MP do Ceará cumpre mandado contra sonegação em Aracaju

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FOI UMA OPERAÇÃO CONJUNTA DO GAECO E DO COE DENTRO DE UMA INVESTIGAÇÃO INICIADA NO ESTADO DO CEARÁ CONTRA SONEGAÇÃO
FOI UMA OPERAÇÃO CONJUNTA DO GAECO E DO COE DENTRO DE UMA INVESTIGAÇÃO INICIADA NO ESTADO DO CEARÁ CONTRA SONEGAÇÃO

A operação mobilizou o Gaeco e policiais do COE
A operação mobilizou o Gaeco e policiais do COE

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Publicada em 17/04/2019 às 10:06:00

 

Gabriel Damásio
Um mandado de busca e apreensão foi cumprido ontem em Aracaju por equipes do Ministério Público de Sergipe (MPSE) e da Polícia Militar. Elas foram vistas na manhã de ontem apreendendo documentos e mercadorias em um galpão, cujo endereço não foi revelado. A busca fez parte da 'Operação Aluminium', deflagrada pelo Ministério Público do Ceará (MPCE) em parceria com a Receita Federal e as secretarias cearenses da Fazenda e da Segurança Pública. Ela investigou um esquema da sonegação fiscal que, segundo os promotores, teria sonegado cerca de R$ 240 milhões entre 2014 e 2018, beneficiando uma empresa de alumínio sediada em Jaguaribe (CE). 
Segundo o MP cearense, a atividade principal do grupo era a criação de empresas fictícias constituídas por "laranjas" e responsáveis pela emissão de inúmeras e milionárias notas fiscais fraudulentas. O objetivo era beneficiar, mediante a geração de créditos indevidos de ICMS, as principais empresas envolvidas no esquema, com evidências de praticas de lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e outros crimes. Há indícios da existência de pelo menos 22 empresas, sendo 18 de fachada e outras quatro de capital fechado. Uma delas estava sediada em Sergipe, enquanto as outras atuavam nos estados de São Paulo, Ceará, Maranhão, Piauí e Bahia. Juntas, elas teriam movimentado R$ 5,5 bilhões nos últimos quatro anos.
Além do mandado de busca cumprido em Aracaju, foram expedidos 52 mandados judiciais, sendo 18 de prisão (temporária e preventiva) e 35 de busca e apreensão para sete cidades do Ceará e de São Paulo. Até a tarde de ontem, 12 pessoas foram presas e outras seis eram consideradas foragidas. Além dos documentos e mercadorias, foram apreendidos computadores, celulares e veículos dos investigados. As informações levantadas pelo MPCE e pela Sefaz cearense foram compartilhadas com a Receita Federal, devido a indícios de fraude contra o PIS e COFINS. 

Gabriel Damásio

Um mandado de busca e apreensão foi cumprido ontem em Aracaju por equipes do Ministério Público de Sergipe (MPSE) e da Polícia Militar. Elas foram vistas na manhã de ontem apreendendo documentos e mercadorias em um galpão, cujo endereço não foi revelado. A busca fez parte da 'Operação Aluminium', deflagrada pelo Ministério Público do Ceará (MPCE) em parceria com a Receita Federal e as secretarias cearenses da Fazenda e da Segurança Pública. Ela investigou um esquema da sonegação fiscal que, segundo os promotores, teria sonegado cerca de R$ 240 milhões entre 2014 e 2018, beneficiando uma empresa de alumínio sediada em Jaguaribe (CE). 
Segundo o MP cearense, a atividade principal do grupo era a criação de empresas fictícias constituídas por "laranjas" e responsáveis pela emissão de inúmeras e milionárias notas fiscais fraudulentas. O objetivo era beneficiar, mediante a geração de créditos indevidos de ICMS, as principais empresas envolvidas no esquema, com evidências de praticas de lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e outros crimes. Há indícios da existência de pelo menos 22 empresas, sendo 18 de fachada e outras quatro de capital fechado. Uma delas estava sediada em Sergipe, enquanto as outras atuavam nos estados de São Paulo, Ceará, Maranhão, Piauí e Bahia. Juntas, elas teriam movimentado R$ 5,5 bilhões nos últimos quatro anos.
Além do mandado de busca cumprido em Aracaju, foram expedidos 52 mandados judiciais, sendo 18 de prisão (temporária e preventiva) e 35 de busca e apreensão para sete cidades do Ceará e de São Paulo. Até a tarde de ontem, 12 pessoas foram presas e outras seis eram consideradas foragidas. Além dos documentos e mercadorias, foram apreendidos computadores, celulares e veículos dos investigados. As informações levantadas pelo MPCE e pela Sefaz cearense foram compartilhadas com a Receita Federal, devido a indícios de fraude contra o PIS e COFINS.