Estagnação do salário mínimo afeta economia dos municípios sergipanos

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Publicada em 18/04/2019 às 11:49:00

 

O governo Bolsonaro irá estagnar o aumento do salário mínimo nos próximos quatro anos. É o que está regulamentado na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) encaminhada pelo Governo Federal para o Congresso Nacional na última segunda-feira, 15, que prevê como se darão os gastos do governo federal nos próximos quatro anos. A proposta orçamentária permite o reajuste anual do salário mínimo apenas com a reposição da inflação no período. Em outras palavras, o salário mínimo não terá aumento real para o trabalhador.
A presidente da FETAM Sergipe, Itanamara Guedes, explica que a medida impacta diretamente na vida dos trabalhadores do serviço público municipal, "seja porque em sua maioria recebem salário mínimo, seja porque muitos prefeitos utilizam os percentuais do aumento do salário mínimo como referência de reajuste salarial para todas as categorias que compõem o funcionalismo público municipal, inclusive os aposentados". Ela aponta ainda que o salário mínimo também é a referência para os trabalhadores rurais, que representam outra numerosa categoria nos municípios de pequeno porte.
Para o economista do Dieese, Luiz Moura, o impacto da medida vai muito além da redução do poder de compra dos trabalhadores, chegando a atingir até mesmo a economia dos municípios sergipanos, sobretudo os de pequeno porte. "Quando não se dá nenhum reajuste real ao salário mínimo, na prática, você está congelando o poder de compra de quem recebe ou tem como referência de reajuste o valor do salário mínimo: trabalhadores rurais e servidores públicos. Isso significa que o comércio dos municípios terá diminuição", explica o economista. 

O governo Bolsonaro irá estagnar o aumento do salário mínimo nos próximos quatro anos. É o que está regulamentado na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) encaminhada pelo Governo Federal para o Congresso Nacional na última segunda-feira, 15, que prevê como se darão os gastos do governo federal nos próximos quatro anos. A proposta orçamentária permite o reajuste anual do salário mínimo apenas com a reposição da inflação no período. Em outras palavras, o salário mínimo não terá aumento real para o trabalhador.
A presidente da FETAM Sergipe, Itanamara Guedes, explica que a medida impacta diretamente na vida dos trabalhadores do serviço público municipal, "seja porque em sua maioria recebem salário mínimo, seja porque muitos prefeitos utilizam os percentuais do aumento do salário mínimo como referência de reajuste salarial para todas as categorias que compõem o funcionalismo público municipal, inclusive os aposentados". Ela aponta ainda que o salário mínimo também é a referência para os trabalhadores rurais, que representam outra numerosa categoria nos municípios de pequeno porte.
Para o economista do Dieese, Luiz Moura, o impacto da medida vai muito além da redução do poder de compra dos trabalhadores, chegando a atingir até mesmo a economia dos municípios sergipanos, sobretudo os de pequeno porte. "Quando não se dá nenhum reajuste real ao salário mínimo, na prática, você está congelando o poder de compra de quem recebe ou tem como referência de reajuste o valor do salário mínimo: trabalhadores rurais e servidores públicos. Isso significa que o comércio dos municípios terá diminuição", explica o economista.