Em memória de Zé Peixe

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Abrindo caminhos
Abrindo caminhos

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Publicada em 26/04/2019 às 23:07:00

 

Rian Santos
riansantos@jornaldodiase.com.br
Zé Peixe não combina 
com pedra, viveu es-
tranho às condolências rígidas do cimento. Sagrado na água escura do Rio Sergipe, o último herói da aldeia deu as costas para a avenida e mergulhou no imaginário do lugar - Tudo pelo gosto das braçadas. 
Caso raro de homem à altura do personagem, o prático cantado em verso e prosa é fonte generosa de inspiração. Músicos, poetas, fotógrafos e artistas visuais já mataram a sede com um gole dessa fonte. Só o poder político, invejoso do amor devotado a alguém tão simples, foi capaz de ignorar a beleza lírica de seu exemplo.
O ex governador João Alves Filho teve oportunidade de batizar a ponte Aracaju/Barra com o nome de Zé Peixe, mas fez ouvidos moucos para o clamor popular e deixou a própria mesquinharia documentada na placa de inauguração da tal obra. Azar o dele. Nem assim, com a força do trator e da grana, o todo poderoso conseguiu roubar o lugar de Zé Peixe no coração dos sergipanos.
O homem por trás do mito - Nascido em Aracaju, José Martins Ribeiro Nunes, mais conhecido como Zé Peixe, atuou por muitos anos, conduzindo embarcações que entravam e saíam de Aracaju, pelo Rio Sergipe. 
O inusitado, em sua tarefa, se devia ao fato dele não necessitar de embarcação de apoio para transportá-lo. Quando um navio necessitava entrar na barra do Rio Sergipe, Zé Peixe nadava até o local, sozinho, com a força dos próprios braços, íntimo daquelas águas.
Assim, de braçada em braçada, servindo de guia, abrindo caminhos nas águas revoltas do rio, Zé Peixe nadou até os 85 anos, merecedor de todos os prêmios e homenagens prestadas ainda em vida, até falecer em 2012, num dia 26 de abril.

Zé Peixe não combina  com pedra, viveu es- tranho às condolências rígidas do cimento. Sagrado na água escura do Rio Sergipe, o último herói da aldeia deu as costas para a avenida e mergulhou no imaginário do lugar - Tudo pelo gosto das braçadas. 
Caso raro de homem à altura do personagem, o prático cantado em verso e prosa é fonte generosa de inspiração. Músicos, poetas, fotógrafos e artistas visuais já mataram a sede com um gole dessa fonte. Só o poder político, invejoso do amor devotado a alguém tão simples, foi capaz de ignorar a beleza lírica de seu exemplo.
O ex governador João Alves Filho teve oportunidade de batizar a ponte Aracaju/Barra com o nome de Zé Peixe, mas fez ouvidos moucos para o clamor popular e deixou a própria mesquinharia documentada na placa de inauguração da tal obra. Azar o dele. Nem assim, com a força do trator e da grana, o todo poderoso conseguiu roubar o lugar de Zé Peixe no coração dos sergipanos.

O homem por trás do mito - Nascido em Aracaju, José Martins Ribeiro Nunes, mais conhecido como Zé Peixe, atuou por muitos anos, conduzindo embarcações que entravam e saíam de Aracaju, pelo Rio Sergipe. 
O inusitado, em sua tarefa, se devia ao fato dele não necessitar de embarcação de apoio para transportá-lo. Quando um navio necessitava entrar na barra do Rio Sergipe, Zé Peixe nadava até o local, sozinho, com a força dos próprios braços, íntimo daquelas águas.
Assim, de braçada em braçada, servindo de guia, abrindo caminhos nas águas revoltas do rio, Zé Peixe nadou até os 85 anos, merecedor de todos os prêmios e homenagens prestadas ainda em vida, até falecer em 2012, num dia 26 de abril.