Autismo: audiência pública aborda importância da conscientização e a necessidade de efetivação de direitos

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O debate foi realizado no plenário da Assembleia Legislativa
O debate foi realizado no plenário da Assembleia Legislativa

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Publicada em 03/04/2019 às 08:50:00

 

Em homenagem ao Dia Mundial de Conscientização do Autismo, a Assembleia Legislativa promoveu nesta terça-feira uma audiência pública sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA). Proposta pelo deputado estadual Luciano Pimentel, a audiência colocou em debate as barreiras criadas pela falta de informação e a necessidade de efetivação dos direitos da pessoa com TEA, que ainda não são respeitados em Sergipe.
Realizando a abertura da audiência, Pimentel recordou que em março se reuniu com pais e mães de autistas e pode ouvir as dificuldades enfrentadas por eles em nosso Estado. "A partir desse encontro, começamos a intensificar o trabalho, que iniciamos no mês de fevereiro, em prol da conscientização e da regulamentação de direitos em Sergipe", rememorou Pimentel, continuando.
 "Essa atuação já tem rendido frutos como o Projeto de Lei 32/2019, que aguarda apreciação nesta Casa e visa o atendimento preferencial, e a propositura da composição de uma Frente Parlamentar para que possamos, durante os quatro anos do mandato, tratar desse tema aqui na Alese", explanou.
Medicina e Família - Presidente da Sociedade Sergipana de Pediatria, Glória Lopes, apresentou uma fala a partir do olhar da medicina pediátrica, expondo um pouco das histórias que fazem parte da sua vivência profissional, desde a percepção dos primeiros sinais do TEA e até as principais reações das famílias que chegam a seu consultório.
 "Muitas vezes somos nós, pediatras, que realizamos esse primeiro diagnóstico do autismo, a partir da análise de sinais que se enquadram no TEA, e procuramos orientar os familiares para necessidade de iniciar um tratamento multidisciplinar", disse Glória.
Presidente da Associação de Amigos do Autista de Sergipe (AMAS) e pai de um adulto com TEA, José Flávio, destacou que discutir o tema é fundamental, pois a falta de informação faz com que as famílias não tenham seus direitos cumpridos. "Para nós, que somos pais de autistas, é de muita importância para que os poderes constituídos venham a ter uma visão melhor e maior sobre o autismo em Sergipe, porque fomos renegados ao segundo plano e não temos a quem recorrer".
Doutora em educação e pesquisadora na área de inclusão, a professora Rita de Cácia Souza, abordou o conceito do TEA sob o viés da psiquiatria e apontou algumas perspectivas relacionadas à prática educacional, reforçando a relevância da acessibilidade no processo de evolução das crianças diagnosticadas com autismo.
Pós-Graduada em Ciência do Comportamento pela George Brown College (Canadá) e especialista no Método ABA (Análise Comportamental Aplicada), Isis Bacelar, focou sua palestra na terapia como ferramenta essencial para evoluir no tratamento do TEA.
O autismo é identificado na infância, entre 1 ano e meio e 3 anos, embora os sinais iniciais às vezes apareçam já nos primeiros meses de vida. O TEA afeta a comunicação e capacidade de aprendizado e adaptação da criança. No Brasil, estima-se que existam cerca de dois milhões de pessoas dentro do espectro. Deste total, de acordo com o Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas (São Paulo), mais de 90% está completamente desassistido.

Em homenagem ao Dia Mundial de Conscientização do Autismo, a Assembleia Legislativa promoveu nesta terça-feira uma audiência pública sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA). Proposta pelo deputado estadual Luciano Pimentel, a audiência colocou em debate as barreiras criadas pela falta de informação e a necessidade de efetivação dos direitos da pessoa com TEA, que ainda não são respeitados em Sergipe.
Realizando a abertura da audiência, Pimentel recordou que em março se reuniu com pais e mães de autistas e pode ouvir as dificuldades enfrentadas por eles em nosso Estado. "A partir desse encontro, começamos a intensificar o trabalho, que iniciamos no mês de fevereiro, em prol da conscientização e da regulamentação de direitos em Sergipe", rememorou Pimentel, continuando.
 "Essa atuação já tem rendido frutos como o Projeto de Lei 32/2019, que aguarda apreciação nesta Casa e visa o atendimento preferencial, e a propositura da composição de uma Frente Parlamentar para que possamos, durante os quatro anos do mandato, tratar desse tema aqui na Alese", explanou.

Medicina e Família - Presidente da Sociedade Sergipana de Pediatria, Glória Lopes, apresentou uma fala a partir do olhar da medicina pediátrica, expondo um pouco das histórias que fazem parte da sua vivência profissional, desde a percepção dos primeiros sinais do TEA e até as principais reações das famílias que chegam a seu consultório.
 "Muitas vezes somos nós, pediatras, que realizamos esse primeiro diagnóstico do autismo, a partir da análise de sinais que se enquadram no TEA, e procuramos orientar os familiares para necessidade de iniciar um tratamento multidisciplinar", disse Glória.
Presidente da Associação de Amigos do Autista de Sergipe (AMAS) e pai de um adulto com TEA, José Flávio, destacou que discutir o tema é fundamental, pois a falta de informação faz com que as famílias não tenham seus direitos cumpridos. "Para nós, que somos pais de autistas, é de muita importância para que os poderes constituídos venham a ter uma visão melhor e maior sobre o autismo em Sergipe, porque fomos renegados ao segundo plano e não temos a quem recorrer".
Doutora em educação e pesquisadora na área de inclusão, a professora Rita de Cácia Souza, abordou o conceito do TEA sob o viés da psiquiatria e apontou algumas perspectivas relacionadas à prática educacional, reforçando a relevância da acessibilidade no processo de evolução das crianças diagnosticadas com autismo.
Pós-Graduada em Ciência do Comportamento pela George Brown College (Canadá) e especialista no Método ABA (Análise Comportamental Aplicada), Isis Bacelar, focou sua palestra na terapia como ferramenta essencial para evoluir no tratamento do TEA.
O autismo é identificado na infância, entre 1 ano e meio e 3 anos, embora os sinais iniciais às vezes apareçam já nos primeiros meses de vida. O TEA afeta a comunicação e capacidade de aprendizado e adaptação da criança. No Brasil, estima-se que existam cerca de dois milhões de pessoas dentro do espectro. Deste total, de acordo com o Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas (São Paulo), mais de 90% está completamente desassistido.