Debate bang bang

Compartilhar:
Imprimir Aumentar Texto Diminuir Texto

Clique nas imagens para ampliar

Publicada em 27/04/2019 às 16:50:00

 

O surto agressivo do vereador 
Cabo Amintas, capaz de perder 
o decoro e chegar às vias de fato ao se perceber derrotado em eventual confronto de ideias, deixou toda a Câmara de Aracaju com uma pulga atrás da orelha. A presença de parlamentares armados em ambiente onde somente os argumentos deveriam ser sacados do coldre aponta a pobreza do diálogo ali travado. Via de regra, quem recorre à violência não tem envergadura intelectual para se bater com as palavras.
 A polêmica sobre a presença de deputados e vereadores com porte de arma em plenário não é preocupação exclusiva da Câmara Municipal de Aracaju. Na Assembleia Legislativa de Sergipe, por exemplo, o porte é restrito aos policiais e bombeiros lotados no Gabinete Militar da Casa. E há razões de sobra para que seja assim.
A proibição também é regra na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, cujo plenário foi palco de uma troca de tiros entre os então senadores alagoanos Silvestre Péricles e Arnon de Mello (pai do ex-presidente Fernando Collor), em dezembro de 1963. O bang bang, inclusive, resultou em morte. Ao tentar apartar os valentes, um senador do Acre foi atingido por dois tiros e não resistiu.
A presidência da CMA, está coberto de razão ao tomar providências para evitar o pior. Próxima terça-feira, a questão é decidida no plenário da Casa. Melhor assim. Infelizmente, o parlamento municipal reúne todos os elementos necessários para uma cena de faroeste. O porte de armas mais o despreparo emocional não são combinação segura em nenhum lugar do mundo.

O surto agressivo do vereador  Cabo Amintas, capaz de perder  o decoro e chegar às vias de fato ao se perceber derrotado em eventual confronto de ideias, deixou toda a Câmara de Aracaju com uma pulga atrás da orelha. A presença de parlamentares armados em ambiente onde somente os argumentos deveriam ser sacados do coldre aponta a pobreza do diálogo ali travado. Via de regra, quem recorre à violência não tem envergadura intelectual para se bater com as palavras.
 A polêmica sobre a presença de deputados e vereadores com porte de arma em plenário não é preocupação exclusiva da Câmara Municipal de Aracaju. Na Assembleia Legislativa de Sergipe, por exemplo, o porte é restrito aos policiais e bombeiros lotados no Gabinete Militar da Casa. E há razões de sobra para que seja assim.
A proibição também é regra na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, cujo plenário foi palco de uma troca de tiros entre os então senadores alagoanos Silvestre Péricles e Arnon de Mello (pai do ex-presidente Fernando Collor), em dezembro de 1963. O bang bang, inclusive, resultou em morte. Ao tentar apartar os valentes, um senador do Acre foi atingido por dois tiros e não resistiu.
A presidência da CMA, está coberto de razão ao tomar providências para evitar o pior. Próxima terça-feira, a questão é decidida no plenário da Casa. Melhor assim. Infelizmente, o parlamento municipal reúne todos os elementos necessários para uma cena de faroeste. O porte de armas mais o despreparo emocional não são combinação segura em nenhum lugar do mundo.