Greve Nacional da Educação dia 15 de maio para barrar retrocessos

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Publicada em 06/05/2019 às 22:42:00

 

* Francisca Seixas 
A vida das professoras e dos professores brasileiros nunca foi fácil. A própria função docente já acarreta dificuldades nas questões do processo de ensino-aprendizagem. Mas as condições precárias nas escolas, os baixos salários, a falta de compreensão de boa parte dos prefeitos e governadores de que investir em educação significa investir na nação, dificultam ainda mais a vida do profissional da área.
A educação é a porta de entrada da infância e da juventude para o futuro. Por isso, é essencial lutar contra a ofensiva ultraconservadora. As educadoras e os educadores brasileiros se mobilizam e saem às ruas pelo país afora. A Greve Nacional da Educação marcada para o dia 15 de maio é um importante ato de resistência para mostrar aos fascistas que a inteligência não se deixa vencer sem luta.
Justamente porque o golpe de Estado de 2016 impôs uma agenda regressiva nessa área estratégica para o país. E, para piorar, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) tenta de todas as maneiras jogar a população contra os docentes.
O Ministério da Educação (MEC) se transformou em uma trincheira de ataque às professoras e professores, incitando alunos a filmarem as aulas e delatarem o que chamam de "doutrinação". Enquanto o representante temporário do MEC defende o projeto Escola Sem Partido - esse sim feito para doutrinar e emburrecer a juventude. 
O próprio presidente postou em sua conta no Twitter um vídeo de uma suposta estudante denunciando uma professora "doutrinadora". Vídeo fake logo desmascarado. Foi feito de má-fé por uma militante da extrema-direita, dirigente do PSL no interior paulista. E o ministro da (des)Educação afirma ser direito dos alunos filmar as professoras e professores, mas proíbe celulares nas reuniões em seu gabinete. Pasmem!
Desde a campanha eleitoral, Bolsonaro desfere ataques ao magistério porque querem uma sociedade autoritária, sem pensamento crítico. Com conivência da mídia burguesa, seus aliados usam o combate à inteligência como forma de opressão aos mais pobres. Para isso, a educação para a cidadania e para a liberdade deve ser totalmente suprimida.
Além desse tipo de pressão, o ministro Abraham Weintrab destila ódio, preconceito e preconiza a extinção de disciplinas importantes para o conhecimento humano como Filosofia e Sociologia. Essa intenção somada à reforma do ensino médio, acaba com todas as disciplinas que alimentam a criatividade, a busca do conhecimento, a diversidade, o pensamento crítico e a troca de saberes entre as crianças e jovens. Além de ameaçar cortar verbas das universidades públicas federais.
São Paulo
Em São Paulo não é diferente. O governador João Doria (PSDB) não apresenta projetos para boa estruturação das escolas, onde falta o básico para o bom desenvolvimento do ensino. Menos ainda pensa em acabar com a superlotação de salas de aula, mas quer fatiar as férias das professoras e professores em quatro. Uma semana em abril, catorze dias em julho, uma semana em outubro e um mês de dezembro a janeiro.
Não considera as necessidades da população que deseja ter férias com a família, muito menos dos profissionais da educação, que ficariam sem o necessário descanso em dias consecutivos.
A Greve Nacional de Educação, liderada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) acontece principalmente contra a reforma da previdência porque o magistério está entre as categorias mais prejudicadas.
Se aprovada a reforma da previdência acaba com a aposentadoria especial de 25 anos de trabalho e impõe idade mínima de 60 anos tanto para mulheres quanto para homens com 30 anos de contribuição. Mas para receber o benefício integral a professora e o professor terá que contribuir com a Previdência por 40 anos no mínimo. 
A nossa luta é por uma educação pública, gratuita, laica, inclusiva e de qualidade.
* Francisca Seixa, secretária de Assuntos Educacionais e Culturais do Sindicato dos Professores de Ensino Oficial do Estado de São Paulo (APEOESP), secretária de Saúde da Confederação Nacionaldo Trabalhadores na Educação (CNTE) e dirigente da Central dos Trabalhadores e das Trabalhadoras do Brasil (CTB-SP).

* Francisca Seixas 

A vida das professoras e dos professores brasileiros nunca foi fácil. A própria função docente já acarreta dificuldades nas questões do processo de ensino-aprendizagem. Mas as condições precárias nas escolas, os baixos salários, a falta de compreensão de boa parte dos prefeitos e governadores de que investir em educação significa investir na nação, dificultam ainda mais a vida do profissional da área.
A educação é a porta de entrada da infância e da juventude para o futuro. Por isso, é essencial lutar contra a ofensiva ultraconservadora. As educadoras e os educadores brasileiros se mobilizam e saem às ruas pelo país afora. A Greve Nacional da Educação marcada para o dia 15 de maio é um importante ato de resistência para mostrar aos fascistas que a inteligência não se deixa vencer sem luta.
Justamente porque o golpe de Estado de 2016 impôs uma agenda regressiva nessa área estratégica para o país. E, para piorar, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) tenta de todas as maneiras jogar a população contra os docentes.O Ministério da Educação (MEC) se transformou em uma trincheira de ataque às professoras e professores, incitando alunos a filmarem as aulas e delatarem o que chamam de "doutrinação". Enquanto o representante temporário do MEC defende o projeto Escola Sem Partido - esse sim feito para doutrinar e emburrecer a juventude. 
O próprio presidente postou em sua conta no Twitter um vídeo de uma suposta estudante denunciando uma professora "doutrinadora". Vídeo fake logo desmascarado. Foi feito de má-fé por uma militante da extrema-direita, dirigente do PSL no interior paulista. E o ministro da (des)Educação afirma ser direito dos alunos filmar as professoras e professores, mas proíbe celulares nas reuniões em seu gabinete. Pasmem!
Desde a campanha eleitoral, Bolsonaro desfere ataques ao magistério porque querem uma sociedade autoritária, sem pensamento crítico. Com conivência da mídia burguesa, seus aliados usam o combate à inteligência como forma de opressão aos mais pobres. Para isso, a educação para a cidadania e para a liberdade deve ser totalmente suprimida.
Além desse tipo de pressão, o ministro Abraham Weintrab destila ódio, preconceito e preconiza a extinção de disciplinas importantes para o conhecimento humano como Filosofia e Sociologia. Essa intenção somada à reforma do ensino médio, acaba com todas as disciplinas que alimentam a criatividade, a busca do conhecimento, a diversidade, o pensamento crítico e a troca de saberes entre as crianças e jovens. Além de ameaçar cortar verbas das universidades públicas federais.

São Paulo
Em São Paulo não é diferente. O governador João Doria (PSDB) não apresenta projetos para boa estruturação das escolas, onde falta o básico para o bom desenvolvimento do ensino. Menos ainda pensa em acabar com a superlotação de salas de aula, mas quer fatiar as férias das professoras e professores em quatro. Uma semana em abril, catorze dias em julho, uma semana em outubro e um mês de dezembro a janeiro.
Não considera as necessidades da população que deseja ter férias com a família, muito menos dos profissionais da educação, que ficariam sem o necessário descanso em dias consecutivos.
A Greve Nacional de Educação, liderada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) acontece principalmente contra a reforma da previdência porque o magistério está entre as categorias mais prejudicadas.
Se aprovada a reforma da previdência acaba com a aposentadoria especial de 25 anos de trabalho e impõe idade mínima de 60 anos tanto para mulheres quanto para homens com 30 anos de contribuição. Mas para receber o benefício integral a professora e o professor terá que contribuir com a Previdência por 40 anos no mínimo. 
A nossa luta é por uma educação pública, gratuita, laica, inclusiva e de qualidade.

* Francisca Seixa, secretária de Assuntos Educacionais e Culturais do Sindicato dos Professores de Ensino Oficial do Estado de São Paulo (APEOESP), secretária de Saúde da Confederação Nacionaldo Trabalhadores na Educação (CNTE) e dirigente da Central dos Trabalhadores e das Trabalhadoras do Brasil (CTB-SP).