Empurrando com a barriga

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Publicada em 26/03/2019 às 22:19:00

 

A julgar pelos fatos, os governan-
tes brasileiros têm o péssimo há
bito de empurrar os problemas sob a sua responsabilidade com a barriga. Uma reforma mais abrangente na previdência, por exemplo, vem sendo protelada há anos, apesar da reconhecida urgência do tema. A instauração de um novo pacto federativo, em benefício de estados e municípios, também.
O plano de recuperação fiscal prometido pelo Governo Federal não será apresentado em 30 dias. A expectativa era outra, de atenção imediata às dificuldades enfrentadas por governadores nos quatro cantos do País. Por hora, no entanto, ninguém pode afirmar com certeza o que a mão amiga do Governo Federal vai pedir em troca do socorro oferecido aos cofres estaduais.
Ontem, após reunião extraordinária do Fórum dos Governadores, o sergipano Belivaldo Chagas se mostrou cauteloso.  Até que o ministro Paulo Guedes faça uma proposta concreta, não dá pra comemorar.
 "Existem diversas possibilidades postas na mesa e é preciso ter uma proposta clara do governo Federal, que hoje retém a maior parte dos recursos públicos em seu cofre. Não existe, por parte dos governadores, nenhuma má vontade com a reforma da Previdência, até por que os Estados também precisam dela. O que queremos é apenas encontrar saídas que não prejudiquem os mais pobres".
Previdência e equilíbrio fiscal são temas relacionados e complementares. Em Sergipe, por exemplo, o rombo mensal é de R$ 100 milhões. Nesse contexto, exigir economia do governo estadual beira à insensibilidade, pura e simples.

A julgar pelos fatos, os governan- tes brasileiros têm o péssimo há bito de empurrar os problemas sob a sua responsabilidade com a barriga. Uma reforma mais abrangente na previdência, por exemplo, vem sendo protelada há anos, apesar da reconhecida urgência do tema. A instauração de um novo pacto federativo, em benefício de estados e municípios, também.
O plano de recuperação fiscal prometido pelo Governo Federal não será apresentado em 30 dias. A expectativa era outra, de atenção imediata às dificuldades enfrentadas por governadores nos quatro cantos do País. Por hora, no entanto, ninguém pode afirmar com certeza o que a mão amiga do Governo Federal vai pedir em troca do socorro oferecido aos cofres estaduais.
Ontem, após reunião extraordinária do Fórum dos Governadores, o sergipano Belivaldo Chagas se mostrou cauteloso.  Até que o ministro Paulo Guedes faça uma proposta concreta, não dá pra comemorar.
 "Existem diversas possibilidades postas na mesa e é preciso ter uma proposta clara do governo Federal, que hoje retém a maior parte dos recursos públicos em seu cofre. Não existe, por parte dos governadores, nenhuma má vontade com a reforma da Previdência, até por que os Estados também precisam dela. O que queremos é apenas encontrar saídas que não prejudiquem os mais pobres".
Previdência e equilíbrio fiscal são temas relacionados e complementares. Em Sergipe, por exemplo, o rombo mensal é de R$ 100 milhões. Nesse contexto, exigir economia do governo estadual beira à insensibilidade, pura e simples.