Maternidade Santa Isabel volta a restringir atendimentos

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Publicada em 23/03/2019 às 06:33:00

 

Pela segunda vez em menos de 40 dias a Maternidade Santa Isabel, em Aracaju, se deparou com a necessidade de restringir os atendimentos oferecidos a pacientes usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Em decorrência da superlotação a Unidade de Terapia Intensiva pediátrica está com todos os leitos ocupados desde a manhã da última quarta-feira, 20. Uma fila de espera foi montada para os pacientes que apresentam quadro clínico menos vulnerável. Na tarde de ontem a direção declarou que esse grupo de crianças com enfermos mais leves estão sem previsão de atendimento. O fluxo de acolhimento depende exclusivamente das altas médicas.
Contabilidade operacional apresentada pela unidade hospitalar mostra que somente nas últimas 24 horas, 140 atendimentos foram realizados. Um aumento real de 40%, já que o normal costuma ser de até 100. Desta vez o Santa Isabel optou por não tentar desvendar os motivos que geraram o crescimento nas buscas. Na ocasião anterior, registrada no da 20 de fevereiro a unidade reconheceu que a ausência de mais maternidades públicas contribuíram para o aumento na busca por atendimento especializado. A unidade havia reconhecido ainda que a ampla procura pelo serviço da Santa Isabel também ocorre em virtude da preferência apresentada por muitos sergipanos dependentes do SUS.
Dados da unidade mostram que entre os meses de maio e agosto os casos de superlotação são mais frequentes. Acompanhando o neto com sintomas de virose, a dona de casa Hildete Nacimento disse ter chegado cedo nas dependências do Santa Isabel, mas a informação recebida é que o sistema segue lento e sem perspectiva de quando a fila de espera deve ser finalizada. De acordo com Hildete, devido a demora alguns pais ou responsáveis desistiram de ser atendidos por profissionais da saúde e deixaram o hospital indicando pedir auxílio em farmácias com a aplicação de remédios por conta própria.
"Não é fácil você sair de casa em busca de um atendimento de saúde e assem que chega aqui simplesmente ser informado que o serviço vai demorar. Vi muitas mães dizendo que iria em uma farmácia e comprar remédios para febre e ver se os sintomas passavam. Isso é desespero, somente isso. Um desrespeito grande. Eu continuo esperando com o coração apertado", declarou. Com complicações no atendimento ofertado apenas ao setor SUS, as demais acomodações do Hospital Santa Isabel não apresentaram superlotação desde o ano passado. A expectativa do hospital é que o serviço seja normalizado ainda neste final de semana. (Milton Alves Júnior)

Pela segunda vez em menos de 40 dias a Maternidade Santa Isabel, em Aracaju, se deparou com a necessidade de restringir os atendimentos oferecidos a pacientes usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Em decorrência da superlotação a Unidade de Terapia Intensiva pediátrica está com todos os leitos ocupados desde a manhã da última quarta-feira, 20. Uma fila de espera foi montada para os pacientes que apresentam quadro clínico menos vulnerável. Na tarde de ontem a direção declarou que esse grupo de crianças com enfermos mais leves estão sem previsão de atendimento. O fluxo de acolhimento depende exclusivamente das altas médicas.Contabilidade operacional apresentada pela unidade hospitalar mostra que somente nas últimas 24 horas, 140 atendimentos foram realizados. Um aumento real de 40%, já que o normal costuma ser de até 100. Desta vez o Santa Isabel optou por não tentar desvendar os motivos que geraram o crescimento nas buscas. Na ocasião anterior, registrada no da 20 de fevereiro a unidade reconheceu que a ausência de mais maternidades públicas contribuíram para o aumento na busca por atendimento especializado. A unidade havia reconhecido ainda que a ampla procura pelo serviço da Santa Isabel também ocorre em virtude da preferência apresentada por muitos sergipanos dependentes do SUS.
Dados da unidade mostram que entre os meses de maio e agosto os casos de superlotação são mais frequentes. Acompanhando o neto com sintomas de virose, a dona de casa Hildete Nacimento disse ter chegado cedo nas dependências do Santa Isabel, mas a informação recebida é que o sistema segue lento e sem perspectiva de quando a fila de espera deve ser finalizada. De acordo com Hildete, devido a demora alguns pais ou responsáveis desistiram de ser atendidos por profissionais da saúde e deixaram o hospital indicando pedir auxílio em farmácias com a aplicação de remédios por conta própria.
"Não é fácil você sair de casa em busca de um atendimento de saúde e assem que chega aqui simplesmente ser informado que o serviço vai demorar. Vi muitas mães dizendo que iria em uma farmácia e comprar remédios para febre e ver se os sintomas passavam. Isso é desespero, somente isso. Um desrespeito grande. Eu continuo esperando com o coração apertado", declarou. Com complicações no atendimento ofertado apenas ao setor SUS, as demais acomodações do Hospital Santa Isabel não apresentaram superlotação desde o ano passado. A expectativa do hospital é que o serviço seja normalizado ainda neste final de semana. (Milton Alves Júnior)