Angelo Antoniolli, ligou para o ex-governador Jackson Barreto (MDB) para agradecer o seu apoio e solidariedade com a defesa pública que vem fazendo da instituição, após declaração inverídica do ministro  Onixy Lorenzoni (Casa Civil) à Globo News. Assim como a sua posição contrária ao corte de 30% no orçamento das universidades públicas anunciado pelo ministro Paulo Guedes (Economia).

De volta a luta 1

Na defesa da UFS e das universidades públicas Jackson chegou a dizer que se preciso for voltará às ruas, aos seus 75 anos, para defender essas instituições como fez na década de 60 na luta pela sua criação e contra o acordo MEC-USAIT, que previa a privatização do ensino superior para controlar os acessos às universidades. "Conseguimos denunciar o acordo, que não se consolidou e que tinha os Estados Unidos por trás querendo transformar o Brasil no seu quintal. Foi uma luta da esquerda contra a ditadura", lembrou JB.

De volta a luta 2

"Com o mesmo vigor e disposição da década de 60 lutarei em defesa da UFS para que seja livre, democrática, popular, uma universidade pública de ensino gratuito e de qualidade",  reafirmou à coluna o ex-governador.

Começou com JB

Jackson lembrou ontem que foi ele quem implantou o primeiro diretório do DCE na UFS. "O primeiro presidente foi Gama [ex-prefeito João Augusto Gama] e eu fui o coordenador da sua campanha. Fui da geração dos Congressos da UNE, que em 1968, em Ibiúna, a ditadura invadiu e prendeu estudantes", recordou.

Com tudo

Com cargos no Governo do Estado, Prefeitura de Aracaju e Sebrae, o deputado federal Laércio Oliveira (PP) emplacou mais um nome na administração pública. Conseguiu nomear o professor Alan Alexander Mendes Lemos como novo secretário municipal do Meio Ambiente. A sua posse, anunciada pelo prefeito Edvaldo Nogueira (PCdoB), ocorrerá na próxima segunda-feira, 13. Ele substitui o professor Augusto César Viana.

Férias

Com a nomeação do novo secretário do Meio Ambiente Edvaldo Nogueira  encerra a reforma administrativa. Com isso, no próximo dia 20 já viaja de férias de 10 dias com a família com toda a equipe já definida para os 17 meses de governo que faltam. Nesse período, o prefeito de Aracaju será o presidente da Câmara, Nitinho Vitale (PSD), e o presidente da Câmara o vereador Thiaguinho Batalha (PRB).

Fora da gestão

Na reforma administrativa do prefeito, o PRB do ex-deputado federal Heleno Silva ficou de fora.  Esse é um dos motivos que o partido não o apoiará no processo de reeleição de Edvaldo.

Projeto do PRB

Segundo Heleno, o ex-deputado federal Jony Marcos, que é o presidente estadual da legenda, vai transferir o seu título de eleitor de Nossa Senhora do Socorro para Aracaju. Heleno, que é presidente de honra do PRB, garante que Jony não será candidato a vereador. "Teremos seu nome a disposição para composição", afirmou à coluna, lembrando que Jony tem densidade eleitoral em Aracaju, onde foi vereador por três mandatos. É o nome da legenda para vice.  

Lados opostos

Os senadores Rogério Carvalho (PT) e Alessandro Vieira (Cidadania) estão sempre em lados opostos nas votações no Senado. Relator da CPI dos Tribunais Superiores, de autoria de Alessandro, o parlamentar petista defendeu e votou favorável ao seu arquivamento na CCJ.  Na quinta, na comissão especial mista formada por deputados e senadores, Rogério votou SIM para tirar o COAF do Ministério da Justiça e retornar para o Ministério da Economia e Alessandro votou NÃO para tirar o COAF do ministro Sergio Moro.   

Mesmo lado

Os dois parlamentares de Sergipe só tiveram afinidade na votação anteontem sobre a demarcação de terras indígenas, quando votaram sim para delegar a demarcação para a FUNAI e não Ministério da Agricultura. Foi mais uma derrota do governo Bolsonaro.

Terceira via 1

O Cidadania, presidido no estado pelo senador Alessandro Vieira, já tem um pré-candidato a prefeito de São Cristovão em 2020: é o presidente do Diretório Municipal, Coronel Rocha.   Sendo oposição, o partido se apresenta como alternativa futura ao projeto político-administrativo desenvolvido pela gestão de Marcos Santana (MDB).  Rocha pode fazer a diferença, uma vez que a oposição hoje em São Cristovão tem muito ex-prefeito e ex-vereador que foram afastados dos seus cargos p or decisão judicial. É o Cidadania querendo se consolidar como terceira via naquele município. 

Terceira via 2

Segundo o Coronel Rocha, o Cidadania 23 encontra-se com as portas abertas para todas as pessoas, movimentos cívicos, sociais ou de renovação política, que comunguem com os princípios do partido e desejem ser protagonistas da história de São Cristovão,  com mais participação, mais engajamento.

Veja essa ...

De Jackson Barreto: "O que diferencia o governo Bolsonaro do governo Lula no quesito UFS? Um quer cortar verbas e o outro ampliou os campus da UFS de um para cinco [São Cristovão, Laranjeiras, Itabaiana, Lagarto e Nossa Senhora da Glória]; Sergipe só tinha um Instituto Federal e um Colégio Agrícola. Hoje são nove institutos federais e um campus do IFS. Essa é a diferença. Quero ver o que os bolsonaristas têm a dizer".

Curtas

De Jackson Barreto sobre as ações do governo Bolsonaro na área da educação: "Faz parte da ideologia de extrema direita que governa o país acabar com a escola pública. Acabar com a escola pública é o pensamento da direita".

Do ex-deputado estadual Jorge Araújo: "De Brasília chegam informações de que a bancada evangélica vai se posicionar contra o Decreto Bala-Livre do presidente Bolsonaro. Espero que não apenas a bancada evangélica, mas, também, as bancadas católica, espírita e os demais congressistas que têm juízo também se posicionem contra. Afinal mais armas, mais mortes". 

Ontem, em Fox do Iguaçu, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que se o decreto que facilitou o porte de armas for inconstitucional, tem que deixar de existir. "Não tem que negociar. Se é inconstitucional tem que deixar de existir. Quem vai dar a palavra final vai ser o Plenário da Câmara. Ou a Justiça", afirmou o presidente.

Os militares continuam a luta para evitar o efeito suspensivo da Lei Complementar 310/2018, considerada ilegal pelo TCE. A lei garantia mudança de patente aos militares que passassem para a reforma

 


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