Após impasse, retirada de barracos no Marivan é suspensa

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Publicada em 09/04/2019 às 07:19:00

 

Gabriel Damásio
Foi adiada a desocupação de uma invasão situada no Loteamento Marivan, bairro Sanra Maria, zona sul da capital. O local é ocupado por famílias sem-teto e reivindicado pela Empresa Municipal de Obras e Urbanismo (Emurb), que pretende fazer uma avenida na região. No começo da tarde, equipes da Emurb, da Guarda Municipal e de outros órgãos da Prefeitura Municipal de Aracaju (PMA)estiveram no local, que fica aos fundos de uma empresa de materiais de construção. Eles tentaram fazer a retirada dos barracos, mas houve resistência dos ocupantes e alguns deles chegaram a colocar-se à frente das máquinas, recusando-se a sair dos barracos.
A situação foi contornada após a chegada de representantes da Defensoria Pública Estadual (DPE), que tenta negociar um acordo para a retirada das famílias. Segundo a líder da ocupação Michelle Santos, os sem-teto dizem que só deixam o local se eles forem incluídos em algum programa de auxílio-moradia ou de construção de casas populares. "De nada adianta tirar a gente daqui e não derem alternativa. A gente quer ir pra um lugar melhor, porque aqui [na ocupação], a gente vive de baixo de chuva, de raio, de sol, de vento... Mas só temos condições de ir se nos derem o auxílio moradia", disse ela. 
Ainda de acordo com Michelle, são cerca de 40 barracos que estão no local, agrupando cerca de 70 famílias sem-teto que chegaram ao local há cerca de oito anos. A líder alegou que não havia nenhuma ordem judicial autorizando a desocupação, mas mesmo assim a PMA fez a notificação para que todos saiam do local. "Todo mundo aqui é desempregado, vive de catar latinha, de catar reciclagem. Não temos condições de pagar um aluguel", reclamou a líder, garantindo que os moradores da ocupação não são ligados a nenhum movimento social ou político. 
Não são 70 - A PMA confirma a notificação aos moradores, mas contesta os dados passados pela liderança da ocupação do Marivan. Segundo o secretário-adjunto de Comunicação, Luciano Correia, os barracos montados naquela região são apenas 12, dos quais sete estavam ocupados. "Na região do Marivan, onde a Prefeitura de Aracaju está realizando obras de infraestrutura, 12 barracos foram erguidos em área pública, bem no eixo de uma avenida onde a obra será realizada. A Emurb notificou os invasores na semana passada para que desocupassem o local. Eles concordaram que estavam errados e se comprometerem a desocupar a área até esta segunda-feira.", disse Luciano.
O secretário disse também que as equipes da PMA voltaram ao local da ocupação para verificar se os sem-teto desocuparam a avenida de fato, o que não aconteceu. "Como eles não cumpriram a determinação e continuaram no local de forma irregular, a Emurb vai definir quais as providências que serão adotadas", afirmou, destacando que a avenida a ser construída na região do Marivan é uma extensão prevista no Plano de Mobilidade Urbana do município, que atende a uma reivindicação histórica da população do Santa Maria e amplia os acessos da comunidade local aos bairros da área central, além de permitiu a expansão da cidade para a região. "Tanto foram cobradas providências da Prefeitura para a população do Marivan, e agora que esta reivindicação será atendida, aparece esta invasão no leito da rua. A Prefeitura não deixará de cumprir com a sua responsabilidade", avisou Luciano. 

Gabriel Damásio

Foi adiada a desocupação de uma invasão situada no Loteamento Marivan, bairro Sanra Maria, zona sul da capital. O local é ocupado por famílias sem-teto e reivindicado pela Empresa Municipal de Obras e Urbanismo (Emurb), que pretende fazer uma avenida na região. No começo da tarde, equipes da Emurb, da Guarda Municipal e de outros órgãos da Prefeitura Municipal de Aracaju (PMA)estiveram no local, que fica aos fundos de uma empresa de materiais de construção. Eles tentaram fazer a retirada dos barracos, mas houve resistência dos ocupantes e alguns deles chegaram a colocar-se à frente das máquinas, recusando-se a sair dos barracos.
A situação foi contornada após a chegada de representantes da Defensoria Pública Estadual (DPE), que tenta negociar um acordo para a retirada das famílias. Segundo a líder da ocupação Michelle Santos, os sem-teto dizem que só deixam o local se eles forem incluídos em algum programa de auxílio-moradia ou de construção de casas populares. "De nada adianta tirar a gente daqui e não derem alternativa. A gente quer ir pra um lugar melhor, porque aqui [na ocupação], a gente vive de baixo de chuva, de raio, de sol, de vento... Mas só temos condições de ir se nos derem o auxílio moradia", disse ela. 
Ainda de acordo com Michelle, são cerca de 40 barracos que estão no local, agrupando cerca de 70 famílias sem-teto que chegaram ao local há cerca de oito anos. A líder alegou que não havia nenhuma ordem judicial autorizando a desocupação, mas mesmo assim a PMA fez a notificação para que todos saiam do local. "Todo mundo aqui é desempregado, vive de catar latinha, de catar reciclagem. Não temos condições de pagar um aluguel", reclamou a líder, garantindo que os moradores da ocupação não são ligados a nenhum movimento social ou político. 

Não são 70 - A PMA confirma a notificação aos moradores, mas contesta os dados passados pela liderança da ocupação do Marivan. Segundo o secretário-adjunto de Comunicação, Luciano Correia, os barracos montados naquela região são apenas 12, dos quais sete estavam ocupados. "Na região do Marivan, onde a Prefeitura de Aracaju está realizando obras de infraestrutura, 12 barracos foram erguidos em área pública, bem no eixo de uma avenida onde a obra será realizada. A Emurb notificou os invasores na semana passada para que desocupassem o local. Eles concordaram que estavam errados e se comprometerem a desocupar a área até esta segunda-feira.", disse Luciano.
O secretário disse também que as equipes da PMA voltaram ao local da ocupação para verificar se os sem-teto desocuparam a avenida de fato, o que não aconteceu. "Como eles não cumpriram a determinação e continuaram no local de forma irregular, a Emurb vai definir quais as providências que serão adotadas", afirmou, destacando que a avenida a ser construída na região do Marivan é uma extensão prevista no Plano de Mobilidade Urbana do município, que atende a uma reivindicação histórica da população do Santa Maria e amplia os acessos da comunidade local aos bairros da área central, além de permitiu a expansão da cidade para a região. "Tanto foram cobradas providências da Prefeitura para a população do Marivan, e agora que esta reivindicação será atendida, aparece esta invasão no leito da rua. A Prefeitura não deixará de cumprir com a sua responsabilidade", avisou Luciano.