Exaltação a Mangueira

Geral


  • A mulher virou um símbolo

 

Rian Santos
riansantos@jornaldodiase.com.br
A bandeira do Brasil 
é verde e rosa. E 
adotou como emblema o rosto estampado de Marielle Franco. Hoje, 08 de março, Dia Internacional da Mulher, todos os brasileiros, mesmo quem nunca acompanhou o desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro, deveriam acender uma vela para a alma da moça e dar graças a Deus por ainda estarem vivos.
A vereadora do PSOL não tem essa sorte. Assassinada há quase um ano, alvo de 13 tiros, Marielle não virou uma santa negra por militar em um partido de esquerda, como acusam os reacionários, com a boca suja espumando de ódio. Mas segue presente, mais viva do que nunca, incomodando a uns e outros, sim senhor. A mulher virou um símbolo.
#MariellePresente - A maioria de nós aprendeu a amar a Estação Primeira de Mangueira com os versos de Cartola e a voz rouca de Jamelão, molduras douradas em um cenário idealizado de beleza que a natureza criou. Agora, os motivos para exaltar a escola são outros, muito diferentes. O morro ainda é o principal personagem de qualquer samba enredo, lugar de gambiarras e barracões com telhado de zinco. Mas a existência de homens e mulheres de carne e osso tomou agora o espaço do idílio perpetuado em forma de canção.
Com Marielle Franco, o lado B da história do Brasil finalmente desfilou na avenida. Alguém pode lembrar o Carnaval do ano passado, quando a escola Paraíso do Tuiuti vestiu o presidente Temer de vampirão, para argumentar que o reinado de Momo sempre foi período de crítica política e social. Esta é a mais pura verdade. A força do samba enredo aqui em questão, no entanto, ultrapassa as caricaturas de praxe e responde às urgências do tempo presente no calor do momento, como um manifesto que ganhasse corpo bem no olho do furacão.
A Mangueira desfraldou uma bandeira com o rosto de Marielle na Marquês de Sapucaí, acolhendo sob o manto verde e rosa todos os negros, pobres e índios do Brasil. Uma imagem que perdura, diferente dos posts do presidente. Quem confunde a alegria do povo com dedo no cu e gritaria não conhece o nosso Carnaval.

A bandeira do Brasil  é verde e rosa. E  adotou como emblema o rosto estampado de Marielle Franco. Hoje, 08 de março, Dia Internacional da Mulher, todos os brasileiros, mesmo quem nunca acompanhou o desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro, deveriam acender uma vela para a alma da moça e dar graças a Deus por ainda estarem vivos.
A vereadora do PSOL não tem essa sorte. Assassinada há quase um ano, alvo de 13 tiros, Marielle não virou uma santa negra por militar em um partido de esquerda, como acusam os reacionários, com a boca suja espumando de ódio. Mas segue presente, mais viva do que nunca, incomodando a uns e outros, sim senhor. A mulher virou um símbolo.

#MariellePresente - A maioria de nós aprendeu a amar a Estação Primeira de Mangueira com os versos de Cartola e a voz rouca de Jamelão, molduras douradas em um cenário idealizado de beleza que a natureza criou. Agora, os motivos para exaltar a escola são outros, muito diferentes. O morro ainda é o principal personagem de qualquer samba enredo, lugar de gambiarras e barracões com telhado de zinco. Mas a existência de homens e mulheres de carne e osso tomou agora o espaço do idílio perpetuado em forma de canção.
Com Marielle Franco, o lado B da história do Brasil finalmente desfilou na avenida. Alguém pode lembrar o Carnaval do ano passado, quando a escola Paraíso do Tuiuti vestiu o presidente Temer de vampirão, para argumentar que o reinado de Momo sempre foi período de crítica política e social. Esta é a mais pura verdade. A força do samba enredo aqui em questão, no entanto, ultrapassa as caricaturas de praxe e responde às urgências do tempo presente no calor do momento, como um manifesto que ganhasse corpo bem no olho do furacão.
A Mangueira desfraldou uma bandeira com o rosto de Marielle na Marquês de Sapucaí, acolhendo sob o manto verde e rosa todos os negros, pobres e índios do Brasil. Uma imagem que perdura, diferente dos posts do presidente. Quem confunde a alegria do povo com dedo no cu e gritaria não conhece o nosso Carnaval.

 


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