Cope prende três suspeitos por morte de advogado

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Os presos pelo assassinato do advogado em Aquidabã
Os presos pelo assassinato do advogado em Aquidabã

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Publicada em 26/03/2019 às 22:40:00

 

A Polícia Civil prendeu 
três suspeitos de 
serem os responsáveis pela morte do advogado Jarbas Feitosa de Carvalho Filho, assassinado no dia 11 de março em uma fazenda na zona rural de Aquidabã (Baixo São Francisco). O crime foi investigado pelo Complexo de Operações Policiais Especiais (Cope) e pela Divisão de Inteligência e Planejamento Policial (Dipol), que descartaram a hipótese inicial de latrocínio (roubo seguido de morte). A conclusão é de que a morte do advogado foi planejada e ordenada por Gutenberg Barreto, o 'Papá', considerado como homem de confiança da vítima. Ele foi o primeiro a ser preso, nos primeiros dias da investigação, e segundo a polícia, confessou o crime. 
Na madrugada de ontem, a polícia deteve os outros dois suspeitos de envolvimento no crime: Genison Pereira, que admitiu ser o autor da emboscada contra o advogado, e Alcivan Barbosa de Andrade, apontado como intermediário entre o mandante e o executor. Duas armas de fogo foram apreendidas, sendo uma pertencente a 'Papá' e outra a Genison - que pode ter sido a utilizada para matar Jarbas Filho. A polícia apurou que Gutemberg foi o responsável por passar detalhes do cotidiano da vítima, que foi levada até o local do crime para fazer uma suposta compra de um cavalo. De acordo com o levantamento, Jarbas foi abordado por Genison, na presença de 'Papá', e acabou morto a tiros.
Segundo o delegado Dernival Eloi Tenório, diretor do Cope, Gutemberg confessou o crime depois de cair em algumas contradições, as quais já apareceram no primeiro depoimento prestado por ele no local do crime. "Nossos investigadores foram até Aquidabã, onde passaram a diligenciar, conforme informações passadas pela Dipol. Já na primeira semana de investigação, percebemos que a versão de latrocínio não tinha como subsistir em razão das contradições contidas no depoimento do 'Papá'. Com essas contradições e as informações da Dipol, o Papá resolveu confessar o crime", detalhou. 
As informações do depoimento permitiram que a polícia chegasse aos outros dois suspeitos, sendo que um deles foi indicado através de uma pista encontrada na arma de Gutenberg. "Apreendemos com ele um revólver calibre 38, que não foi utilizado no crime, mas nesta arma encontramos uma impressão digital do Alcivan. Com base na confissão de Papá, nós deflagramos a operação e efetuamos a prisão de mais dois indivíduos, o Genison e Alcivan. O primeiro confessou que executou os disparos e relatou também que recebeu a promessa de receber R$ 10 mil reais pelo crime, sendo que o Papá só fez o pagamento de R$ 1.500,00. Também encontramos a arma supostamente utilizada no crime, suspeita que será confirmada através de exame pericial'', completou o delegado.
Segundo as investigações do Cope, 'Papá' decidiu cometer o crime para evitar a descoberta de empréstimos inexistentes feitos em nome de Jarbas Filho, que tinha envolvimento com agiotagem - empréstimos de dinheiro a juros. "'Papá' era um homem de confiança de doutor Jarbas, passou a se apropriar do dinheiro da vítima, através de falsos empréstimos. Quando a vítima tomou conhecimento desses falsos empréstimos, fez questão de conhecer as pessoas que Papá dizia ter emprestado dinheiro. O gatilho do crime foi justamente essa pressão que o doutor Jarbas exerceu sobre o 'Papá'. Ele se viu acuado, resolveu executar a vítima e tramou toda a história do latrocínio", explicou Dernival.
As investigações apontam também que o crime foi planejado para ser feito em Recife (PE), onde, segundo Genison, o advogado se encontrava visitando um familiar hospitalizado. Ao chegar lá, o executor viu que Jarbas já tinha retornado para Aquidabã. "Todos envolvidos são da cidade de Aquidabã. A motocicleta Bros, de cor escura, é de propriedade do Papá, que, segundo o Genison, foi queimada. Estamos diligenciando a fim de encontrar essa moto'', afirmou o delegado Dernival Eloi, ao dar o crime foi dado como elucidado e considerar que, pelas provas obtidas, não há como colocar outra pessoa na cena do crime.
Os três suspeitos presos foram trazidos para Aracaju e devem ser indiciados por homicídio qualificado. Jarbas Filho tinha 33 anos e trabalhava na Procuradoria do Município de Aquidabã, além de ser o representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) na cidade. 

A Polícia Civil prendeu  três suspeitos de  serem os responsáveis pela morte do advogado Jarbas Feitosa de Carvalho Filho, assassinado no dia 11 de março em uma fazenda na zona rural de Aquidabã (Baixo São Francisco). O crime foi investigado pelo Complexo de Operações Policiais Especiais (Cope) e pela Divisão de Inteligência e Planejamento Policial (Dipol), que descartaram a hipótese inicial de latrocínio (roubo seguido de morte). A conclusão é de que a morte do advogado foi planejada e ordenada por Gutenberg Barreto, o 'Papá', considerado como homem de confiança da vítima. Ele foi o primeiro a ser preso, nos primeiros dias da investigação, e segundo a polícia, confessou o crime. 
Na madrugada de ontem, a polícia deteve os outros dois suspeitos de envolvimento no crime: Genison Pereira, que admitiu ser o autor da emboscada contra o advogado, e Alcivan Barbosa de Andrade, apontado como intermediário entre o mandante e o executor. Duas armas de fogo foram apreendidas, sendo uma pertencente a 'Papá' e outra a Genison - que pode ter sido a utilizada para matar Jarbas Filho. A polícia apurou que Gutemberg foi o responsável por passar detalhes do cotidiano da vítima, que foi levada até o local do crime para fazer uma suposta compra de um cavalo. De acordo com o levantamento, Jarbas foi abordado por Genison, na presença de 'Papá', e acabou morto a tiros.
Segundo o delegado Dernival Eloi Tenório, diretor do Cope, Gutemberg confessou o crime depois de cair em algumas contradições, as quais já apareceram no primeiro depoimento prestado por ele no local do crime. "Nossos investigadores foram até Aquidabã, onde passaram a diligenciar, conforme informações passadas pela Dipol. Já na primeira semana de investigação, percebemos que a versão de latrocínio não tinha como subsistir em razão das contradições contidas no depoimento do 'Papá'. Com essas contradições e as informações da Dipol, o Papá resolveu confessar o crime", detalhou. 
As informações do depoimento permitiram que a polícia chegasse aos outros dois suspeitos, sendo que um deles foi indicado através de uma pista encontrada na arma de Gutenberg. "Apreendemos com ele um revólver calibre 38, que não foi utilizado no crime, mas nesta arma encontramos uma impressão digital do Alcivan. Com base na confissão de Papá, nós deflagramos a operação e efetuamos a prisão de mais dois indivíduos, o Genison e Alcivan. O primeiro confessou que executou os disparos e relatou também que recebeu a promessa de receber R$ 10 mil reais pelo crime, sendo que o Papá só fez o pagamento de R$ 1.500,00. Também encontramos a arma supostamente utilizada no crime, suspeita que será confirmada através de exame pericial'', completou o delegado.
Segundo as investigações do Cope, 'Papá' decidiu cometer o crime para evitar a descoberta de empréstimos inexistentes feitos em nome de Jarbas Filho, que tinha envolvimento com agiotagem - empréstimos de dinheiro a juros. "'Papá' era um homem de confiança de doutor Jarbas, passou a se apropriar do dinheiro da vítima, através de falsos empréstimos. Quando a vítima tomou conhecimento desses falsos empréstimos, fez questão de conhecer as pessoas que Papá dizia ter emprestado dinheiro. O gatilho do crime foi justamente essa pressão que o doutor Jarbas exerceu sobre o 'Papá'. Ele se viu acuado, resolveu executar a vítima e tramou toda a história do latrocínio", explicou Dernival.
As investigações apontam também que o crime foi planejado para ser feito em Recife (PE), onde, segundo Genison, o advogado se encontrava visitando um familiar hospitalizado. Ao chegar lá, o executor viu que Jarbas já tinha retornado para Aquidabã. "Todos envolvidos são da cidade de Aquidabã. A motocicleta Bros, de cor escura, é de propriedade do Papá, que, segundo o Genison, foi queimada. Estamos diligenciando a fim de encontrar essa moto'', afirmou o delegado Dernival Eloi, ao dar o crime foi dado como elucidado e considerar que, pelas provas obtidas, não há como colocar outra pessoa na cena do crime.
Os três suspeitos presos foram trazidos para Aracaju e devem ser indiciados por homicídio qualificado. Jarbas Filho tinha 33 anos e trabalhava na Procuradoria do Município de Aquidabã, além de ser o representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) na cidade.