Alimentação escolar leva 18 alunos ao hospital

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Além de 16 estudantes, merendeira e professor também passaram mal. Suspeita da Vigilância é que intoxicação tenha sido provocada pela água ou alimentação servidas na escola. Foram coletadas amostras para análise
Além de 16 estudantes, merendeira e professor também passaram mal. Suspeita da Vigilância é que intoxicação tenha sido provocada pela água ou alimentação servidas na escola. Foram coletadas amostras para análise

Equipe da Vigilância epidemiológica e sanitária inspeciona alimentos servidos aos  estudantes
Equipe da Vigilância epidemiológica e sanitária inspeciona alimentos servidos aos estudantes

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Publicada em 09/05/2019 às 23:14:00

 

Milton Alves Júnior
Ao menos 18 adolescen-
tes passaram mal na 
manhã de ontem e precisaram ser atendidos por profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). A informação foi oficializada pelo Governo de Sergipe após a Secretaria de estado da Educação ter notificado um possível intoxicação sofrida pelos jovens estudantes do Centro de Excelência Professora Maria Ivanda de Carvalho Nascimento, no Bairro Santos Dumont, na zona Norte de Aracaju. Na perspectiva de estudar o caso e evitar reincidência, peritos da Vigilância Sanitária Estadual já iniciaram o processo de investigação. Profissionais do Instituto Tecnológico de Pesquisa (ITPS) também foram convocados e colaboram com as análises.
Ainda sem confirmação oficial das causas, a suspeita principal é que os alunos tenham sofrido infecção intestinal provocada por algum alimento consumido durante o almoço oferecido na última quarta-feira, 8, e os sintomas tenham surgido em maior representatividade na manhã de ontem. A Secretaria de Estado da Saúde (SES), informou que os pacientes foram atendidos de imediato e que entre as principais queixas apresentadas estão dores abdominais e de cabeça, ânsia de vômito e náuseas. Entre os pacientes atendidos pelo Samu está uma merendeira. Em virtude do problema, a direção escolar optou por suspender as atividades na tarde de ontem.
Principal alvo das perícias, o cardápio em análise era formado na quarta-feira por arroz, macarrão, peito de frango cozido e suco de caju. Os indícios de intoxicação alimentar se tornaram ainda mais evidentes após - paralelamente à unidade Maria Ivanda de Carvalho Nascimento, outros 15 adolescentes, desta vez matriculados no Colégio Estadual Ministro Marco Maciel, no bairro 18 do Forte, também na zona Norte da capital sergipana, também terem apresentado sintomas semelhantes e necessitado de igual forma do apoio operacional do Samu. Após constatação do problema de saúde, todos os pacientes foram encaminhados para unidades básicas de saúde. Dos 33 adolescentes, ao menos 20 haviam recebido liberação médica ainda no início da tarde de ontem.
A expectativa por parte da Secretaria de Estado da Educação é que ainda nesta sexta-feira um laudo seja apresentado a fim de identificar se de fato a água ou a alimentação fornecida tenham resultado no mal-estar coletivo. Ao JORNAL DO DIA a adolescente A. S. L. P., de 16 anos, disse ter sentido incomodo estomacal, mas não se deparou com a necessidade de seguir para uma unidade de pronto atendimento. O irmão que estuda na mesma escola não obteve a mesma postura.
"Ele também reclamou que estava passando mal, mas estava vomitando e eu não. Conseguimos falar com nossa mãe que foi até a escola para ver o que estava acontecendo e depois foi para o posto de saúde acompanhar meu irmão que foi liberado depois de tomar uns remédios. Eu já estou melhor, mas na noite de quarta e manhã de ontem o incômodo realmente era bem chato", declarou. Apesar das suspeitas, o serviço alimentar segue sendo fornecido sem alteração. Pelo Estado não foram informadas as atitudes administrativas a serem adotadas caso se confirme irregularidade nutricional das refeições fornecidas aos estudantes.
As atividades educacionais estão previstas para serem reiniciadas normalmente na manhã de hoje.

Milton Alves Júnior

Ao menos 18 adolescen- tes passaram mal na  manhã de ontem e precisaram ser atendidos por profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). A informação foi oficializada pelo Governo de Sergipe após a Secretaria de estado da Educação ter notificado um possível intoxicação sofrida pelos jovens estudantes do Centro de Excelência Professora Maria Ivanda de Carvalho Nascimento, no Bairro Santos Dumont, na zona Norte de Aracaju. Na perspectiva de estudar o caso e evitar reincidência, peritos da Vigilância Sanitária Estadual já iniciaram o processo de investigação. Profissionais do Instituto Tecnológico de Pesquisa (ITPS) também foram convocados e colaboram com as análises.
Ainda sem confirmação oficial das causas, a suspeita principal é que os alunos tenham sofrido infecção intestinal provocada por algum alimento consumido durante o almoço oferecido na última quarta-feira, 8, e os sintomas tenham surgido em maior representatividade na manhã de ontem. A Secretaria de Estado da Saúde (SES), informou que os pacientes foram atendidos de imediato e que entre as principais queixas apresentadas estão dores abdominais e de cabeça, ânsia de vômito e náuseas. Entre os pacientes atendidos pelo Samu está uma merendeira. Em virtude do problema, a direção escolar optou por suspender as atividades na tarde de ontem.
Principal alvo das perícias, o cardápio em análise era formado na quarta-feira por arroz, macarrão, peito de frango cozido e suco de caju. Os indícios de intoxicação alimentar se tornaram ainda mais evidentes após - paralelamente à unidade Maria Ivanda de Carvalho Nascimento, outros 15 adolescentes, desta vez matriculados no Colégio Estadual Ministro Marco Maciel, no bairro 18 do Forte, também na zona Norte da capital sergipana, também terem apresentado sintomas semelhantes e necessitado de igual forma do apoio operacional do Samu. Após constatação do problema de saúde, todos os pacientes foram encaminhados para unidades básicas de saúde. Dos 33 adolescentes, ao menos 20 haviam recebido liberação médica ainda no início da tarde de ontem.
A expectativa por parte da Secretaria de Estado da Educação é que ainda nesta sexta-feira um laudo seja apresentado a fim de identificar se de fato a água ou a alimentação fornecida tenham resultado no mal-estar coletivo. Ao JORNAL DO DIA a adolescente A. S. L. P., de 16 anos, disse ter sentido incomodo estomacal, mas não se deparou com a necessidade de seguir para uma unidade de pronto atendimento. O irmão que estuda na mesma escola não obteve a mesma postura.
"Ele também reclamou que estava passando mal, mas estava vomitando e eu não. Conseguimos falar com nossa mãe que foi até a escola para ver o que estava acontecendo e depois foi para o posto de saúde acompanhar meu irmão que foi liberado depois de tomar uns remédios. Eu já estou melhor, mas na noite de quarta e manhã de ontem o incômodo realmente era bem chato", declarou. Apesar das suspeitas, o serviço alimentar segue sendo fornecido sem alteração. Pelo Estado não foram informadas as atitudes administrativas a serem adotadas caso se confirme irregularidade nutricional das refeições fornecidas aos estudantes.
As atividades educacionais estão previstas para serem reiniciadas normalmente na manhã de hoje.