Fiscais apreendem carnes impróprias em feira de Aracaju

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Publicada em 20/03/2019 às 09:35:00

 

Milton Alves Júnior
O primeiro lote de 
frango sem origem 
foi apreendido na manhã de ontem por peritos do Ministério Público Estadual, da Vigilância Sanitária e por profissionais da Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb). Conforme anunciado previamente, as 32 feiras livres realizadas em Aracaju passarão por fiscalização unificada. Mesmo cientes das exigências, feirantes que atuam todas as terças-feiras nas imediações do Estádio Lourival Batista optaram por desrespeitar as exigências. O flagrante das irregularidades em resfriamentos de frango e carne bovina foram notificados e mais de 40 quilos do alimento foram recolhidos.
Presente na fiscalização, a promotora de justiça, Euza Maria Gentil Missano Costa, voltou a destacar que em virtude do risco eminentemente à saúde dos consumidores que porventura venham a ingerir carnes estragadas, a operação vai continuar ocupando as feiras livres e monitorando a chegada desses alimentos. As abordagens são realizadas ainda com o apoio de técnicos da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), e da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro). No momento da fiscalização todos os vendedores serão obrigados a esclarecer com documentos a origem do produto em exposição.
Diante da ordem de entregar o material apreendido, muitos comerciantes protestaram, choraram e reivindicavam que a apreensão fosse anistiada. Uma tentativa de fazer com que a rigorosidade da ação fosse aplicada apenas a partir da próxima terça-feira, 25. "Esse assunto é debatido desde o ano passado com os representantes dos feirantes. Nos últimos 60 dias intensificamos os diálogos em audiência pública e ficou oficialmente definido que hoje começaria a fiscalização. O que nos deixa intrigado é como alguns vendedores permaneceram sem comprovar a origem do alimento comercializado. Sem atender as exigências o produto foi apreendido", declarou Euza.
A partir de agora todos os feirantes devem apresentar dois documentos, sendo a nota fiscal do produto em posse no momento da abordagem, e o Guia de Transporte Animal (GTA), fornecido pela Emdagro, o qual não permite o abate do animal, mas apresenta informação de certificação sanitária. Com esse guia é possível ter uma noção quanto a origem desse produto, e, assim, conseguir monitorar o sistema. Ainda de acordo com a promotora, a preocupação do órgão gira em torno das informações apresentadas pela Emdagro, as quais indicam que: "duas horas após o abate o processo tóxico instalado no animal - nesse caso, o frango -, pode causar sérios danos à incolumidade física dos consumidores", declarou a promotora que concluiu afirmando:
"a segurança alimentar do cidadão consumidor deve ser preservada, e por este motivo estamos intensificando as análises. Essa mesa postura adotada nessa feira do Batistão também será realizada nas demais 31. Quem não atender fielmente as medidas dos órgãos de fiscalização terão os produtos confiscados. Caso as pessoas se deparem com irregularidades, denunciem e façam o favor de não comprar". Na abordagem de ontem foi possível encontrar carnes no chão, protegidas apenas por lonas de plástico, e, outras, em armazenamento com temperatura ambiente.
Uma Ação Civil Pública exige que o pescado seja armazenado e exposto na banca com gelo, em isopores. O frango e a carne também devem constar a origem do produto, onde foi abatido.

Milton Alves Júnior

O primeiro lote de  frango sem origem  foi apreendido na manhã de ontem por peritos do Ministério Público Estadual, da Vigilância Sanitária e por profissionais da Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb). Conforme anunciado previamente, as 32 feiras livres realizadas em Aracaju passarão por fiscalização unificada. Mesmo cientes das exigências, feirantes que atuam todas as terças-feiras nas imediações do Estádio Lourival Batista optaram por desrespeitar as exigências. O flagrante das irregularidades em resfriamentos de frango e carne bovina foram notificados e mais de 40 quilos do alimento foram recolhidos.
Presente na fiscalização, a promotora de justiça, Euza Maria Gentil Missano Costa, voltou a destacar que em virtude do risco eminentemente à saúde dos consumidores que porventura venham a ingerir carnes estragadas, a operação vai continuar ocupando as feiras livres e monitorando a chegada desses alimentos. As abordagens são realizadas ainda com o apoio de técnicos da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), e da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro). No momento da fiscalização todos os vendedores serão obrigados a esclarecer com documentos a origem do produto em exposição.
Diante da ordem de entregar o material apreendido, muitos comerciantes protestaram, choraram e reivindicavam que a apreensão fosse anistiada. Uma tentativa de fazer com que a rigorosidade da ação fosse aplicada apenas a partir da próxima terça-feira, 25. "Esse assunto é debatido desde o ano passado com os representantes dos feirantes. Nos últimos 60 dias intensificamos os diálogos em audiência pública e ficou oficialmente definido que hoje começaria a fiscalização. O que nos deixa intrigado é como alguns vendedores permaneceram sem comprovar a origem do alimento comercializado. Sem atender as exigências o produto foi apreendido", declarou Euza.
A partir de agora todos os feirantes devem apresentar dois documentos, sendo a nota fiscal do produto em posse no momento da abordagem, e o Guia de Transporte Animal (GTA), fornecido pela Emdagro, o qual não permite o abate do animal, mas apresenta informação de certificação sanitária. Com esse guia é possível ter uma noção quanto a origem desse produto, e, assim, conseguir monitorar o sistema. Ainda de acordo com a promotora, a preocupação do órgão gira em torno das informações apresentadas pela Emdagro, as quais indicam que: "duas horas após o abate o processo tóxico instalado no animal - nesse caso, o frango -, pode causar sérios danos à incolumidade física dos consumidores", declarou a promotora que concluiu afirmando:
"a segurança alimentar do cidadão consumidor deve ser preservada, e por este motivo estamos intensificando as análises. Essa mesa postura adotada nessa feira do Batistão também será realizada nas demais 31. Quem não atender fielmente as medidas dos órgãos de fiscalização terão os produtos confiscados. Caso as pessoas se deparem com irregularidades, denunciem e façam o favor de não comprar". Na abordagem de ontem foi possível encontrar carnes no chão, protegidas apenas por lonas de plástico, e, outras, em armazenamento com temperatura ambiente.
Uma Ação Civil Pública exige que o pescado seja armazenado e exposto na banca com gelo, em isopores. O frango e a carne também devem constar a origem do produto, onde foi abatido.