Desastres anunciados; nenhuma prevenção

Rita Oliveira

 

Desde o acidente em Mariana 
(MG), em novembro de 2015, 
pensava-se que o rompimento da barragem de Fundão seria o maior desastre ambiental envolvendo barragens no mundo. Ambiental, talvez, humano, com certeza não. O rompimento da barragem de Brumadinho (MG), no último dia 25 de janeiro, causou a morte de dezenas de pessoas e transformou o Córrego do Feijão, bairro rural de Brumadinho, e a calha do rio Paraopeba, na mesma região, em um imenso cemitério a céu aberto.
Em Mariana, o rompimento da barragem causou a morte de 19 pessoas. Já em Brumadinho, até ontem, a Defesa Civil de Minas Gerais contabilizava 166 mortes e 147 pessoas desaparecidas. Sabemos muito bem que as chances de se encontrar alguém com vida, a essa altura, é praticamente zero. Hoje, os familiares dos atingidos pela lama lutam apenas pelo direito de enterrar seus parentes com um mínimo de dignidade.
Passados mais de três anos, até o momento, ninguém foi condenado ou preso pelo desastre de Mariana. Ontem, entretanto, a Justiça efetuou a prisão de oito funcionários da Vale, a pedido do Ministério Público de Minas Gerais, em ação que visa "apurar responsabilidade criminal pelo rompimento de barragens existentes na Mina Córrego do Feijão, mantida pela empresa Vale, na cidade de Brumadinho." Em nota o Ministério Público afirmou que os acusados "tinham pleno conhecimento da situação de instabilidade da barragem B1 e tinham poder/dever, cada qual dentro de suas atribuições orgânicas, de adotar providências para a estabilização da estrutura e/ou evacuação da área de risco". 
Desde o início deste ano, as tragédias veem se repetindo. No Rio de Janeiro, nos primeiros dias desse mês, temporais têm causado inúmeros deslizamentos, queda de árvores, alagamentos e várias mortes. O governador do Rio, Marcelo Crivella (PRB), decretou estado de crise. Especialistas na área econômica relatam que nos últimos anos houve uma redução drástica nos investimentos públicos no Rio de Janeiro em ações preventivas, a exemplo de poda de árvores e obras de contenção de encostas e saneamento básico. Ou seja, o problema não é apenas do clima, mas de ordem administrativa.
E mal os cariocas se recuperam dos temporais, um incêndio no Centro de Treinamento do Flamengo causa a morte de 10 garotos, deixa outros três feridos e comove toda a população brasileira. Mais um desastre causado pela negligência de um clube multimilionário e por leniência do Estado, que não fiscalizou aquela construção, totalmente sem condições de segurança e de salubridade para abrigar pessoas.
Nessa segunda-feira (11), a queda de um helicóptero causou a morte do piloto Ronaldo Quattrucci e do jornalista Ricardo Boechat, apresentador do Jornal da Band e da rádio BandNews FM e colunista da revista "IstoÉ". Não demorou muito para ficar constatado que o helicóptero, de uso da Band, não tinha autorização para fazer táxi aéreo.
Afora tudo isso, por todo o país, as chuvas excessivas vem causando destruição, mortes e deixando desabrigados. Enquanto o poder público assiste a tudo tentando correr atrás do prejuízo com ações paliativas e de pouca ou nenhuma resolutividade. Ou seja, o Brasil continua sendo o velho país do improviso, do jeitinho, da irresponsabilidade e da impunidade. Lastimavelmente.

Desde o acidente em Mariana  (MG), em novembro de 2015,  pensava-se que o rompimento da barragem de Fundão seria o maior desastre ambiental envolvendo barragens no mundo. Ambiental, talvez, humano, com certeza não. O rompimento da barragem de Brumadinho (MG), no último dia 25 de janeiro, causou a morte de dezenas de pessoas e transformou o Córrego do Feijão, bairro rural de Brumadinho, e a calha do rio Paraopeba, na mesma região, em um imenso cemitério a céu aberto.
Em Mariana, o rompimento da barragem causou a morte de 19 pessoas. Já em Brumadinho, até ontem, a Defesa Civil de Minas Gerais contabilizava 166 mortes e 147 pessoas desaparecidas. Sabemos muito bem que as chances de se encontrar alguém com vida, a essa altura, é praticamente zero. Hoje, os familiares dos atingidos pela lama lutam apenas pelo direito de enterrar seus parentes com um mínimo de dignidade.
Passados mais de três anos, até o momento, ninguém foi condenado ou preso pelo desastre de Mariana. Ontem, entretanto, a Justiça efetuou a prisão de oito funcionários da Vale, a pedido do Ministério Público de Minas Gerais, em ação que visa "apurar responsabilidade criminal pelo rompimento de barragens existentes na Mina Córrego do Feijão, mantida pela empresa Vale, na cidade de Brumadinho." Em nota o Ministério Público afirmou que os acusados "tinham pleno conhecimento da situação de instabilidade da barragem B1 e tinham poder/dever, cada qual dentro de suas atribuições orgânicas, de adotar providências para a estabilização da estrutura e/ou evacuação da área de risco". 
Desde o início deste ano, as tragédias veem se repetindo. No Rio de Janeiro, nos primeiros dias desse mês, temporais têm causado inúmeros deslizamentos, queda de árvores, alagamentos e várias mortes. O governador do Rio, Marcelo Crivella (PRB), decretou estado de crise. Especialistas na área econômica relatam que nos últimos anos houve uma redução drástica nos investimentos públicos no Rio de Janeiro em ações preventivas, a exemplo de poda de árvores e obras de contenção de encostas e saneamento básico. Ou seja, o problema não é apenas do clima, mas de ordem administrativa.
E mal os cariocas se recuperam dos temporais, um incêndio no Centro de Treinamento do Flamengo causa a morte de 10 garotos, deixa outros três feridos e comove toda a população brasileira. Mais um desastre causado pela negligência de um clube multimilionário e por leniência do Estado, que não fiscalizou aquela construção, totalmente sem condições de segurança e de salubridade para abrigar pessoas.
Nessa segunda-feira (11), a queda de um helicóptero causou a morte do piloto Ronaldo Quattrucci e do jornalista Ricardo Boechat, apresentador do Jornal da Band e da rádio BandNews FM e colunista da revista "IstoÉ". Não demorou muito para ficar constatado que o helicóptero, de uso da Band, não tinha autorização para fazer táxi aéreo.
Afora tudo isso, por todo o país, as chuvas excessivas vem causando destruição, mortes e deixando desabrigados. Enquanto o poder público assiste a tudo tentando correr atrás do prejuízo com ações paliativas e de pouca ou nenhuma resolutividade. Ou seja, o Brasil continua sendo o velho país do improviso, do jeitinho, da irresponsabilidade e da impunidade. Lastimavelmente.

Na Assembleia 1

Durante a abertura dos trabalhos da Assembleia Legislativa de Sergipe, o governador Belivaldo Chagas pediu união entre os poderes e a sociedade na busca por equilíbrio nas contas públicas. Disse que vai buscar a boa convivência com a casa legislativa, vai dialogar com os deputados, do mesmo modo como pretende fazer com o Poder Judiciário e órgãos independentes. "É extremamente importante que tenhamos uma convivência de responsabilidade conjunta. Eu não vou me negar a mostrar à sociedade a situação financeira do Estado", afirmou.

 

Na Assembleia 2

Belivaldo tem plena consciência das dificuldades que terá nos quatro anos de seu governo. Logo de saída, reduziu o tamanho da máquina administrativa, com a fusão de algumas secretarias, extinguiu 900 cargos em comissão e vem cortando privilégios no corpo administrativo. Buscou escolher seu secretariado da forma mais técnica possível, apesar do conhecido viés político e tem prometido que vai cobrar os resultados. Mas, apesar de seus esforços iniciais, ainda é muito pouco para garantir a governabilidade de que ele precisa.

Na Assembleia 3

Tanto é assim que, ao falar sobre a saúde financeira do Estado, que é das piores, teve a humildade de admitir: "...sozinho eu não vou conseguir governar, vou precisar de todos. Enfim, é preciso dividir responsabilidades e buscar apoio, e é o que estou fazendo", afirmou ao referir-se aos poderes constituídos e aos demais órgãos representativos da sociedade.

Economia

Se por um lado o governo vem fazendo corte de gastos, de nada adianta se não intensificar ações para o aumento da receita. Nesse sentido, Belivaldo disse que vai se empenhar para manter em funcionamento a Fabrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen), até que se concretize a sua transferência para a iniciativa privada, como pretende fazê-lo a Petrobras. "Destaco, aqui, o momento grave que atravessamos, em consequência da decisão equivocada tomada pela Petrobras em relação à Fafen, matriz essencial de uma ampla cadeia produtiva. As indústrias de fertilizantes que utilizavam os insumos fornecidos pela Fafen estão ameaçadas, a frota de caminhões empregada no transporte dos produtos aqui gerados está sendo desativada, a economia da região da Cotinguiba beirando uma situação de colapso."

Sobre a Fafen

O Sindipetro AL/SE, sindicato que representa os trabalhadores do setor nos Estados de Sergipe e Alagoas, também vem empreendendo ações para tentar barrar o processo de hibernação da Fafen. O sindicato tem cobrado uma ação do Ministério Público de Sergipe e vem alertando para os riscos de se desativar a fábrica em função dos problemas que podem ser causados para a população do entorno e para o meio ambiente. De fato, não se tem informação sobre quanto de amônia pode existir nos depósitos ou as condições em que se armazenam esse e outros produtos químicos utilizados no processo produtivo. Há dúvidas sobre a segurança desse armazenamento.

Agenda em Brasília 1

Durante a abertura dos trabalhos da Assembleia Legislativa de Sergipe, o governador Belivaldo Chagas antecipou parte da agenda administrativa que terá em Brasília na próxima semana. Além de participar do Fórum de Governadores do Brasil, ele pretende discutir a reforma da Previdência. "Encaminhamos um ofício, assinado em conjunto, ao ministro de Minas e Energia, e ao ministro-chefe da Casa Civil. Estamos aguardando o agendamento da audiência para sermos recebidos." O deputado federal Laércio Oliveira agendou audiência com o vice-presidente Hamilton Mourão para a próxima terça-feira.

Agenda em Brasília 2

Belivaldo disse que estará em Brasília já na segunda, onde participa de um encontro preparatório com os governadores do Brasil na terça, e do Fórum Nacional de Governadores na quarta-feira, "para tratar de assuntos importantes para o Brasil e, em especial, a questão relacionada ao projeto da Reforma da Previdência." Aliás, ao se referir à Previdência, Belivaldo desabafou: "é um sumidouro de recursos".

Exposição pública

O governador disse que já na primeira segunda-feira depois do Carnaval, quando retornará de uma série de contatos que pretende manter em Brasília, fará uma exposição pública sobre o cenário real da máquina administrativa. "Convidaremos representantes de todos os setores da vida sergipana, abrindo espaço amplo e sem restrições ao debate e a formulação de propostas. É urgente que alcancemos um pacto de ação comum, voltado para a recuperação das finanças estaduais e restabelecimento da nossa capacidade de investir. Nisso, teremos de compartilhar responsabilidades, e redefinir alguns procedimentos", disse.

ncologia

Em seu discurso na Alese, Belivaldo destacou fortalecimento e ampliação do tratamento oncológico no estado. Disse que entregará nesta segunda (18) novas instalações do internamento pediátrico da oncologia no Huse e informou que o Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher será reformado e busca parceria com o Hospital de Amor, em Barretos, unidade referência na área. "Foram promissores os contatos que mantivemos com o empresário e filantropo Henrique Prata, criador e mantenedor do complexo oncológico situado na cidade paulista de Barretos. Em março, Henrique virá a Aracaju para avaliar a contribuição que poderá nos oferecer e que significará um avanço considerável na complexa e dolorosa questão da oncologia", disse. Com Marcelo Barbosa

 


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