Ditadura nunca mais

Rita Oliveira


  • A boa convivência política do PT com o PSD não ocorre somente a nível de governo. Ontem, em Estância, o presidente municipal do PT, ex-vereador Dominguinhos, e o presidente municipal do PSD, vereador Sérgio Melo, tomaram café da manhã tendo no cardápio a

 

No último domingo completou 55 anos do gol
pe militar no Brasil, que resultou em uma dita
dura de 21. Em 31 de março de 1964 começou um longo período negro no país, com a não realização de eleição direta para presidente, fechamento do Congresso Nacional, mandatos cassados, censura à imprensa e o que é pior: tortura e morte daqueles que lutavam pela democracia.
De acordo com a Comissão da Verdade, durante o regime de execução, 434 pessoas foram mortas ou desapareceram, com apenas 33 corpos sendo localizados.  Sem falar nas centenas de pessoas militantes da esquerda que foram torturadas e estupradas nos porões da ditadura. 
Em Sergipe, vários militantes políticos foram presos por lutarem pela redemocratização do país, a exemplo do ex-governador Jackson Barreto, do ex-vereador Marcélio Bomfim e do histórico do PCB Wellington Mangueira. Milton Coelho, de tanta tortura, acabou ficando cego.
Essa história triste do país quando muitos país perderam seus filhos e muito filhos ficaram órfãos sem o direito de enterra seus ente-queridos, foi comemorada no último domingo pelas forças armadas e por alguns imbecis que foram às ruas comemorar os tempos de repressão, censura, tortura e desrespeito a cidadania.
O mais lamentável das comemorações do aniversário do golpe militar de 31 de março de 1964, com a deposição do presidente João Goulart, é que a determinação de comemoração militar partiu de um presidente eleito democraticamente, o atrapalhado e despreparado Jair Bolsonaro.  
Em Sergipe, pelo menos, não se tem notícia de qualquer comemoração a favor do golpe militar. Nem aqueles defensores doentios de Bolsonaro tiveram a coragem de ir as ruas "festejar" o golpe militar de 1964, como ocorreu em alguns estados.
O deputado estadual Iran Barbosa (PT) teve a iniciativa de promover ontem, na Assembleia Legislativa, a Audiência Pública "55 Anos do Golpe Militar - Para que não se esqueça, para que nunca mais aconteça". Para tratar do tema, o parlamentar convidou o professor doutor José Vieira da Cruz, historiador e vice-reitor da Universidade Federal de Alagoas (UFAL); e a professora doutora Andréa Depieri, do Departamento de Direito da Universidade Federal de Sergipe (UFS) e secretária-executiva da Comissão da Verdade de Sergipe (CVS).
Para Iran Barbosa, o debate sobre os anos da ditadura civil-militar que se instalou no Brasil entre 1964 e 1985, torna-se mais necessário que nunca, em função do avanço do fascismo e do reacionarismo no país, que tenta se institucionalizar e disseminar entre a população a naturalização da tortura, a eliminação das minorias e dos diferentes, e a negação dos direitos humanos.
"Estamos novamente assistindo a graves ameaças à nossa frágil democracia, com o enaltecimento, por parte da Presidência da República, à ditadura, a torturadores e a crimes de Estado contra cidadãos como práticas aceitáveis, e isso vindo de parlamentares e agentes públicos que juraram defender à Constituição quando tomaram posse, mas que a rasgam constantemente, como fez o presidente, ao propor que as Forças Armadas celebrem o terror que foi o Golpe de 64. Não podemos aceitar isso. Precisamos nos insurgir contra essa infâmia e contra os que atentam contra a civilidade e os direitos humanos ", afirmou o deputado petista, enfatizando que é preciso conhecer os fatos para que não sejam esquecidos nem repetidos.

No último domingo completou 55 anos do gol pe militar no Brasil, que resultou em uma dita dura de 21. Em 31 de março de 1964 começou um longo período negro no país, com a não realização de eleição direta para presidente, fechamento do Congresso Nacional, mandatos cassados, censura à imprensa e o que é pior: tortura e morte daqueles que lutavam pela democracia.
De acordo com a Comissão da Verdade, durante o regime de execução, 434 pessoas foram mortas ou desapareceram, com apenas 33 corpos sendo localizados.  Sem falar nas centenas de pessoas militantes da esquerda que foram torturadas e estupradas nos porões da ditadura. 
Em Sergipe, vários militantes políticos foram presos por lutarem pela redemocratização do país, a exemplo do ex-governador Jackson Barreto, do ex-vereador Marcélio Bomfim e do histórico do PCB Wellington Mangueira. Milton Coelho, de tanta tortura, acabou ficando cego.
Essa história triste do país quando muitos país perderam seus filhos e muito filhos ficaram órfãos sem o direito de enterra seus ente-queridos, foi comemorada no último domingo pelas forças armadas e por alguns imbecis que foram às ruas comemorar os tempos de repressão, censura, tortura e desrespeito a cidadania.
O mais lamentável das comemorações do aniversário do golpe militar de 31 de março de 1964, com a deposição do presidente João Goulart, é que a determinação de comemoração militar partiu de um presidente eleito democraticamente, o atrapalhado e despreparado Jair Bolsonaro.  
Em Sergipe, pelo menos, não se tem notícia de qualquer comemoração a favor do golpe militar. Nem aqueles defensores doentios de Bolsonaro tiveram a coragem de ir as ruas "festejar" o golpe militar de 1964, como ocorreu em alguns estados.
O deputado estadual Iran Barbosa (PT) teve a iniciativa de promover ontem, na Assembleia Legislativa, a Audiência Pública "55 Anos do Golpe Militar - Para que não se esqueça, para que nunca mais aconteça". Para tratar do tema, o parlamentar convidou o professor doutor José Vieira da Cruz, historiador e vice-reitor da Universidade Federal de Alagoas (UFAL); e a professora doutora Andréa Depieri, do Departamento de Direito da Universidade Federal de Sergipe (UFS) e secretária-executiva da Comissão da Verdade de Sergipe (CVS).
Para Iran Barbosa, o debate sobre os anos da ditadura civil-militar que se instalou no Brasil entre 1964 e 1985, torna-se mais necessário que nunca, em função do avanço do fascismo e do reacionarismo no país, que tenta se institucionalizar e disseminar entre a população a naturalização da tortura, a eliminação das minorias e dos diferentes, e a negação dos direitos humanos.
"Estamos novamente assistindo a graves ameaças à nossa frágil democracia, com o enaltecimento, por parte da Presidência da República, à ditadura, a torturadores e a crimes de Estado contra cidadãos como práticas aceitáveis, e isso vindo de parlamentares e agentes públicos que juraram defender à Constituição quando tomaram posse, mas que a rasgam constantemente, como fez o presidente, ao propor que as Forças Armadas celebrem o terror que foi o Golpe de 64. Não podemos aceitar isso. Precisamos nos insurgir contra essa infâmia e contra os que atentam contra a civilidade e os direitos humanos ", afirmou o deputado petista, enfatizando que é preciso conhecer os fatos para que não sejam esquecidos nem repetidos.

Repúdio 1

Do vice-presidente nacional do PT, Márcio Macedo, sobre a determinação do presidente Jair Bolsonaro em determinar as Forças Armadas para que comemorassem o 31 de março: "A Alemanha promove a visita aos campos de concentração nazista para que as pessoas vejam e nunca mais aconteça no país e no mundo. A Itália denúncia o fascismo para que a história da humanidade não registre mais, tais arbitrariedades".

Repúdio 2

Prosseguiu Márcio: "O Chile leva as pessoas a conhecerem o seu estádio nacional de futebol para que jamais aconteça em qualquer lugar às atrocidades que fez ali a ditadura militar. E o Brasil ao invés de abrir as instalações dos antigos Doi-Codi para mostrar as monstruosidades que a ditadura militar brasileira fez com jovens, homens, mulheres, prisão, tortura e morte para que não aconteçam novamente. O presidente da república faz apologia e manda comemorar esses anos tão tenebrosos. Ditadura nunca mais!".

Repúdio 3

Do deputado federal Fabio Mitidieri (PSD) sobre o 31 de março de 1964: "Há 55 anos o Brasil vivia um dos mais tristes momentos de sua história. Iniciava-se um período que esmagou liberdades, torturou, censurou, matou milhares e não deu espaço para a democracia. Que seja um dia de repúdio ao autoritarismo".

Reforma previdenciária 1

O governador Belivaldo Chagas (PSD) esclarece, pelas redes sociais, que não é contra a Reforma da Previdência. "Ela é necessária para o país e para os estados. O que os governadores do Nordeste pactuaram na Carta do Maranhão é que desejam discutir de forma mais aprofundada três pontos específicos", afirma. 

Reforma previdenciária 2

Pontua Belivaldo: "A manutenção das regras para aposentadoria rural; os impactos de se mexer nas regras da assistência social, mais precisamente no Benefício de Prestação Continuada (BPC), a implantação do sistema de capitalização que pode penalizar os mais pobres; e a desconstitucionalização das normas previdenciárias". 

Reforma previdenciária 3

Para o governador, alguns pontos da reforma impactam de forma significativa na economia dos estados nordestinos, pois atinge, em cheio, uma grande parcela da população e fragiliza a dinâmica econômica de muitos municípios. "Precisamos buscar um clima de entendimento para fazer as reformas que o Brasil precisa e reencontrar os trilhos do desenvolvimento, único caminho capaz de gerar o futuro de prosperidade que nosso povo tanto precisa", avalia. 

Reforma previdenciária 4

Para o senador Rogério Carvalho (PT-SE), a proposta de Reforma da Previdência do Governo Bolsonaro destrói os direitos do povo brasileiro. "Vamos lutar juntos por uma solução que traga dignidade para as pessoas", afirma.

Lagarto 1

O prefeito licenciado e preso no Presídio Militar de Aracaju pela acusação de desvio de recursos públicos do matadouro municipal, Valmir Monteiro (PSC-Lagarto), pode perder o mandato. É que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) informou à Justiça da comarca de Lagarto que foi transitado em julgado Ação de Improbidade Administrativa na gestão anterior do prefeito,  tendo sido condenado a perda do mandato e a inelegibilidade por oito anos. 

Lagarto 2

Todavia, o advogado de Valmir Monteiro, o Fabiano Feitosa, disse ontem que teve um equívoco no ofício despachado pelo STJ a Justiça de Lagarto, uma vez que tem recurso extraordinário protocolado no Supremo Tribunal Federal para julgamento final e já com relator designado. 

Lagarto 3

Caso prevaleça decisão de hoje do STJ, a prefeita em exercício Hilda Ribeiro (SD), esposa do deputado federal Gustinho Ribeiro (SD), pode assumir em definitivo o comando da Prefeitura de Lagarto se o juiz não determinar a cassação de toda a chapa e, consequentemente, não convocar nova eleição. Agora é aguardar o desfecho final.

Capela 1

Da prefeita Silvany Mamlak (PSC-Caplea) rebatendo as críticas feitas à sua gestão pelo ex-prefeito Ezequiel Leite (PR) e publicadas na coluna do último sábado: "Ezequiel mostra nesses dois anos e três meses que não desceu do palanque. Faz uma oposição do quanto pior, melhor. Já foi desmentido por professores por divulgar Fake News e perde, a cada tentativa de prejudicar a administração municipal, sua pouca credibilidade. Sobre o matadouro, alvo mais recente de suas picuinhas, ele passou quatro anos como prefeito e nada fez". 

Capela 2

Ressalta Silvany: "Na gestão atual, várias melhorias foram realizadas, como aquisição de pistola, nova caldeira, regularização dos funcionários e também a criação da cooperativa dos marchantes. O que falta é a licença ambiental, um problema que vem sendo enfrentado em todos os matadouros públicos que foram fechados. Quanto à segurança, mesmo não sendo uma responsabilidade minha, já tive várias reuniões com o comando local e a SSP para reforçar o patrulhamento em Capela. A violência também não é um problema único do município".

Capela 3

Finaliza a prefeita: "Se Ezequiel fosse essa competência toda que mostra quando busca criticar a gestão, ele seria hoje prefeito em seu segundo mandato. Por que será que os capelenses colocaram ele pra fora da prefeitura?".

Posse em Pernambuco

O governador Belivaldo Chagas (PSD) e vários políticos de Sergipe participarão, amanhã, em Recife, da solenidade de posse da nova Mesa Diretora do Tribunal Regional Federal da 5ª Região. Será às 17h, no Salão do Pleno do TRF.

Veja essa ...

A gráfica responsável pela impressão do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) desde 2009, RR Donnelley Editora e Gráfica Ltda, informou ontem (1º) que decidiu encerrar as operações no Brasil. Em nota, o grupo diz que  entre os fatores que levaram a essa medida "estão as atuais condições de mercado na indústria gráfica e editorial tradicional, que estão difíceis em toda parte, mas especialmente no Brasil".

...e essa...

O governo ainda não sabe onde fará a impressão das provas e tenta transferir o trabalho para a Casa da Moeda.

Curtas

O prefeito Marcos Santana (MDB-São Cristovão) será submetido a uma cirurgia hoje, o que o deixará afastado do comando da prefeitura até a próxima sexta-feira. Ontem, ele visitou algumas escolas municipais para entrega de fardamento e vistoria a instalação de ar condicionados nas salas de aula visando oferecer maior comodidade aos docentes e alunos.

O prefeito Edvaldo Nogueira (PCdoB) efetivou ontem Renato Telles como  superintendente de Transporte e Trânsito da SMTT, Renato Telles, no cargo. Ele respondia interinamente pela função desde agosto do ano passado. Acumulando o cargo com a Secretaria Municipal de Governo. Isso tire o PRB do páreo.

O presidente estadual do PSC, André Moura, esteve no último sábado, em Estância, visitando as obras de instalação da faculdade de Medicina no Campus da Unit. O ex-deputado federal fez a visita ao lado do prefeito Gilson Andrade e alguns vereadores. 

De acordo com André, a vinda do curso de Medicina é a realização de um sonho. "Estância sempre foi polo em tecnologia. Agora, com a criação da Faculdade de Medicina, será também referência em saúde. Além disso, não tenho dúvidas que se tornará também polo de formação de profissionais da saúde", afirmou. 

 


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