João Eloy: policial confirma dois tiros em Clautenes

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Publicada em 17/04/2019 às 10:09:00

 

O secretário da Segu-
rança Pública, João 
Eloy de Menezes, esteve reunido ontem de manhã com os familiares do designer de interiores Clautenes José dos Santos, 37 anos, que morreu no último dia 8, após uma abordagem de policiais civis lotados na Divisão de Roubos e Furtos de Veículos (DRFV), ocorrida no bairro Santos Dumont (zona norte de Aracaju). Foi o primeiro encontro formal da família da vítima com representantes da cúpula da polícia sergipana, após o episódio. 
Durante cerca de uma hora, Eloy conversou com o pai e dois irmãos do designer, a quem revelou alguns detalhes do andamento do inquérito policial instaurado pelo Departamento de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP) para investigar o caso. Os policiais, que não tiveram seus nomes divulgados, foram afastados de suas funções dois dias depois da morte de Clautenes. Segundo o secretário, um deles admitiu ter disparado dois tiros contra o designer, no momento em que ele e seus parceiros seguiam um carro semelhante ao descrito como o que teria sido roubado minutos antes, no conjunto Bugio (zona oeste). 
Aos jornalistas, Eloy frisou que, apesar do relato, restam ainda ser esclarecidas todas as causas e circunstâncias que levaram à abordagem e ao respectivo desfecho. "Não existe uma abordagem padrão de você chegar atirando, a polícia atira quando tem uma reação, quando a pessoa atira primeiro. O policial assume que ele atirou. Agora, o que cabe aos investigadores é saber a circunstância, de que forma ele atirou, se já chegou atirando, se o Clautenes chegou a sair do carro", disse, pontuando  que as investigações do DHPP, com acompanhamento da Corregedoria de Polícia Civil, estão bem adiantadas, mas tem outras etapas a serem cumpridas. 
Uma delas será a reconstituição da abordagem, que será realizada em data a ser marcada, com a presença de delegados, peritos do Instituto de Criminalística e promotores do Ministério Público Estadual, que serão chamados para acompanhar a diligência. Outra será a análise de imagens gravadas câmeras de segurança de imóveis próximos ao local onde tudo aconteceu. "É e está sendo uma apuração isenta. Tem vários atos dentro desta investigação que precisam ser feitos, e tudo será dentro da sua hora. Depois, todo o inquérito será remetido à Justiça e tem o Ministério Público que, caso não concorde com a investigação da polícia, terá sua autonomia e autoridade para rever todos os atos", afirmou Eloy. 
O irmão de Clautenes, Cleverton dos Santos, declarou ontem que a família ficou satisfeita com as explicações do secretário e da delegada-geral de Polícia Civil, Katarina Feitoza, que também participou da reunião. "Desde a morte do meu irmão, este é o primeiro contato da SSP, até então não tivemos contato nenhum. Mas nós sentimos a dedicação do secretário em esclarecer esse fato, assim como nossa família quer e como a própria Secretaria quer. Ficou acertado também que esse caso será passado para a Corregedoria. Isso nos dá um certo alívio e saímos daqui com um pouco mais de tranquilidade", comentou.
Na noite de sua morte, Clautenes estava com um amigo em um carro do aplicartivo Uber e ambos voltavam de um encontro de amigos no Conjunto Bugio para a Barra dos Coqueiros. No meio do caminho, o carro foi abordado pelos três agentes, que participavam de uma investigação contra um grupo que roubava carros na zona oeste da cidade. Além do inquérito da SSP, o caso é apurado por um procedimento administrativo aberto pelo MPSE, além de acompanhado pela Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil em Sergipe (OAB/SE). 

O secretário da Segu- rança Pública, João  Eloy de Menezes, esteve reunido ontem de manhã com os familiares do designer de interiores Clautenes José dos Santos, 37 anos, que morreu no último dia 8, após uma abordagem de policiais civis lotados na Divisão de Roubos e Furtos de Veículos (DRFV), ocorrida no bairro Santos Dumont (zona norte de Aracaju). Foi o primeiro encontro formal da família da vítima com representantes da cúpula da polícia sergipana, após o episódio. 
Durante cerca de uma hora, Eloy conversou com o pai e dois irmãos do designer, a quem revelou alguns detalhes do andamento do inquérito policial instaurado pelo Departamento de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP) para investigar o caso. Os policiais, que não tiveram seus nomes divulgados, foram afastados de suas funções dois dias depois da morte de Clautenes. Segundo o secretário, um deles admitiu ter disparado dois tiros contra o designer, no momento em que ele e seus parceiros seguiam um carro semelhante ao descrito como o que teria sido roubado minutos antes, no conjunto Bugio (zona oeste). 
Aos jornalistas, Eloy frisou que, apesar do relato, restam ainda ser esclarecidas todas as causas e circunstâncias que levaram à abordagem e ao respectivo desfecho. "Não existe uma abordagem padrão de você chegar atirando, a polícia atira quando tem uma reação, quando a pessoa atira primeiro. O policial assume que ele atirou. Agora, o que cabe aos investigadores é saber a circunstância, de que forma ele atirou, se já chegou atirando, se o Clautenes chegou a sair do carro", disse, pontuando  que as investigações do DHPP, com acompanhamento da Corregedoria de Polícia Civil, estão bem adiantadas, mas tem outras etapas a serem cumpridas. 
Uma delas será a reconstituição da abordagem, que será realizada em data a ser marcada, com a presença de delegados, peritos do Instituto de Criminalística e promotores do Ministério Público Estadual, que serão chamados para acompanhar a diligência. Outra será a análise de imagens gravadas câmeras de segurança de imóveis próximos ao local onde tudo aconteceu. "É e está sendo uma apuração isenta. Tem vários atos dentro desta investigação que precisam ser feitos, e tudo será dentro da sua hora. Depois, todo o inquérito será remetido à Justiça e tem o Ministério Público que, caso não concorde com a investigação da polícia, terá sua autonomia e autoridade para rever todos os atos", afirmou Eloy. 
O irmão de Clautenes, Cleverton dos Santos, declarou ontem que a família ficou satisfeita com as explicações do secretário e da delegada-geral de Polícia Civil, Katarina Feitoza, que também participou da reunião. "Desde a morte do meu irmão, este é o primeiro contato da SSP, até então não tivemos contato nenhum. Mas nós sentimos a dedicação do secretário em esclarecer esse fato, assim como nossa família quer e como a própria Secretaria quer. Ficou acertado também que esse caso será passado para a Corregedoria. Isso nos dá um certo alívio e saímos daqui com um pouco mais de tranquilidade", comentou.
Na noite de sua morte, Clautenes estava com um amigo em um carro do aplicartivo Uber e ambos voltavam de um encontro de amigos no Conjunto Bugio para a Barra dos Coqueiros. No meio do caminho, o carro foi abordado pelos três agentes, que participavam de uma investigação contra um grupo que roubava carros na zona oeste da cidade. Além do inquérito da SSP, o caso é apurado por um procedimento administrativo aberto pelo MPSE, além de acompanhado pela Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil em Sergipe (OAB/SE).